domingo, 30 de setembro de 2012

Post-scriptum: Le Jazz

Veja o primeiro post que escrevi sobre o Le Jazz aqui.

Demorou um pouco mais do que o inicialmente previsto, mas o atraso não me tirou a satisfação de poder almoçar num dos meus restaurantes favoritos durante a semana, também (sim, ok, faço almoços demorados, mas ir a rua dos Pinheiros durante a semana é um pouco demais, né!).
Fui ao Le Jazz dos Jardins semana passada, numa tardia comemoração de aniversário com as colegas do trabalho. Incrível como o Le Jazz conseguiu se reproduzir fielmente em outro endereço – o mesmo estilo de decoração, o mesmo atendimento rápido, informal e meio blasé, as mesmas mesas apertadas, a mesma necessidade pela reserva e a mesma lotação descabida de Pinheiros.

Reservei uma mesa para 6 pessoas (reserva máxima) para as 12h (horário limite). Cheguei às 12h20 e o restaurante estava tranquilo, a maioria do salão desocupado (mas reservado).
Pedimos camembert empanado com mel para começar e dispensamos o couvert. Depois, pedi o hachis parmentier (justíssimos R$ 26,50) e minhas amigas pediram entrecote (x2), steak tartareovo mollet e quiche com salada (não lembro o preço de nada, mas o hachis continua sendo um dos pratos mais baratos). De sobremesa, dividimos a île flotante (nunca tinha visto no cardápio – são claras em neve servidas com creme inglês, uma espécie de “nuvem”. Muito gostoso e SUPER leve. Recomendo!) e um créme brülée.
As meninas reclamaram do entrecote... disseram que o do L’Entrecôte de Paris é mais magrinho e o molho é melhor. Sei lá. Vai de gosto.
A conta, com café e sem bebidas alcóolicas, ficou R$ 59 por pessoa. Continua sendo justo, visto que é comida bem feita e porções decentes, nos Jardins.

O endereço dos Jardins, pelo que li no Gastrolândia, está servindo lanchinhos e comidas rápidas no meio da tarde. Uma boa opção para quem... não trabalha. Hahahaha! Brincadeira... para quem tem horários e rotinas alternativas de trabalho.
:o/

Voltarei? Já volto. Um dos meus restaurantes favoritos na cidade.
Para ir: Com reserva, sempre.
Tipo: francês, bistrô.

Serviço de utilidade pública: Rua dos Pinheiros, 254, Pinheiros – tel. 2359-8141 + Rua Dr. Melo Alves, 734, Jardins – tel. 3062-9797

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mocotó


Mocotó está na listinha há tanto tempo que já sabia o endereço de cor – Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100. Sabia o endereço, mas não sabia como chegar. O negócio é longe pacas, e a Zona Norte é uma estranha desconhecida para mim. Uma vez, levamos um século para chegar e, deparando-nos com uma fila de esfaimantes DUAS horas, desistimos. Desde então, esperei pacientemente o momento certo para pegar uma carona com meu pai, uma das pessoas com mais senso de localização que conheço.
Sábado passado, aniversário da minha irmã, Patrícia I., famigerada faminta colaboradora esporádica deste blog, saímos de casa às 11h15 para desjejuar almoçar. Chegamos às 12h e pegamos uma das últimas mesas do restaurante.

Começamos com torresminhos campeões (R$ 11,90), sequinhos e crocantes. Muito bons.
Depois, pedimos caldo de mocotó (R$ 7,50, o mini – há outros tamanhos, mas só queríamos experimentar), mais do que aprovados pela família inteira. O caldo é grosso, sem ser pesado, e o coentro marca sem sobressair. 

De principal, pedimos uma porção média de baião de dois (R$ 21,90), uma costelinha especial (R$ 68,90) e uma carne-seca desfiada com cebola roxa (R$ 31,90). Serviria 6 pessoas tranquilamente.
Tudo delicioso! O baião é do tipo levinho, soltinho – é para servir como acompanhamento (para comer como prato principal, acho o do Colher de Pau melhor). A costela estava desmanchando, com um caldinho supimpa! Mas preferi o jabá (carne seca), que deve ser alma gêmea da macaxeira (mandioca) e do jerimun (abóbora), cremosos, de tão molinhos... muito bom!!!!

De sobremesa, aceitamos a sugestão do simpático garçom que nos atendeu (com sotaque nordestino e tudo!) e finalizamos com a cartola do engenho (R$ 12,90). Apesar dos ingredientes (banana, queijo-manteiga, melaço de cana, farofa de açúcar com canela...), a sobremesa não é nada enjoativa e é impressionantemente leve! Recomendo fortemente (mais do que o bolo de chocolate com cupuaçu e castanha-do-pará, pedida da minha irmã, que não agradou nem ao chocólatra HK...).

A conta ficou R$ 56,50 por pessoa, com bebidas (pedi uma divertida caipirinha de morango com iogurte, e minha irmã bebeu uma cerveja Colorado, feita com rapadura!) e serviço. Justo. Justíssimo.

Voltarei? Continuo sem saber como chegar... mas vale o sacrifício. Para o dia-a-dia, entretanto, acho que o Colher de Pau cumpre muito bem o papel.
Para ir: Cedo. Ou com muita paciência. Quando saímos, a fila estava enooorme... mas as pessoas não pareciam nem um pouco preocupadas – todas estavam devidamente munidas de seus choppzinhos e torresminhos, batendo um lero com o chef Rodrigo, simpaticíssimo (e bonitão).
Tipo: comida nordestina, bem feita e sem frescura.

Fotos: Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100, Vila Medeiros – tel. 2951-3056

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Mercado

Domingo passado, fui a'O Mercado com o Evandro e com a Luciana, my-food-buddies-forever (alguém aqui já foi ver TED? Eu adorei! Engraçadíssimo! Mas não podia ser mais politicamente incorreto, né...!). A gente é tão desesperado para comer que chegou lá às 11h45 (enquanto havia
chefs acabando de montar suas barraquinhas), foi o cliente #2 do caixa e o comensal #1 do D.O.M.! Hahahaha! O Geovane Carneiro até deu risada (da minha cara) quando perguntei (baixo) "vocês já estão servindo??"...
Comi a copa lombo (de porco, purê de banana da terra e farofa com pimenta de cheiro ) do D.O.M., o sanduíche (de cabrito com creme de queijo e ervas no pão de batata) do Sal Gastronomia, o arroz de rabada (e folhinha-filha-única de agrião) do Dona Onça, o barreado (um tipo de carne louca, com arroz e banana nanica) do Na Cozinha e "O Ovo" (sorvete de gemada com espuma de coco e coquinhos crocantes) do Maní.

A copa estava desmanchando (parecia seca, mas não!), deliciosa com seu purê de banana-da-terra e sua farofinha. Só achamos overpriced para o tamanho da porção (não deve ser diferente no restaurante...). O sanduíche do Sal, apesar de bom, não estava à altura do que eles serviram no Chefs Na Rua, e o barreado (sem foto) estava gostoso, também, mas sem surpresas... Pela minha experiência, o Na Cozinha deve ser um restaurante que serve comida caseira bem feita, como picadinho, mas sem o colinho da avó...
O campeão unânime do dia foi o arroz de rabada! Bem úmido, saborosíssimo e ainda vinha em quantidade menos unha de fome!
Me deu mais vontade ainda de voltar ao Dona Onça...

O Ovo, apesar de não ser novidade, continua me surpreendendo! A espuma de coco é tão deliciosa e leve e etérea... A sobremesa é imbatível! Valeu repetir, sem sombra de dúvida!!
Não consigo comparar as duas edições do evento, porque passei longe de conseguir entrar na primeira (no pátio do Sal, na madrugada do dia 21 de abril). Entretanto, comparando com o Chefs na Rua, da Virada Cultural, gostei mais do Chefs. Explico: 1) apesar de ter menos opções de barraquinhas, os quitutes estavam mais caprichados e mais gostosos (de forma geral), 2) você pagava na própria barraca em que ia comer. O sistema de um caixa único e troca por fichinhas parece bom, mas acaba atrasando e confundindo - as pessoas nunca sabem o que querem, o quanto vão comer, quanto custa o que querem comer... Você acaba comprando fichinhas a mais (tranquilo, porque é só vender o resto no mercado paralelo), ou de menos (se f*, porque vai ter que voltar para a fila titânica) e assim por diante... Minha terceira razão tem a ver com a questão da vitalização do Centro Velho, né... minha nova bandeira!

Falando em "nova bandeira", em quem vocês vão votar para vereador, hein??

Fotos: Helio Kwon.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Extra! Extra!! Extra!!!

E as notícias boas não param de chegar!
Não bastasse o Bueno, o Le Jazz e o Lu Bonometti, que abriram mais pertinho de casa, a partir de outubro, poderei comer o yakissoba (dentre outras coisitas) do Rong He quando bem entender!! A casa aonde funcionava o Sushi Los Ruas (Rua Tutoia, 312) está sendo reformada para trazer mais felicidade ao Paraíso!! Uhuuu!!

(Será que o imóvel deixará sua sina de cemitério indígena?? Em menos de 18 meses, já foi fast food coreano e rodízio japonês...)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Plantão Autoindulgente

O plantão autoindulgente informa:

O LU BONOMETTI VAI ABRIR SUAS PORTAS¹ ESTA QUARTA-FEIRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
EEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!

Depois de uma longa reforma, a casa da Joaquim Eugênio de Lima com a Caconde finalmente será aberta para os cookieholics de plantão! Além dos formidáveis cookies, peça os "feios-mas-bons" brutti ma buoni, as fantásticas lasquinhas de amêndoas e os caprichados marshmallows, que completam a grade de produtos da Luciana (por enquanto, porque eu já estou cobrando um bolinho!). 
aproveite para tomar um cafezinho Illy bem tirado (R$ 3,90), delicadamente acompanhado de um minicookie!
¹ "Abrir suas portas" no sentido figurado, tá? A Luciana é discreta, não quer fazer alarde... pode ser que a porta esteja fechada, mas pode tocar a campainha, que ela abre a porta!

Foto: Helio Kwon.

Serviço de utilidade pública: Al. Joaquim Eugênio de Lima, 1.728, Jardim Paulista - tel. 3384-5818. Neste comecinho, a Luciana vai abrir a partir das 12h. Horário propício para aquele cafezinho pós-almoço!

domingo, 23 de setembro de 2012

Chifa Wok - estabelecimento fechou.

"Viajar é mesmo tudo de bom! Não só pelas coisas que você vivencia naquele momento, mas também pelos amigos que faz, pelas histórias de vida que conhece, pelos gostos que adquire! Isso fica com você pra sempre, e é a melhor parte da viagem.
Eu gosto de pensar que muita coisa do Peru e da Bolívia ficaram em mim! Foi uma das viagens que mais gostei de fazer, e, bom, as comidas, com certeza, entraram de vez pra minha vida! A carne de lhama, não (muito dura! Rsrs!)! Mas ceviches, quinoa, felizmente, sim!
E agora, mais um tipo de comida da cozinha peruana pode ser provada em São Paulo: a chifa! Não sou nenhuma profunda conhecedora, mas sei que trata-se da culinária chinesa (dos imigrantes) com a influência da nova terra, o Peru. Durante a viagem, fui em apenas um restaurante desta especialidade. Não lembro dos pratos provados; apenas de ter gostado dessa primeira e, até algumas semanas atrás, única experiência.
Assim que minha irmã leu sobre o Chifa Wok no blog Gastrolândia, eu e o Gordinho Suado combinamos imediatamente uma visita!
Enquanto o esperava, ataquei logo um pisco sour, que estava ótimo, e me levou de volta aos Andes! ;o)

Começamos com (agora, um problema: esqueci de anotar os nomes e descrições dos pratos, supondo que os encontraria no site. Ocorre que não estou encontrando site... Ou seja, vocês ficarão com as minhas descrições pobres, gastronomicamente falando) umas asinhas (ou “alitas”) de frango desossadas, empanadinhas e fritas, recheadas com camarão, acompanhadas de um  molho típico, com forte gosto de limão (acho que ia canela também...).
Ao mesmo tempo, pedimos um dos pratos mais tradicionais, o arroz chaufa! Arroz frito, com ovos mexidos, temperos muito gostosos, alguns legumes, e na versão Taypa, com pato, porco e camarões! E por fim (já estávamos satisfeitos, mas a gula e a vontade provar outros pratos, mais uma vez, venceu o bom senso! Hahaha!), pedimos o chicharron de pollo, nada mais do que pedacinhos empanados e fritos de frango, acompanhados do molho típico já mencionado!
Tudo estava muito bom. Só não recomendo muito o último prato. Achei meio sem graça e seco em relação ao primeiro. Quanto ao melhor dos três, não houve unanimidade. Um voto pra  las alitas, e outro (o meu) para o arroz!
De bebida, além do pisco sour, tomamos umas duas cervejas long neck. A conta ficou em R$ 65,00 para cada um, mas eu acho que acabamos comendo por 3 pessoas...
O atendimento foi super atencioso. E como era uma segunda-feira, estava vazio, e até o chef e o outro sócio nos perguntaram se havíamos gostado. Adorei! Eu desejo sucesso e que logo, eu esteja lá novamente para provar coisas novas!!

Voltarei? Sim, mesmo que fosse só para comer o arroz chaufa novamente...
Para ir: com amigos, família, namorado/a etc
Tipo: comida chifa, peruana, chinesa, sino-peruana etc e tal"

Post por Patrícia I.

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública: R. Ministro Jesuíno Cardoso, 513, Itaim Bibi - tel. 4324-7869

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Feriado no Rio


"Fui para o Rio no feriado da Independência! Que delícia estava a Cidade Maravilhosa. Não sei se gostaria de morar no Rio, não. Sou muito paulistana para isso, acho. Mas para passear, é imbatível! Principalmente se você já não tem que cumprir os “lerês” Cristo Redentor e Pão de Açúcar. Já fui umas duas vezes, e são lindos, imperdíveis. Gostei mesmo, mas perde-se tanto tempo e paciência com isso, que, aff, dou graças por poder “gastar meu tempo” em outras paragens! Fico mais feliz ainda quando o passeio vem acompanhado de boa comida!

Fui visitar uma amigona que está morando na Gávea. O bairro é uma graça, super agradável. E imagina se da janela do seu apartamento, você pudesse ver o Cristo! Ela está podendo, agora! ;o) Além disso, pode assistir corridas no Jockey, que é lá pertinho de onde ela mora (aliás, apostei R$2,00 numa égua e ela ganhou o páreo!!! Uhuuuu!!!). Atravessando a praça Santos Dummont, na frente do Jockey, fica um boteco bastante tradicional, onde fomos almoçar: o Bar Hipódromo! Do outro lado da rua, fica outro bar/restaurante igualmente tradicional: o Braseiro, que estava com uma fila desanimadora na porta... Fica para a próxima visita, então!

Como estávamos só em duas, não tivemos dificuldade em conseguir uma mesa, apesar da lotação. Pedimos o galeto, muito bem acompanhado de batatas portuguesas, farofa de ovo e arroz de brócolis! Desnecessário dizer que esse é meu tipo de comida, né? Estava tudo muito gostoso, mas a surpresa ficou por conta do arroz de brócolis. Pensei que tivesse este nome porque viesse com pedaços de brócolis, certo? Não! Acredito que o brócolis deve entrar batido com a água do cozimento do arroz, porque o resultado é um arroz verdinho, com um gostinho especial!
Comemos, repetimos, e mesmo assim, daria tranquilamente para uma terceira pessoa. Com um chope e um suco, a conta total ficou em R$52,00. Excelente, não?

Para completar a refeição perfeita, fomos tomar café no pátio do palácio do Parque Lage! O café em si não tem nada demais (mas eles servem cafés da manhã, chás da tarde, almoço e jantar, que parecem muito bons, pelo cardápio) e esqueça o atendimento atrapalhado e displicente. O cenário compensa qualquer coisa!

No dia seguinte, depois de andar pela Lagoa, fui com outra amiga (que viajou comigo de SP) conferir uma dica escondidinha em plena Visconde de Pirajá, em Ipanema. Quem olha o Market de fora, só vê uma entrada meio tímida e não imagina que, lá dentro, existe um restaurante descolado, com um atendimento super atencioso (apesar de um pouco demorado, mas isso se ajusta. Educação é o principal, e, isso, o pessoal que trabalha lá já tem, com certeza!) e pratos que correspondem à perfeição à expectativa criada pelo cardápio repleto de alternativas criativas, saudáveis e muuuiiiito apetitosas! Na verdade, o povo já imagina tudo isso, sim, porque pelo que pesquisei agorinha, o restaurante já foi reconhecido e premiado pela Vejinha Rio (além de muito citado no Trip Advisor e outros sites).

Aceitem o couvertzinho. Além do pãozinho quente, servido com azeite generosamente derramado no prato, ser delicioso; pode ser também providencial, se seu prato principal demorar como o nosso. Aliás, foi difícil escolher entre tantas opções realmente atraentes! Mas, no final, minha amiga foi de Truta com Semente de Girassol (truta com semente de girassol acompanhada por massa de arroz com legumes, fava verde e ervas ao molho de hortelã e gengibre); e eu, de Linguado em Crosta de Tapioca (linguado em crosta de tapioca, com pesto de azeitonas, acompanhado por risoto de pupunha fresca). Os pratos são muito bem servidos; e, como os acompanhamentos vem separados, pudemos dividi-los e provar um pouco de cada. A massa de arroz (ou harussame quente) superou minhas expectativas. Estava excelente, super saboroso, bem melhor que o risoto, na minha opinião. Acabou sobrando e pedimos para fazer uma “quentinha”! Aliás, a embalagem de viagem é praticamente um tupperware! ;o) Então, #ficaadica para quem estiver montando casa no Rio, hein? Rsrs!

Com dois cafés, uma cerveja long neck e um suco, a conta ficou em R$54,00 para cada uma.

Voltarei? Espero que sim!
Para ir: com amigos, família, namorado/a etc.
Tipo: Feliz no Rio de Janeiro!"

Post por Patrícia I.

A Raíra V., do blog Ai, que delícia de blog, falou superbem do café da manhã no Parque Lage! Fica como sugestão pré-caminhada pelo Jardim Botânico, já que fica bem pertinho de lá.

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública:
Bar Hipódromo - Praça Santos Dummont, 108, Gávea - tel. (21) 2294-0095
Parque Lage - Rua Jardim Botânico, 414
Market Ipanema - Rua Visconde de Pirajá, 499, Ipanema - tel. (21) 3283-1438

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Deliziosa Biondi


"Parece que eu só faço posts aqui quando eu e a Pati completamos aniversários de namoro, mas a bem da verdade é que estou devendo para a Fernanda I. alguns posts mais antigos (que ela está me cobrando mas que está difícil pacas de lembrar os detalhes...haha). Enfim, como este está fresquinho, está mais fácil de descrever.

Dia 14/09 fomos comemorar nosso 2º ano de namoro através de uma reserva pelo Grubster (depois que eu conheci, não larguei mais). Pra falar a verdade, primeiramente havia procurado por outros restaurantes que infelizmente não possuíam mesas disponíveis para sextas ou finais de semana dada a alta procura, somente com horários para o meio da semana. Tentando encontrar algum lugar que, dentre as várias opções que o site dispunha, pudesse fazer jus a esta data tão especial, eis que achei bacana experimentar o Biondi, no Itaim.
Descobri, lendo em resenhas do próprio site e recomendações em sites de gastronomia, que o Biondi havia sido eleito em 2010 o melhor restaurante italiano de SP pela revista Época, e, em 2011, o italiano de apenas 25 anos e chef da casa, Rodolfo de Santis, foi indicado pelo Comer e Beber da Veja como chef revelação. Para estender um pouco mais a seção de curiosidades, o restaurante é dos sócios Caco Cioccler (ator) e de seu cunhado Bruno Previato que foi formado em hotelaria no Les Roches na Suíça e atuou na Europa nos últimos 11 anos.

O Biondi possui um ambiente que eu gosto bastante: o salão não é muito grande mas as mesas são bem distribuídas (não fica aquele casal da mesa do lado praticamente grudado), com uma decoração que mistura tijolos, madeira rústica e vidros, criando à noite um ar bastante sofisticado e acolhedor.  O próprio Bruno Previato estava no estabelecimento, não veio falar conosco (talvez por saber que éramos clientes aproveitadores do Grubster...rs) mas nos cumprimentou na saída. No geral, fomos muito bem atendidos pelo garçom e maître da casa: cordiais, profissionais e super coordenados.

Recusamos o couvert (R$ 11 por pessoa) e pedimos uma entrada para duas pessoas: Berinjela e abobrinha sott'olio, tomatinho assado, aspargo no vapor e salada de cogumelos (R$ 52 – detalhe que o site do restaurante dispõe de cardápio com preços!). Ficamos surpresos com o tamanho da porção e bastante satisfeitos com o sabor e preparação das porçõezinhas com destaque para o tomatinho assado e a salada de cogumelos que estavam fabulosos!



Sempre que eu vou em um restaurante de alta gastronomia, fico com receio em relação ao tamanho dos pratos, mas “para nossa alegria” (tivemos o mesmo sorriso do garoto do youtube), as porções vieram bastante generosas (ao prato que a Pati pediu, escreva-se BASTANTE em letras maiúsculas!!) e com sabor sensacional!

De prato principal, eu pedi um Risoto de arroz negro com lula grelhada e vôngole ao molho alho e óleo (R$46): sabor marcante, bem temperado, porém bastante equilibrado que me fez comer todo o prato sem ressentimentos. 

A Pati por sua vez (e aqui fica o destaque da noite) pediu um Stinco suíno alla romana acompanhado de risoto de parmesão (R$55)...o risoto estava gostoso e suave, não vinha carregado do sabor forte do parmesão...já o stinco suíno (que é uma parte entre o joelho e a coxa do porco) estava desmanchando na boca e seu tamanho dispensa comentários, lembrava mais um turkey leg dos parques da Disney (vejam vocês mesmo na foto e tirem suas conclusões).

Para beber, eu e a Pati fomos de água com gás e eu ainda pedi uma mini garrafa de um vinho francês Bordeaux Chateâu Bel-Air 2009 (R$28), que dava a medida exata de uma taça.
Depois desta coxa de brontossauro (conforme definição da Pati do stinco suíno) que eu ajudei a comer, é claro, nós não conseguíamos mais encarar a sobremesa. Portanto, pedimos somente dois cafezinhos Nespresso (R$6 cada) e fomos embora felizes com nossa noite gastronômica.

No final, a conta total deu por volta de R$138,00 (excluindo o serviço mas já com o desconto do Grubster). Mais do que justo para um restaurante daquele nível e com direito a tudo que pedimos.

Voltarei? Para momentos especiais, com certeza sim. E quando estiver com a barriga mais vazia, para provar o tiramissu na sobremesa que tem indicações muito boas.
Para ir: em casal ou em grupos de até 6 pessoas no máximo. E com certeza com reserva feita no Grubster, pois é eficiente e ainda garante uma bela de uma economia.
Tipo: italiano chique!"

Post por Mario L.

Fotos: Mario L.

Serviço de utilidade pública: Rua Pedroso Alvarenga, 1.026, Itaim Bibi - tel. 3078-5273

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Sancho Bar & Tapas


"Sei que bares de tapas estão na moda aqui em Sampa. Isso é ótimo, porque dá para matar um pouco de saudade da Espanha! Infelizmente, na maioria dos lugares,  os preços parecem convertidos diretamente do euro recentemente valorizado, acrescidos de um imposto de importação beirando os 100%! Sério, chega a ser revoltante, não acham? Por isso, gostei particularmente do Sancho Bar y Tapas, na Baixa Augusta, que além da comida deliciosa, oferece preços, se não baixos, pelo menos razoáveis!
As tapas (ou pinchos, sei lá - não adianta. Já estive na Espanha duas vezes. Da primeira, fiquei mais de dois meses. Já me explicaram mil vezes, mas eu não sei, nunca lembro a diferença! ;o)) ficam dispostas sobre “la barra”, e o único trabalho é escolher entre tantas delicinhas! Custam entre R$ 3,00 e R$ 5,00 cada, e, pelas minhas contas, devo ter comido umas 7, mas a verdade é que as últimas 2 foram gula - simples e pecaminosa gula! 
No cardápio, existem opções de petiscos em porções, além de paella em algumas variações. Com a variedade de tapas exposta, vou confessar que não prestei qualquer atenção ao cardápio, mas alguns amigos pediram tortillas de patatas y jamón (um tradicionalíssimo prato espanhol, que consiste em uma omelete mais grossinha, cheia de batata - amo!), que, pela reação geral, estavam deliciosas!


Na primeira foto, três tapas: salmão defumado com cream cheese, jamón com ovinho de codorna, e jamón, gorgonzola e nozes! Na segunda, a super apetitosa tortilla de patatas y jamón! E na terceira, mais jamón (com brie e... não lembro o quê... alguma coisa doce e boa, com certeza... hahaha!) e rabo de toro (em bom português, rabada! Adoro!). Difícil dizer qual gostei mais, mas acabei repetindo as de salmão e a do ovo de codorna (pode parecer estranho, mas fica bom!).
Para beber, provei a sangria (R$ 25,00 a jarra), mas preferi as cervejas. Pedimos a tcheca 1795 (cerca de R$ 15,00 a garrafa com cerca de meio litro), mas existe uma opção mais espanhola, se assim preferir (Estrella Galicia). O local é super agradável para reunir amigos, mas o ideal é não chegar tão tarde, para conseguir uma mesa com mais facilidade.

Voltarei? Sim, mal posso esperar para repetir dose!
Para ir: com amigos (a comanda é individual), namorado/a etc (na pré-balada. Afinal, fica na Baixa Augusta!)
Tipo: Bar de Tapas!"

Post por Patrícia I.

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública: Rua Augusta, 1415 - tel. 3141-1956

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia. - Parte III


A terceira - e última - receita da série é a Costelinha de Porco Na Cerveja do mesmo ótimo Cozinha Pequena:

Ingredientes:
4 costelinhas de porco;
2 cebolas cortadas em rodelas;
1 limão; (usei 1 ½ limão)
2 dentes de alho amassados;
4 colheres bem cheias (sopa) de molho de mostarda; (usei dijon)
200 ml de cerveja;
sal a gosto (aproximadamente 1 colher rasa de sopa)
grãos de pimenta rosa e de pimenta calabresa a gosto (uma colher de chá de cada é suficiente) (não tinha pimenta rosa, usei pimenta verde em grãos, mostarda em grãos, pimenta do reino, além da pimenta calabresa da receita)

Fatie as cebolas e o limão e faça uma base na forma, para apoiar as costelinhas, reservando a outra metade para cobri-las . À parte, misture a mostarda com as pimentas e o sal e pincele as costelinhas, por todos os lados. (o site não explica exatamente em quê momento usar o alho. Eu usei neste momento – misturei meus alhinhos amassados à mostarda e aos temperos e fui bem generosa nas costelinhas) Cubra com o restante da cebola e das fatias de limão.
Leve ao forno bem quente (250oC) para dourar por uns 10 minutos. Retire e acrescente a cerveja, voltando ao forno para assar, em forno médio (180oC). Vire-as de tempos em tempos para que assem por igual, regando com o caldo do  cozimento de vez em quando.
Estarão prontas quando estiverem bem macias. (as minhas costelas levaram nada menos do que DUAS horas para ficarem prontas, desde o momento inicial em que foram ao forno)

Lá no Cozinha Pequena, tem fotos lindas do preparo, caso fique na dúvida de alguma coisa (se bem que está bem explicadinho, vai!).

Diferente das outras duas receitas que postei, esta ainda não é minha ultimate receita de costelinha de porco na cerveja. Ficou bem gostoso e, conforme foto, ficaram bem vistosas, mas simplesmente não ficou do jeito que sonho. Quero minhas costelinhas desmanchando com o toque do garfo, sabe... e transbordando de sabor.
Não foi o caso.
Ainda.

De qualquer maneira, já foi para meu caderninho e repetiria, sem sombra de dúvidas! Recomendo!

Foto: Helio Kwon

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia. - Parte II


A segunda receita de cerveja é o delicioso Frango Assado na Cerveja, da minha amiga Adriana Y:

Ingredientes:
- cerca de 4 sobrecoxas de frango desossadas
- 1 lata de cerveja
- tempero pronto (tipo Fondor)
- 1/2 pacote de sopa de cebola 
- 2 dentes de alho amassados
- alecrim, cheiro verde, pimenta do reino
- suco de 1/2 limão
- 1 cebola

Passe um pouco do tempero pronto no frango, ou tempere como preferir (eu vou no Fondor mesmo). Numa travessa (estilo tupperware), coloque o frango e misture com os demais ingredientes (com exceção da cebola). Deixe na geladeira de um dia para o outro. 
Arrumar o frango e o caldo em uma assadeira e adicionar a cebola, cortada em 4 entre os pedaços de frango.
Asse em forno médio por aproximadamente 1h, virando o frango de tempos em tempos para que doure todos os lados.

O frango fica beeeeeeem macio e suculento e muito bem temperado. É bom para jantares com mais de 4 pessoas, porque o trabalho é mínimo (neste caso, 2 pessoas = 8 pessoas) e o sucesso é garantido. 
A cricrítica é que o preparo começa no dia anterior, quando nem sempre se sabe que terá companhia para jantar...

Sirva com batatas assadas ou fritas e uma saladinha para compensar a pele do frango (...).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Bebo porque é líquido. Se fosse sólido, comê-lo-ia. - Parte I


Esta é a primeira receita (de três) que transcrevo, cujo tempero principal é a cerveja:

Picadinho de Carne na Cerveja, do imperdível blog Cozinha Pequena:

Ingredientes:
500 gramas de miolo de alcatra, cortado em cubinhos de 1,5cm; (também uso filé mignon, que fica ótimo, por motivos óbvios)
150 gramas de bacon, cortado em cubinhos;
1 cebola, picadinha; (eu gosto de cortar as cebolas em meia-lua)
1 garrafa (long neck) de cerveja preta; (tem a mesma quantidade que uma lata, caso você também não tenha percebido)
1 lata de tomates pelados; (eu uso 2 tomates maduros italianos, sem casca, cortados em cubinhos, aproveitando as sementes)
1 cubinho de caldo de legumes; (desnecessário)
2 colheres (sopa) de farinha de trigo;
um pouquinho de azeite, para fritar a carne; (só se for necessário, porque o bacon vai soltar bastante óleo já)
um pouquinho de cominho; (fica uma delícia, mas tem gente que odeia cominho... vai de gosto)
um pouquinho de pimenta calabresa;
um punhado de salsa picadinha;
sal e pimenta do reino a gosto.
(também fica bom usar cenoura cortada em cubinhos)

Numa panela de ferro, ou de barro, ou de fundo bem grosso, comece fritando o bacon. Retire o bacon e reserve. Doure a cebola na gordura do bacon e reserve também.
Salpique a farinha pelos cubinhos de carne, e doure os cubinhos de carne na mesma panela, com um pouco de azeite. Faça isso aos poucos, para garantir que a carne doure rapidamente e não comece a soltar seu caldo.
Assim que toda a carne estiver dourada, coloque de volta os ingredientes na panela, junte a cerveja, os tomates pelados, com o seu suco e todos os outros temperos. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe lá por mais ou menos uma hora, até o caldo estar bem grosso e a carne bem macia. (no começo, você vai achar que deu errado, mas fique tranquilo, o caldo engrossa mesmo e dá certo)
Acerte o sal, a pimenta do reino e coloque um pouco de salsinha por cima de tudo. É só servir com um arroz branquinho e farofa. Duvido que vai ter alguém que não repita! (eu gosto de servir com batata palha – aquela extra-fina da Yoki, minha favorita)

Esta receita é campeã. Sempre faz sucesso, é uma delícia, além de ser fácil que só. Hors-concours aqui em casa!

sábado, 8 de setembro de 2012

Barrinha Agtal


Estou tentando me alimentar de forma saudável, essa história toda de comer de 3 em 3h... mas não é fácil, nem prático. Piorou a situação desde que comecei a passar mal depois de comer as barrinhas da Nature Valley, Nutry e Quaker... antes, eu comia sem problema nenhum, mas, agora, não sei porque, passo mal...
Outro dia, minha irmã insistiu para que eu comesse essa barrinha nova, Mixed Nuts, da Agtal. Gente... e não é que o negócio é bom mesmo?? São castanhas inteiras unidas por um negócio que parece caramelo. Muito bom e não passo mal depois!

No Emporium São Paulo, a caixa com 2 barrinhas custa R$ 3,75.

Na falta de posts melhores, #ficaadica! Hahaha!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Aqui jaz...


Estou muito triste com um e-mail que o HK recebeu hoje. Eis a íntegra:

Olá Helio.

Apreciamos que você demonstre interesse pelo Caldo de Potinho, porém ele não é mais fabricado desde agosto deste ano.

Por isso, não os encontrará nas prateleiras dos supermercados. Essa decisão foi tomada com a intenção de inserir novidades e lançamentos que irão enriquecer ainda mais suas receitas.

De qualquer maneira, seu relato foi enviado para a área de Marketing, inclusive a sugestão de retorno, pois você sempre que participa contribui para a melhoria de Knorr. Fique atento, pois em breve haverá outros novos sabores esperando por você!

Abraços,

EU NÃO QUERO NOVOS SABORES – EU QUERO MEU BOM E VELHO CALDO DE POTINHO DE VOLTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Bodas de papel no Attimo


Dia 03 passado, completamos 1 ano de casados! Passou rápido que só, como passam todas as coisas boas da vida.

Fomos comemorar na própria segunda-feira no Attimo, que eu queria conhecer antes mesmo de abrir, de tão curiosa que estava para experimentar a comida ítalo-caipira do chef Jefferson Rueda.
O ambiente é bem gracinha e informal, lembra mais a sala bem decorada de uma tia rica, sabe. No centro da mesa, somente um limão siciliano (quase uma referência ao meu casamento!!). A cozinha fica à vista, através da porta de vidro de correr que abre automaticamente. O chef estava lá!

Para começar, abri uma exceção e aceitei o couvert (R$ 12,80/ pessoa). Não me arrependi – vale muito a pena: Pururucas levinhas, speck italiano (parece um presunto cru), manteiga de azeite (não sei como é feito, mas realmente tem gosto de azeite), canja de galinha (arroz dentro de bolinhos de frango em um caldo espesso e delicioso!), pães artesanais (peguei o italiano e o de torresmo) e tomates-sensação. O “sensação” foi por minha conta, mas tem noção do impacto que tomates defumados numa chapinha, envoltos em fumaça numa redoma de vidro, aberta quando chega à mesa, tem na imaginação de uma pessoa gordinha e impressionável como moi??!! Pois então... Os tomates, além do show a parte, estavam maravilhosos, com um tonzinho defumado e soltando um caldinho digno de uma chuchada no pãozinho artesanal.
Ainda pedimos uma porção de coxinhas (R$ 12 – vem 4 tamanho festa) com molhinho arretado de pimenta e fonduta de catupiry – casquinha crocante, massa ultra cremosa e recheio desmanchando. Deliciosas!! Entretanto, não chego a concordar com a Ailin - as coxinhas do Veloso ainda não perderam seu lugar no meu coração.
Para os desavisados, as coxinhas (e várias outras coisinhas com cara ótima) estão no cardápio de aperitivos/ bar.

De prato principal, pedi ajuda aos universitários ao maître e escolhi a carne de porco em quatro versões (R$ 55), acompanhada do purê de batata mais sedoso do mundo (igual ao da Beth). Não lembro o “termo técnico” das coisas, mas basicamente era uma linguiça artesanal (boa, mas bem normal), uma espécie de morcilla sem sangue (tem um nome engraçado – codeguim), uma barriga de porco (fantástica de boa, parecida com a do Epice) e um medalhão que parecia lombo (fantástico de bom).

O HK pediu raviolinis de camarão e lagostim (R$ 59), que estavam deliciosos, também – especialmente o molho bisque... hmm... cadê meu pãozinho para finalizar??!! 
Phyna...
Gostei muito de ambos, mas, na dúvida, vem na minha. Quê caipira que se preze come camarão?!

De sobremesa, HK pediu a espuma de coco com baba de moça e lascas crocantes de coco (R$ 20). A espuma é um sorvete feito em nitrogênio líquido e tem uma consistência bizarra – é duro, mas, quando você coloca na boca, derrete como espuma. Sinceramente não gostei muito...

Eu pedi o pudim de leite com algodão doce e creme de caramelo, mas eles estavam sem algodão doce... então, me satisfiz com a crostata de mascarpone e mirtilos (R$ 18) – uma tortinha com creme de mascarpone coberto com suspirinhos e mirtilos docinhos que só. Estava boa e leve, mas não achei nada surpreendente.
Talvez o Attimo não seja um lugar de sobremesa.

Continha deu R$ 263,01 (comemos tudo isso acima + 2 águas e 1 taça de vinho tinto - R$ 33).

Momento cricritica – o que eu faria diferente no Attimo?
Eu desaceleraria o serviço! (essa é uma crítica bastante incomum! Rs!) O negócio está tão eficiente (e é muito simpático, devo frisar) que nem havia acabado de comer o couvert quando meu prato chegou à mesa. É gostoso ter aquele momento de “assentamento” e eu me senti quase apressada a comer logo...
Além disso, eu volto a dizer como odeio lugares que servem chá na xícara – é água quente e folha que você não vai mais utilizar! PÕE O BULE NA MESA!!

Voltarei? Possivelmente, sim. Há outros tantos pratos que quero experimentar, como a lasanha de rabada, polenta e agrião. Só não devo pedir sobremesa da próxima vez. Num balanço rápido, diria que ainda prefiro outros restaurantes com preços semelhantes, como o Sal Gastronomia, o Eñe e o hors-concours Maní.
Para ir: com reserva, porque o negócio tá-que-tá. Liguei quarta passada para reservar para o sábado (quando comemoraríamos, nos planos originais) e as reservas estavam fechadas desde segunda!
Tipo: ítalo-caipira!

Fotos: Helio Kwon y yo.

Serviço de utilidade pública: Rua Diogo Jácome, 341, Vila Nova Conceição – tel. 5054-9999



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jelly Bread e outra diquinha


E aí, vocês viram o prefeito na ciclofaixa da Paulista?
Eu, não.
Eu peguei minha magrela e rumei ao MIS, onde há uma exposição (até 16 de setembro, salvo engano) sobre Georges Méliès, o visionário diretor de Viagem à Lua (e de outros mais de 500 - sim, QUINHENTOS! - filmes), homenageado recentemente por Martin Scorcese no filme A Invenção de Hugo Cabret.
Se acha que não conhece, me diz se esta figura não lhe é familiar:

Antes da exposição, como não sou de ferro (sou de açúcar - rs!!), óbvio que passei na Jelly Bread para tomar um café da manhã!
O lugar é pequenininho e bonitinho, do lado do Girarrosto (com quem compartilha o banheiro!), umas poucas mesinhas e uma vitrine de babar. O serviço, apesar de simpático, não é dos mais eficientes: Tive que eu mesma juntar as mesas (éramos 3, e as mesas são para 2 pessoas) e dar uma geral (o porta-sachê estava melecado de manteiga, e as mesas estavam com migalhinhas). E o pedido é feito no balcão, apesar de haver TRÊS atendentes para meia dúzia de assentos.

Pedi um croissant simples (que, lá, atende pelo nome de cornetto) (R$ 5,50) com manteiga (R$ 2,90), um suco de laranja (R$ 7,50) e finalizei com um mil folhas caramelizado de creme e doce de banana (R$ 10,90). HK foi de brioche de amêndoas (R$ 5,00) com geleia de figo (R$ 2,90) e bolo de chocolate (R$ 6,50). Minha irmã pediu uma focaccia de queijo e tomate seco (R$ 5), um (N)espresso (R$ 5,50) e uma baguete tostada (R$ 5), dividindo a manteiga comigo.
Tudo absolutamente delicioso, muito bem feito, inclusive o croissant, que é o melhor que comi fora de Paris (comentário metido a besta, mas verdadeiro...). O bolo de chocolate estava digno do All About Cakes (só que sem a calda...), a geleia de figo estava puro milho do interior pura fruta, a focaccia estava leve e saborosa, e o mil folhas estava um desbunde - doce na medida certa (o creme quase não tem açúcar, para casar bem com a bananada), leve e perfeitamente crocante! Salivo de lembrar!!





Se há uma crítica a ser feita é à temperatura da focaccia - nem uma esquentadinha para formar casquinha e derreter o queijo, poxa??!

Voltando à exposição: é curtinha e expõe figurinos, desenhos, cartas (de próprio punho) e fotos de Méliès, além de vários filmes seus, inclusive sua mais famosa produção.
Bom passeio, recomendo!

Para finalizar (esta é a “outra diquinha” do título), descobri um restaurante prahalad legal atrás do MIS, o Chez Mis. Tem toda a cara de Ritz, Spot e simpatizantes – ambiente muito bacana, garçons modernetes e com cara de estudante de arte, cardápio variado e preços altinhos (massas por volta de R$ 45, carnes e peixes por volta de R$ 65).


Infelizmente, nem pensei em comer nada e fiquei só no cafezinho mesmo (bom, R$ 4). Mas... se alguém for, depois me conta como foi!

Voltarei? Possivelmente. O mil folhas estava realmente fantástico, e quero provar o sonho, que estava com uma cara fantástica. Só não vou pedir o suco de laranja, totalmente overpriced.
Para ir: sempre... dá para ir de manhã e tomar café da manhã; depois do almoço e comer uma sobremesa... só não dá para ir depois do jantar porque fecha às 21h.
Tipo: padaria metida a besta e doceria.

Fotos: MIS, Helio Kwon e Fernanda I.

Serviço de utilidade pública: Av. Cidade Jardim, 60, Jardim Paulistano – tel. 3063-5596 (funciona de segunda a sábado, das 8 às 21h; de domingo, das 8 às 20h)