domingo, 31 de março de 2013

Restaurantes em Paris

Agora, vamos aos restaurantes a que fui e recomendo:

- La Crêperie des Canettes me foi recomendado por duas pessoas que nem se conhecem! Isso só pode ser bom sinal! Uma delas é a minha irmã, que chegou a escrever aqui no blog sobre ele, e a segunda foi a Luciana, a quem confio cegamente meu paladar.
O restaurante é pequenininho e simpático, mas nem precisamos esperar para sentar (era uma sexta, por volta das 15h, depois de termos nos acabado na Uniqlo).
Pedi uma galette (a "crepe" salgada) de chèvre + tomate, e o HK pediu uma de mussarela + tomate + manjericão. Estavam ótimas - leves e recheadas na medida certa (odeio aquelas coisas com tanto recheio que você engasga).  Para beber, pedimos sidra (chega de preconceito!!!). De sobremesa, dividimos uma crepe com manteiga e limão - bem levinha.

A conta total ficou EUR 26,50 + gorjeta.

10, rue des Canettes, St. Germain-des-Près - tel. +33 1 432 6 27 65. Vale a pena anotar porque você certamente passará por perto em, pelo menos, um dos seus dias de Paris. E... não, não é qualquer crepe que é boa em Paris...

(li em vários lugares que a "melhor crepe de Paris" é servida lá no Breizh Café, no Marais. Infelizmente, não tive espaço no estômago para comer e ficou para uma próxima vez... mas vale anotar e, se você for, escreve aí um comentário me falando o que achou, por favor)

- Para um bistrô parisiense autêntico e correto, recomendo o Chez George (que acho que não tem site), que me foi indicado pela Zenilda, minha amiga do banco. Ela foi a Paris ano passado e jantou lá no dia do seu quinto (??) aniversário de casamento! **suspiro**
Ambiente um tanto menos turístico (i.e. mais formal) e largamente frequentado por business people (claramente muitas mesas eram formadas por colegas de trabalho jantando juntos, vindos direto do expediente) - era uma terça-feira.
Fui de coeur de boeuf com fritas (EUR 29), enquanto HK pediu o côte d'aigneau com vagens na manteiga (EUR 27), ambos deliciosos, suculentos e em ponto perfeito! As minhas frites estavam sequinhas e crocantes por fora e carnudas por dentro. Muito boas.


De sobremesa, pedimos a baba au rhum (EUR 11), que, apesar de ser um clássico, nunca havia experimentado na vida. Trata-se de um pão parecido com uma brioche, embebecido com uma calda de laranja e rum à volonté, acompanhado de crème fraîche. Não diria que virei , mas é interessante: por causa do rum, é sobremesa E digestivo ao mesmo tempo!! 
Francês é um povo prático mesmo, né?!!

Agora... o que foi tudo-de-bom mesmo neste restaurante foi o atendimento. Quando fomos pedir a sobremesa, a garçonete (todas elas, senhoras, trajadas com vestidinhos pretos de manga comprida e aventais brancos!) deu o cardápio em inglês pro HK, entregou-me o em francês e disse "pour vous, la carte en français parce que vous parlez très bien"!!!!

Passagem para Paris: US$ 790
Jantar no Chez George: EUR 77
Ter seu francês elogiado por um(a) parisiense: NÃO TEM PREÇO!!!

Hahahahaha!

Óbvio que caprichamos na gorjeta! 

1, rue du Mail, Bourse - tel. +33 1 42 60 07 11. Bom reservar antes. Cheguei e encontrei mesa, mas era a noite de uma terça-feira em que nevou O DIA INTEIRO... Se não tiver a mesma "sorte" que eu...

- Fugindo um pouco do tradicional francês, pertinho de casa, na Rue Saint-Denis, encontramos a Dim Sum and Co, que estava sempre abarrotada de chineses (ótimo sinal!). 
Pedimos 3 porções de dim sum e, para beber, suco de pobá!!! Estavam superbons, dignos de Ping Pong!! Mas pela metade do preço - EUR 24,50 a conta total!!!

170, rue Saint-Denis. Para quem estiver pela região... não iria até lá só para comer dim sum.

- Outro clássico francês não-francês é a Passage Brady, cheia de restaurantes e lojas indianas. Dentre tantos restaurantes, acabamos escolhendo o Taj Mahal por acaso.
Comemos um curry de frango super cheiroso, temperado e saboroso e, de sobremesa, fomos de gulab jamun, um bolinho a base de queijo, superbom e diferente do "meu norma"! Gostei muito!!

A conta total deu justíssimos EUR 29,50.

Aqui, também, fui surpreendida pelo serviço - quem nos atendeu (superbem) foi um moço (ele me disse seu nome e tentei ridiculamente repeti-lo umas duas vezes, antes de finalmente desistir...!) de Bangladesh, que estava em Paris a estudo (fazia o master em Administração) e, durante o dia, trabalhava de garçom para somar à bolsa.
Adorei essa história!

Passage Brady, entre a Rue-du-Faubourg-Saint-Martin e o Bvd. Strasbourg, perto da estação Château d'Eau.

- Para finalizar, minha recomendação-blaster é o La Cigale Récamier (também sem site). É minha recomendação "blaster" porque, de todos os restaurantes a que fui, este é o único sem similares por  aqui (e sem filial no Japão - hahaha!). Felizmente, de forma geral, a comida de bistrô parisiense está muito bem representada no meu querido Le Jazz (com a vantagem de não ter que mover a mesa para se sentar, de tão juntas que as mesas são uma da outra).

O Cigale é especializado em soufflé (teoricamente, "o melhor soufflé de Paris") - lindos, altíssimos, fofíssimos e levíssimos!!

Enquanto HK pediu comida "de verdade" - steak ao molho poivre com batatas assadas, eu fui de soufflé pequeno de camarão com molho thai. Pedi o pequeno por achar que o tamanho da porção seria meio exagerado, mas errei feio - o soufflé pequeno é pequeno mesmo - um ramequin de uns 8cm de diâmetro!



Enquanto já estava dando graças a Dieu por ter comprado umas bolachinhas na Monoprix, mais cedo, chegou a sobremesa - um ramequin enorme (era o tamanho regular) de soufflé de caramelo com flor de sal (carro-chefe da casa), fabulosamente fabuloso!!!


(apesar de "fabulosamente fabuloso", é meio enjoativo - quando for, faça o contrário do que fiz - peça o regular salgado e o pequeno doce. Será bem mais feliz!)

Os soufflés salgados pequenos custavam cerca de EUR 10,90, enquanto os doces regulares custavam por volta de EUR 11,50. A conta, sem vinho, ficou EUR 63,50 + gorjeta.

Algumas coisas me chamaram a atenção neste restaurante:
1) quando fizemos o pedido dos pratos principais, a garçonete educadamente nos pediu que, se fôssemos pedir sobremesa, que o fizéssemos naquele momento... Fiquei pensando no coitado que pede os dois, exagera no prato principal e mal consegue ver comida na frente quando chega a sobremesa... ou pior: o pobre que acha que não quer sobremesa e vê posteriormente, pelas mesas vizinhas, que cometeu um erro infame ao ignorá-la... será que ele fica a ver navios??
Só sei que mal deu tempo de suspirar entre o prato principal e a sobremesa... Não gosto disso, parece que o restaurante está se esforçando para se ver livre de você o quanto antes... mas... sei lá. Lost in translation, talvez?
2) uma das mesas estava acompanhada de uma doce cadelinha super comportada e silenciosa! Adoro isso na Europa - como a grande maioria dos lugares é dog-friendly - encontramos cachorros em absolutamente todos os lugares, desde praças de alimentação, restaurantes, metrôs...! Queria poder levar o Theodoro nos meus restaurantes favoritos, também!!

4, rue Récamier, St. Germain-des-Près - tel. +33 1 45 48 86 58. Reserva altamente recomendável (falam em inglês ao telefone).

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

quarta-feira, 27 de março de 2013

Rue Montorgueil

Depois de ter escrito sobre os mercadinhos gastronômicos, não posso deixar de escrever sobre a "minha" rue Montorgueil, que, de tão famosa, já foi até tema de Monet...


Ela é um "mercado a céu aberto" e, tradicionalmente, um lugar onde parisienses compram seus mantimentos durante o dia ou voltando para casa. Tem boucherie (açougue), poissonerie (peixaria), boulangerie (padaria), fromagerie (casa de queijos) e todas as outras possíveis eries da língua francesa!
Não bastasse isso para ser perfeita, ela ainda é exclusiva de pedestres e ciclistas!! Um sonho!

Especificamente, cito 4 lugares:

Stohrer - no número 51 (uma boa ideia!), é uma das pâtisseries mais antigas de Paris - foi fundada em nada menos que 1730!!!!!! O fundador simplesmente serviu o Rei Luís XV, para vocês terem uma ideia...!!
O croissant é muito bom (foi votado um dos melhores de Paris), e eles vendem comida para esquentar em casa. As quiches (lorraine e de alho porró) estavam bem gostosas! Tudo tinha uma cara fantástica.

Paul - tá, eu sei... é uma rede... mas, mesmo assim, oferece croissants, pains au chocolat e baguetes super gostosos!!!
E o atendimento é rápido (não exatamente um primor de simpatia, mas sejamos razoáveis, s'il vous plaît...). Bom para o café da manhã do dia-a-dia, em que você tem que comer alguma coisa e seguir para seu passeio!
A da rue Montorgueil fica no número 63.

Le Pain Quotidien - eu nem acredito que fui lá... (porque eu não gosto de comer coisas, quando viajo, que poderia comer aqui em SP) E me arrependo absurdamente. Apesar do pão estar ok e de oferecer geleia (3 opções) gratuitamente, à volonté, na mesa, o serviço foi tão gritantemente ruim e rude que fui embora sem deixar gorjeta (aliás, nos outros lugares, usei os básicos 10% paulistanos como padrão, que foram muito bem aceitos pelos garçons... Alguém sabe qual é a etiqueta??).
Se você acha que garçom carioca é mestre em deixar cliente no vácuo, você precisa ver o francês... é DOUTOR!!!
Fica na esquina com a Saint-Sauveur, quando a Montorgueil já tem outro nome - rue des Petits-carreaux.

Eric Kayser - quase no final da rua (que acaba com um arco de ferro supercharmoso!), essa boulangerie (onde não há onde comer - é para levar/ emporter para casa) SEMPRE está com filinha! Aos domingos, é um entra-e-sai impressionante e, na rua, você vê um monte de gente com uma baguete embaixo dos braços.
A baguete é realmente MUITO boa, bem cascuda e com o interior com grandes bolhas de ar (acho que ia morrer se fosse celíaca). Uma delícia!! Ainda não encontrei nada nem próximo aqui...

Lá na região, ainda há uma concentração de lojas de utensílios de cozinha de fazer frente à Doural (em termos de confeitaria, a Doural fica no chinelo).
Tem a Mora, a A. Simon e a La Bovida - todas na rue Montmartre (uma paralela à Montorgueil), e a E. Dehillerin, muito próxima de lá, na 20, rue Coquillière.
Vale a pena dar uma fuçada em todas as 3 (não chegamos a ir na E. Dehillerin) porque nem sempre o que tem em uma, encontra-se na outra. De forma geral, entretanto, achei os preços da A. Simon melhores. Comprei uma Staub (gosto muito mais delas que das Le Creuset) por EUR 94 (nas outras lojas, encontrei a mesma por EUR 105...), absurdamente mais barata que a mesma panela aqui no Brasil.

E para quem se empolgar com a rue Montorgueil, sugiro dar um pulinho nas Rue des Martyrs (Montmartre) e Rue Mouffetard (Quartier Lartin), que também reunem dezenas de eriezinhas de encher o coração...
De acordo com o Le Figaro, por exemplo, nada menos do que TRÊS dos melhores croissants de Paris ficam na rue des Martyrs!

Também recomendo ler este artigo aqui do David Lebovitz, com impressões e sugestões de lugares. Adorei esse cara!!

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O post está no fim e eu ainda estou pasma com a imagem da Stohrer no meio dos revolucionários jacobinos decapitando a Maria Antonieta... é mesmo impressionante a longevidade desse estabelecimento!

Fotos: Musée d'Orsay e Fernanda I.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mercados gourmet em Paris

Lá em Paris, o que não falta é lugar para deixar a Casa Santa Luzia verde de inveja!
Lá vão alguns mercados/ lojinhas de encher a boca os olhos:

La Grande Epicerie de Paris - é a irmã gourmet do Le Bon Marché, super bem localizada no bairro mais para ver-e-ser-visto de Paris, o Saint-Germain de Près.
Eu fiquei boquiaberta com a quantidade de produtos e marcas disponíveis de absolutamente tudo que se pode imaginar, incluindo frutos do mar frescos, queijos (ou-la-là) e pães, além de uma "ilha" de comida pronta (para ser esquentada em casa) de comidas típicas, como falafels (não impressionantes), dim sum e sushi.
Encontrei os maravilhos ice teas Arizona (pô, nunca sei se é "iced tea" ou só "icea tea", acredita?), que eu bebia quando morava no Maine, mas não achamos a caixinha de bombons sortidos Valrhona...
Pagamos EUR 17,30 por um pequeno piquenique de jamon serrano, queijo bonon (um dos meus favoritos - vem embrulhado em folhas e, por dentro, é tããão absurdamente cremoso que parece requeijão!!!), 2 demi-baguettes ("demi" = meia), 4 falafels e chá Arizona. Melhor que muito almoço por aí! E ainda fomos comer no Jardim de Luxemburgo, um dos parques mais agradáveis da cidade.

38, rue de Sèvres, perto da estação Sèvres Babylone e na frente de uma das maiores estações de Vélib que vimos.
Aqui neste post do Conexão Paris, você encontra mais infos sobre o La Grande Epicerie.

Publicis Drugstore - apesar do nome, não é exatamente uma drogaria... tão pouco é um mercado gourmet... o Publicis tem absolutamente de tudo - desde que seja do bom e do melhor! Lá, você encontra desde bolsas Marc by Marc Jacobs e cremes Kiehl's, até caviar Petrossian e macarrons Pierre Hermé, sem esquecer, obviamente, o estrelado restaurante L'Atelier de Joël Robuchon, no subsolo! Hahahaha!
O máximo!

Ah, sim... tem uma farmacinha, um jornaleiro/ revistaria e uma loja de pequenos presentinhos/ lembrancinhas.

133, avenue des Champs Elysées, pertinho do Arco do Triunfo - é uma alternativa para situações de aperto fisiológico - os banheiros tem o selo HK de vistoria e qualidade! A lata de lixo até solta perfuminho! Hahahahaha!

Le Marché des Enfants Rouges - o nome ("o mercado das crianças vermelhas") vem, pelo que li, de um orfanato que ficava próximo dali, cujo uniforme era vermelho. Achei creepy... mas fique tranquilo que você não vai encontrar nada parecido com aquele filme O Orfanato. Conforme este artigo da revista Les InRocks, tudo que encontrará lá é burguesinhos à la Vila Madalena! Hahaha!
Eu, infelizmente, não saberia dizer, porque, quando dei uma passada (numa quinta, por volta das 11h30), quase todas as barracas estavam fechadas ainda/ já...
A ideia é ser um mercado tanto com ingredientes frescos quanto com barracas servindo comida pronta - algo como um Borough Market bem menor. Se estiver na região na hora do almoço, pode ser uma boa.

39, rue de Bretagne, Le Marais.

Galeries Lafayette - a parte gourmet da loja (um andar inteiro, acima da Galeries Lafayette Homme) é de cair o queixo... tem de TUDO e chegou uma hora em que estava tão embasbacada que nem sabia de onde tinha chego e para aonde estava indo... acho que fiquei mais impressionada do que com o La Grande Epicerie...
Infelizmente, é menos prático - primeiro que se paga separadamente nas "ilhas"; segundo que nem todas as coisas fabulosas estão unificadas - as lojinhas Pierre Hermé, por exemplo, estão em outros setores das Galeries (mas devo dizer que a P.H. jogou bem - primeiro que suas lojas ganham mais destaque estando "sozinhas"; segundo que é sacanagem uma delas estar no setor de Sapatos Femininos... sapatos, chocolate e macarron - tem coisa que uma mulher mais ama??!!!).

Lá, encontrei as caixinhas de bombons sortidos da Valrhona (mas estavam o olho da cara, como tout)!!

40, Bd Haussmann.

Fauchon e Hediard - nessas duas, nem cheguei a entrar... mas devem ser de morrer!!
Boas opções para presentinhos para amiguinhos mais especiais!

Fauchon - 24-26, place de la Madeleine (+ em vários revendedores).
Hediard - 21, place de la Madeleine (+ em outros 16 endereços em Paris).

G. Detou - ou "j'ai de tout" é uma loja que orgulha-se de "ter de tudo" para confeiteiros profissionais. A loja é pequena e, para nós, reles mortais confeiteiros amadores, nem parece nada-de-mais... mas o atendimento é fofo, os preços são melhores que os dessas lojas grandes e lindas e tem barras de chocolate Michel Cluizel e caixas de bombons sortidos Valrhona (as que eu fui para Paris só para comprar).
Carinha de compras parisienses de verdade.

58, rue Tiquetonne, pertinho da "minha" rua, a Montorgueil, no 2ème Arrondisement, o arrondisement mais cool de Paris, na minha opinião.

sábado, 23 de março de 2013

Comidinhas em Paris

Nas minhas últimas férias (primeira metade de março), contra todos meus próprios preconceitos e regras de "como aproveitar corretamente uma viagem de férias", resolvi repetir uma cidade. Entretanto, a Paris que vi dessa vez é muito diferente (e muito mais prazerosa) do que a que vi quando estive lá em março de 2010, pela primeira vez. Desta vez, dispensei todos os musées (que já havia percorrido exaustivamente) e ignorei todos os lerês, para flanar feliz da vida como uma parisiense fora do IPEA.


Aqui e nos próximos posts, seguem minhas dicas parisienses.

Vou começar pelas comidinhas:

L'as du Falafel - dica de 10 entre 10 guias sobre Paris, o carro-chefe é um megasanduba de pão pita com os melhores falafels que se tem notícia na História (leves e úmidos), acompanhados de repolho, um monte de coisas não-identificadas, tahine e molho de pimenta absurdamente bons!!

E dizem que dinheiro não compra felicidade... em Paris, compra, sim! E ainda é baratinha: apenas EUR 5,50.

34 Rue de Rosiers, Le Marais
Vale um desvio do caminho (se bem que é desnecessário, porque fica super bem localizado). Compre na janelinha e saia andando em direção à Place des Vosges (a praça mais charmosa do bairro mais charmoso de Paris).

Maoz - se você foi até o L'as du Falafel e curtiu, dê um pulinho numa das lojas do Maoz, também. É uma rede, ok... mas, quoting David Lebovitz, "I’d like to think that they’re just spreading a good idea around".
Os falafels (bons, mas menos temperados e saborosos que no L'as) são fritos na hora (!!) e servidos dentro de pão pita (quentinho!!!), sem nenhum acompanhamento - você mesmo que completa seu sanduíche no buffet. A sacada é reload de tahine quando você chega no meio do sanduíche (o que é impossível no L'as). Definitivamente spreading a good idea around!
EUR 4,90.

8 Rue Xavier Privas36 Rue Saint-André des Arts, não sei se St. Germain de Près ou se Quartier Latin
Só vale o desvio se você realmente tiver gostado de sanduíche de falafel. O lugar é um muquifinho.

Le Camion Qui Fume - dica da minha amiga Gwynnie, o "primeiro food truck gourmet da França" serve hambúrgueres muito bem feitos, por quem entende de verdade do negócio - americanos (sim, aqui, você pode relaxar o biquinho)!
Por EUR 8 (adicione EUR 2 para fritas), você recebe um hamburguer saboroso e bem temperado, quase mal passado, com ingredientes bem frescos e um traço indisfarçável de manteiga na crostinha do pão!
Hmmm...

Como, se fosse imóvel, não teria nenhum sentido, o food truck muda de endereço todos os dias e todos os turnos. Dê uma olhada no site para ver onde estarão.
Se for perto de algum passeio seu, encaixe. Se não, não vale o desvio - meus hambúrgueres favoritos continuam sendo Lanchonete da Cidade, Seu Osvaldo (antes da reforma) e St. Louis. Nada na sua vida deve mudar.

Au Pied de Cochon - restaurante ultra turístico, 24/7, que serve refeições inteiras (incl. o famoso pé de porco do nome), mas, como tomei só a sopinha a l'oignon (EUR 8,90), está nesta seção de comididinhas.
Estava deliciosa, com caldo super saboroso, sem excesso de cebola refogada, mas com uma camada enjoativamente grande de queijo. Basta deixar um pouco de lado. Nada que comprometa a sopa.

6 Rue Coquillière, 2ème Arrondisement (pertinho da estação de metrô Les Halles)
Não vale exatamente um desvio no caminho porque há tantas outras soupes a l'oignon boas espalhadas pela cidade... mas, se estiver com fome de madrugada ou pela região (bastante central), achegue-se!!

Falando em soupe a l'oignon, com tantas opções boas, acredita que encontrei justo a PIOR de Paris?!?! Sério, lá em Montmartre (chamava algo como Bistrot M... sei lá... passe longe!)... O negócio estava tão feio que um sopão Knorr teria me feito mais feliz! Que dirá, então, um sanduíche de baguette com linguiça acebolada absurdamente cheiroso que estavam vendendo lá atrás da Sacre Coeur, na rua, na frente de uma sorveteria, e o HK me negou porque "imagina o colesterol desse negócio!"!!! Imagina meu bicão, né...
Por isso, durante as férias, não faça como eu - coma o que tem vontade de comer, na hora que tem vontade!! Ou se arrependerá amargamente... como moi!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Segundo relato gastronômico maceioense por Patrícia I.


"Depois de explorar os litorais norte (Ipioca) e sul (Gunga) no mesmo dia (não vale a pena a correria, mas era só para aproveitar que estávamos com o carro alugado...), passamos o dia seguinte na parte central de Maceió novamente. A praia escolhida foi a mesma do primeiro dia: Ponta Verde, perto da Lopana. Desta vez, tivemos a prudência de maneirar nos caldinhos para não desperdiçar o almoço.

Escolhemos o Picuí, com a melhor carne de sol da cidade, segundo a Vejinha Comer/Beber 2012-2013.  Não deixem passar o escondidinho delicioso (única foto tirada no Picuí. Sorry... ;o))

Para dizer a verdade, esperava mais. Mas tenho certeza de que pedimos o prato errado. O escolhido foi o Maria Bonita (carne de sol de contra filé desfiada, acebolada, puxada na manteiga de garrafa e coberta com queijo catupiry). Estava bom, não me entendam mal... mas sei que teria sido mais feliz se tivesse seguido a sugestão do garçom e me jogado de uma vez na “Picanha de sol assada em brasa, com feijão tropeiro, macaxeira frita, arroz, paçoca de carne de sol, farofa e vinagrete”. Humm, quem sabe da próxima vez...
Com refrigerantes e cafés, a conta ficou em R$ 45 para cada.

Depois de passar a tarde comprando renda (filé) e artesanato no Pontal da Barra, fazendo um city-tour “não-programado” com o ônibus circular da cidade (não vou falar nada sobre isso. Esse blog é sobre comida e coisas boas; e não sobre Renans Calheiros, Collors, coronelismo e descaso com a cidade...), e procurando sem sucesso excursões para o Delta do Rio São Francisco para o dia seguinte  (não encontramos absolutamente nenhuma operadora/ van/ perua etc. etc. que faça tal passeio às terças-feiras, mesmo que feriado...), o jantar foi luxo absoluto! Rsrs!

Fomos ao famoso Wanchako! Foi eleito pelo já mencionado guia da Vejinha o melhor restaurante da cidade, o melhor de peixes e frutos do mar, e na categoria melhor chef também! Bom, infelizmente não levou o prêmio de "bom e barato"... ;o)
Também já li que foi o primeiro peruano do país. Pode ser, mas hoje, o que se vê lá não é muito peruano, não. À parte das ceviches e do pisco sour, os pratos são peixes e frutos do mar em criações super inspiradas, que fogem do óbvio, mas sem ligação direta com a culinária peruana tradicional (falou a entendida, né? Hahaha!)
Vamos ao que interessa: para começar, o pisco sour. Acho que já tomei melhores, mas tá valendo...

Para entrada, fomos de piqueo. Basicamente, uma seleção de frutos do mar empanados (peixe, lula e camarões) deliciosamente crocantes e sequinhos para "picar". Muito bom, mas espiando a mesa ao lado (os pratos demoram um pouco mais do que o normal, e as mesas ficam um pouco mais próximas do que o desejável. Portanto, desta vez, a culpa não foi da minha curiosidade! ;o)), ficamos arrependidos por não provar uma das várias opções de ceviches...

Os pratos principais selecionados foram: Lula recheada com arroz e shimeji ladeada por pescado em salsa levemente picante (não lembro o nome do prato, nem achei na web) e Otani (peixe grelhado e camarão ao molho agridoce de gengibre, com arroz de alho). Os dois estavam maravilhosos. É engraçado. No meu, é claro que o pescado estava ótimo, mas excelente estava mesmo o arroz de alho! Rsrs! Raspei o prato literalmente, pra não deixar nadinha do molho, nem grão de arroz sobrando!


As porções são generosas. E as sobremesas não nos apeteceram tanto. Assim, depois do café, chegou a hora de mandar descer a "dolorosa"... ;o) Ficou R$110 por pessoa.

Dia seguinte, madrugamos pois havíamos fechado um passeio para Maragogi. Não vou emitir opinião sobre se vale a pena ou não fazer bate-e-volta de Maceió a Maragogi. Para mim, valeu. Primeiro porque queria fazer algo fora de Maceió, e não tinha conseguido achar o passeio para o Rio São Francisco. São duas horas para ir e outras duas para voltar, e apenas 1 hora e meia nas piscinas naturais. E lá é lindo mesmo. Por isso, talvez valha a pena ficar mais tempo, como recomendam muitas pessoas.

Mas eu descobri que sou uma fresca. Enjôo no barco, escuna, bote etc. etc. 1h30 ininterruptas no mar, por mais lindo, cristalino, com peixinhos e verde-água que ele seja, é meio too much, me pinica, me dá sede e não há protetor solar que resista. Ou seja, só ia aguentar ficar lá por mais de um dia se ficasse naqueles resorts (o Salinas de Maragogi não seria nada mau! Rsrs!). Não adianta. A viagem serviu bastante para mostrar que algumas belezas naturais, para mim, funcionam muito melhor no cartão postal do que ao vivo. Pronto, falei! É difícil, mas aos 30 e poucos, a gente precisa começar a se aceitar do jeito que realmente é... Fazer o quê, né?
Na volta das piscinas naturais, o almoço não foi digno de nota. Então, passemos logo ao jantar, a última refeição da viagem! ;o)

Escolhemos o Akuaba, que encontramos bem próximo ao hotel, em Jatiúca, cuja proposta é oferecer cozinha afro-baiana! ;o) O atendimento foi excelente, a propósito! Começamos com um acarajé enooorme (um só dá tranquilamente para duas pessoas). A idéia é bem bacana, pois os ingredientes vêm separados, de modo que cada um pode colocar o que mais lhe agrada, na medida que quiser.

Para seguir na linha baiana, pedimos o bobó de camarão, que veio lindo e borbulhante como na foto:


Pena que não dá para sentir o cheirinho e gosto! Estava muito bom. Não bate o da minha mãe, mas aí, já é covardia. Rsrs! Nem lembro se houve sobremesa, pois como vocês podem ver, dava para ficar bem satisfeito, né? Ah, houve sim: uma cocada de forno! Mas nada memorável. Nem foto...
Com cerveja e café, pagamos R$ 50 cada.

Maceió tem muitas opções gastronômicas a serem exploradas! Não cabem numa viagem só! Felizmente! Porque eu já não estava cabendo na minha calça jeans! Hahaha!"

Post por Patrícia I.

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública:
Picuí: Av. da Paz (antiga av. Dq. de Caxias), 1.140, Jaraguá - Maceió/ AL - tel. (82) 3223-8080
Wanchako: R. São Francisco de Assis, 93, Jatiúca - Maceió/ AL - tel. (82) 3377-6024
Akuaba: Rua Ferroviário Manoel Gonçalves Filho, 6, Mangabeiras - Maceió/ AL - tel. (82) 3325-6199

segunda-feira, 18 de março de 2013

Relato gastronômico maceioense por Patrícia I.


"Já aviso, desde logo, que meu relato de Maceió para este blog não vai trazer grandes novidades, ou indicações diferentes das encontradas nos principais guias de turismo, blogs ou reportagens sobre o destino... Afinal, foram nelas que me baseei e 4 dias não são suficientes para explorar muito e trazer muitos "achados", né?
Mas posso garantir que foram 4 dias muito bem aproveitados, turística e gastronomicamente falando!

Vamos lá: as praias urbanas de Maceió são lindíssimas; de um verde-água incrível, que eu nunca havia visto antes na vida. O problema é que o trecho da orla "aproveitável" é meio estreito. Digo isso porque uma parte fica tomada por algas, o que, queira ou não, prejudica o banho. Mas o pior problema, sem dúvida, é o cheiro de esgoto que empesteia uma grande parte da orla (na Jatiúca principalmente). Não dá pena, não!   Dá ódio! Desses governantes que não sabem cuidar da principal fonte de receita da cidade! Não estou nem falando das questões ambientais, de saúde e qualidade de vida da população. Aí, já seria pedir demais! Me dá ódio da torpeza e da pobreza de espírito, acima de tudo!
Dito isso, cumpre prosseguir dizendo que a melhor praia urbana, na minha opinião, é a de Ponta Verde, mais próximo à Pajuçara. Especificamente no trechinho entre duas famosas barracas de praia: a Lopana e a Kanoa. Eu só estou repetindo a dica que vi em todo lugar, mas comprovei que é mesmo verdade!
A farofada de praia de Maceió, como não poderia deixar de ser, tem suas deliciosas particularidades! Saem bixcoitos Globo, mate, salgados do "califa", picolés Rochinha, queijo coalho (pra ficar no litoral carioca e Norte de SP), e entram os caldinhos de camarão, feijão, sururu, acarajé, espetinhos de camarão e os alardeados "picolés e suvetes Caicó"... 
As atrações geladas foram provadas, mas não muito apreciadas...
Já os caldinhos... Que delícia! Super no capricho! O de camarão recebe, a critério do cliente, complementos como pimentinha da braba, camarõezinhos, coentro, ovo de codorna... O de feijão recebia ainda uns torreminhos e carne seca desfiada!


Nossa, mas deixa eu me concentrar nos restaurantes! Vou ser sincera: demos uma de coroné e acho que fomos nos melhores da cidade! Afinal, "quem gosta de pobreza é sociólogo"! Desculpem-me a crueza das palavras e dos posicionamentos  no post mas a inspiração é Lampião, pois me parece que o cabra foi morto em Alagoas, junto com a Maria Bonita, e tá espalhado nas lembrancinhas da cidade! Oxi! Hahaha!

O melhor foi também o mais distante do centro da cidade, e mais escondidinho! Fez toda busca valer a pena! Estou falando do Vila Chamusca, localizado em Ipioca, uma das melhores praias do litoral norte da capital! Fica em uma pequena vila, atrás da igreja, e conta com esta vista maravilhosa!

Começamos com uma meia porção de macarajés (acarajés com massa de macaxeira) em dois recheios diferentes: siri e camarão! Fiquei com muuuuiiiita vontade de pedir mais, mas havia o prato principal, né, gente?...

Fizemos bem em deixar lugar de honra reservado para o prato principal pois este estava DIVINO! Foi bem difícil escolhê-lo, pois todas opções do cardápio pareciam imperdíveis! Mas, enfim, optamos pelo Lagostim a belle meunière! Escolha perfeita (mas o terrível hábito de bizoiar o prato das mesas vizinhas me fez concluir que qualquer escolha teria mesmo sido acertada!). Até agora, salivo ao lembrar do gosto dos camarões com a manteiga, alcaparras e limões. Hummmm!

Eu dificilmente peço sobremesa mas desta vez, não teve jeito! Pudim de queijo coalho com calda de rapadura... Fechamos com chave de ouro!

Com caipirinha nevada, refrigerantes, água e cafés, a conta ficou em R$ 76 para cada. Bem razoável para padrões paulistanos, considerando os lagostins...

Neste mesmo dia,  horas mais tarde, jantamos no Divina Gula! Nome mais apropriado, impossível! A especialidade do restaurante é comida mineira, mas misturada com ingredientes típicos do Nordeste. O ambiente é aconchegante, e o atendimento, excelente! Sem dúvida, uma das melhores refeições da viagem!
A entrada foi queijo coalho  com pipoca de alho. Vem acompanhado de um delicioso pão de alho. 
Prato principal (vocês já sabem: tough decision!!! Rsrs), fomos de Desfiada confiada, que consistia em carne de sol desfiada sobre purê de inhame, abobrinhas frescas, queijo minas e banana da terra frita.
Sensacional! Isso, sim, que é comfort food! rsrs! Tiramos duas fotos: a versão intocada, e a desconstruída! Dá só uma olhada:



Dei umas bicadas na sobremesa alheia: sorvete de tapioca com pastel de banana! O pastel estava bom, mas sorvete de tapioca frustrou minhas expectativas. Além disso, eu já tinha comido demais para apreciar qualquer outra coisa... A avaliação da sobremesa, portanto, ficou prejudicada.

Com cerveja, café, total de R$110,00, mas todos os pratos dariam, com sobra, para mais uma terceira pessoa.

Dia seguinte: pancinha pronta para muito mais! Rsrs! Mas isso fica pro próximo post!"

Post por Patrícia I.

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública:
Vila Chamusca: Rua Djamira Bezerra de Omena, 130, Alto de Ipioca - Maceió/AL - tel. (82) 3355-1639 (sem site)
Divina Gula: Av. Eng. Paulo Brandão Nogueira, 85, Jatiúca - Maceió/AL - tel. (82) 3235-1016/1262

sexta-feira, 15 de março de 2013

Eu já sabia...

Este post está vindo um pouco tardiamente... o artigo já saiu há 1 semana no caderno Divirta-se do Estadão, mas eu estava viajando e não rolou postar antes...

Tô me sentindo a maior trendsetter ever...
Os cookies Lu Bonometti ganharam uma página inteira, com direito a foto da Luciana herself!
Eu, que já sabia e já comia e já aprovava, mais que apóio a reportagem!! Muito orgulho desta menina!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Domingo no RJ


Domingo, ao contrário do sábado, amanheceu lindo e ensolarado.
Tomamos um mini café da manhã no Oztel (onde nos hospedamos) e fomos para o Pão de Açúcar, que eu não conhecia.

Falando do Oztel um pouco – a localização é no Botafogo, bairro bastante central. A rua é bem servida de táxi, mas o hostel fica meio longe do metrô (uns 15min andando). O quarto (Paquetá) é ok, suficiente para uma noite, mas nunca custaria R$ 250 se fosse em outra cidade (Rio é mais caro que Paris!). Minha fernandica é para os casais recém-formados não se hospedarem lá, porque não é exatamente muito séchy ver seu parceiro usando o vaso sanitário, né (o banheiro não tem porta separando-o do quarto!)!
Da próxima vez, certeza que a gente se hospeda na casa do Verea GV, que está num apartamento fofo há 1 quadra da praia, no Leblon. Hahahahaha!

Quando trabalhava na Red Bull te dá aaaasas, participei da organização (i.e. fiquei até meia-noite várias vezes cadastrando o contas a pagar) de um megaevento no Rio de Janeiro que terminou com uma festa chic&famosa no Morro da Urca. Por causa da festa, subi até o Morro, mas nunca completei o segundo trecho até o Pão de Açúcar porque o tempo estava sempre paulistano nas minhas visitas ao Rio.
Blaster recomendo o passeio. A atração (ao contrário do Cristo¹) é super bem organizada, as filas são rápidas e você não sente que está sendo engabelado em nenhum momento. O Morro da Urca tem uma infraestrutura boa, com lanchonetes, muitos banquinhos à disposição e até uma H.Stern, caso você sinta vontade de pedir alguém em casamento right now. Poderia ficar o dia inteiro sentada/ jogada nos bancões de madeira, na sombra, vendo a linda Baía de Guanabara e sentindo a brisa refrescante soprar.
A atração custa R$ 53 por pessoa e aceitam cartões de crédito e débito (além de dinheiro).
¹Apesar da péssima experiência que tive no Cristo Redentor, devo dizer aos turistas de primeira viagem que a vista de lá é muito melhor que a do Pão de Açúcar, infelizmente.

(se tiver mais tempo e menos fome, acho que vale pegar uma corzinha na Praia Vermelha, do lado da entrada do bondinho, antes de seguir para outro lugar. Parece calma e super agradável.)

Perto do meio dia, descemos e pegamos um táxi para o Bar do Horto, que fica na frente do... adivinha?! Jardim Botânico! Hahahaha!
Foi uma dica de uma amiga minha do ballet que é carioca e superdisciplinada com comida. Ela é a pessoa mais em forma que eu conheço, sério. Então, pensei “se ela deixa o regime de lado para comer neste bar, é porque deve ser bom de verdade”.
O bar é simples, bem estilo rústico-chic que fez a fama dos botecos cariocas. Sentamos do lado de fora, tomamos Cerpa long-neck e comemos porções de falafel (R$ 31), harumaki very well de bacalhau (R$ 31), pastel de tapioca recheado de camarão (R$ 28) e o carro-chefe da casa, bolinho de arroz arbóreo (R$ 27). Tudo estava bem gostoso, com destaque para o bolinho de arroz (acompanhado de um molhinho doce ótimo) e para o pastel de tapioca (que deve ser uma coisa de lá, porque, aqui em SP, só encontrei num bar carioca - o Aconchego Carioca). Um programa perfeito para finalizar o fim de semana!!
Aprovado!!



De lá, já tivemos que ir para SDU pegar nosso voo (volto a elogiar o web check-in com cartão de embarque virtual da Tam – AMO!!).

Para quem tiver mais tempo ou quiser experimentar outras dicas, o Cassiano B. (carioca da gema) tem as seguintes dicas:
- Delirium Café, para tomar uma infinidade de tipos e marcas de cerveja;
- Ovelha Negra, para ser phyno demais e tomar champanhe;
- La Bicyclette, para tomar café da manhã dentro do Jardim Botânico.

E, se alguém for lá na Roberta Sudbrack, me conta. Morro de vontade de comer a comida que o Senhor Presidente FHC comia...

Voltei superfeliz da viagem e com uma impressão ótima do Rio:
1) peguei táxi umas 6 vezes e não fui enganada nem destratada em nenhuma delas. Uma única vez, o motorista atendeu o celular, mas pediu licença antes e foi bastante rápido. O serviço nos restaurantes foi praticamente ok.
2) o inglês da galera tá afiado. Não sei porque, mas sempre acham que HK e eu somos gringos (...). Em vários lugares, fomos recebidos em inglês, o que é muito receptivo para o turista estrangeiro.
3) inacreditavelmente, não ouvi Naldo sequer uma vez.

Estou quase convencida de que estamos preparados para a Copa!
Hahahaha!

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon.