segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Post-scriptum: Shintori

Olha que engraçado - o último post do ano de 2009 foi sobre o Shintori! O deste ano também será!
Na verdade, em 2009, a Fon escreveu sobre os sushis da casa, que eu não conheço; desta vez, vou falar dos pratos de grelha da casa (teppan yaki).

Há uma sala especial para quem quer comer este prato (assim, as pessoas que querem comer sushi não saem defumadas perfumadas como nós!) - são várias chapas grandonas, com um enorme exaustor sobre cada uma, ao redor das quais as pessoas são acomodadas.
De entrada, é servido: saladinha, 3 sushis e missoshiro. Depois, como diria a Fon, um personal cozinheiro vem à sua personal chapa e começa a preparar o principal - ele liga a chapa e vai acrescentando várias coisas - gohan, cenoura e carne picadinhos, ovos... vai grelhando tudo, temperando tudo, rodando e brincando de malabares com os ovos na sua frente! Muito bacana! Quando você menos espera... voilà: um yakimeshi divino na sua frente!

Também são servidos legumes grelhados (couve-flor, anéis de cebola, berinjela, broto de feijão) e fatias finíssimas de contrafilé, recheados com wasabi e cebolinha picadinha, enrolados como uma panquequinha. Muito bom!
Como disse a minha chefe, faltou o shimeji/ shiitake. Ficaria ainda mais gostoso!

Para finalizar, sobremesa - frutas, gelatina ou sorvete (creme ou canela). O de canela quebra bem o galho.

A refeição sai R$ 54 (sem serviço) - o que é um preço bem decente. O problema são os acessórios - o cafezinho (Nespresso) sai exorbitantes R$ 6, e o refrigerante é o cúmulo - R$ 7,50. Com tudo isso, o almoço saiu R$ 75 (um jantar passaria fácil de R$ 100 por cabeça). Não vale.

Voltarei? Talvez, mas sem tomar refri! Hahahaha! O Gordinho Suado disse que o shabu shabu de lá é muito gostoso.
Para ir: em grupos pequenos, ou em grupos maiores, com reserva daquelas salinhas com tatame.
Tipo: japonês.

Fotos: Fernanda I.

Serviço de utilidade pública: Al. Campinas, 600, Jardim Paulista - tel. 3283-2455

E, para finalizar...
FELIZ 2013 A TODOS MEUS QUERIDOS LEITORES!!!!

QUE O PRÓXIMO ANO SEJA FANTASTICAMENTE DOCE E GORDO PARA TODOS!!
Mas zero calorias!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Focaccia @ Figueira Rubaiyat

Outro dia, a Luciana viu no blog do Paladar que o restaurante Figueira Rubaiyat está servindo focaccia nas noites de domingo (somente domingo). O final do ano e uma última confraternização com os amigos foi uma ótima desculpa para experimentar... Lógico que fomos conferir.
Chegamos perto das 20h, muitas mesas à disposição. 
Declinamos o couvert (embora aquele pão de queijo mereça seu espaço no estômago) e fomos direto ao ponto - HK e eu dividimos 1 focaccia de stracchino (queijo stracchino, abobrinhas grelhadas, alho assado, azeitonas marroquinas e rúculas frescas) e outra de chorizo espanhol (mussarela, linguiça espanhola, cebolas douradas e doces e orégano fresco); enquanto Evandro e Luciana dividiram uma de chorizo e outra de quatro queijos (mussarela de búfala, parmigiano-reggiano, taleggio, mussarela, orégano e gotas de saba). Cada uma, R$ 36. 
As focaccias nada lembram as tradicionais que comemos por aí - tem a massa bem fininha e são recheadas (não é cobertura) e me lembraram bastante as piadinas. Cada uma, com cerca de 20cm de diâmetro é suficiente para satisfazer uma pessoa.
A de chorizo estava muito gostosa mesmo! As cebolas adocicadas dão um toque ultra especial. Já a de quatro queijos e a de stracchino são deliciosas na primeira mordida, mas se mostram meio enjoativas antes do segundo quarto de focaccia...
Com bebidas não alcóolicas, a conta ficou R$ 50 por pessoa. Se vale a pena? Não exatamente... uma pizza muito boa sairia bem mais barata e não deixaria tanto a desejar.

Além disso, o atendimento na Bráz, por exemplo, supera - e muito - o do Figueira.  Não sei se o pessoal estava de má vontade por trabalhar num domingo pré-Natal, mas entendo que isso deve ser resolvido com os donos do Rubaiyat. As focaccias demoraram mais de 30 minutos para chegar à mesa, precisávamos quase literalmente agitar os braços para chamar a atenção do garçom (friso que a casa estava quase vazia), e o couvert foi praticamente forçado goela abaixo da mesa inteira. 

Voltarei? Não. Nem a melhor focaccia do mundo compensa um mau serviço.
Para ir: com gringos. Os poucos clientes que estavam lá eram estrangeiros. Eles devem achar o máximo aquela árvore enorme no meio do salão. É linda, realmente.
Tipo: carnes, frutos do mar... um pouco de tudo.

Foto: Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Rua Haddock Lobo, 1.738, Jardins - tel. 3087-1399

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal!!!!

Feliz Natal praticamente atrasado a todos os leitores que estiverem por aí!
Espero que a ceia tenha sido bem gordinha!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Fôrma de Pudim


Faz um tempinho que estou atrás de um pudim exemplar. Começou um pouco depois daquele “concurso” do Estadão e, como ainda não consegui ir ao AK Vila, o campeão, ainda não havia conseguido me satisfazer.
Não sei como definiram os participantes do tal concurso, só sei que não incluíram o Fôrma de Pudim, o que, para mim, é falha grave – como omitir num concurso de pudim um lugar que é especializado em pudim??!

Enfin, descobri o Fôrma pelo Gastrolândia e não tinha como resistir por muito tempo a essa descrição primorosa da Ailin: “o doce fica com a consistência de um creme denso, sedoso, aveludado”.
Encomendei meu pudim de pistache (há outros sabores: baunilha, doce de leite, brigadeiro, café, avelã, chocolate belga e sabores sazonais) com um dia de antecedência e busquei na manhã de sábado. Ele veio na forma de alumínio (minha para sempre!), como que embrulhado para presente! Coisa linda! Esquentei o fundo em banho maria, por uns 30 segundos e virei num pratinho, conforme instruções que o acompanham. Na primeira colherada, já vi que era tudo que eu buscava... Hmmm! Como descrever?? Hmm... um creme denso, sedoso, aveludado!
Hehehehe!

Cri-críticas? Poderia ser um tiquinho menos doce. O caramelo, que não consegue ser menos doce, coitado, já adoça o suficiente. 

O pudim, dado seu tamanho casa-da-Barbie (½ kg), não foi nada barato – R$ 48. Entretanto, há de se considerar a preguiça em fazer um pudim, a frustração por não conseguir fazer um pudim tão bom quanto este e o preço que pagaria se comesse a sobremesa num restaurante. Pode até valer a pena.

Voltarei? Talvez. Não é certeza porque esta é uma fase. Normalmente, não sou super de pudim, não.
Para ir: e comprar e levar para casa, porque não dá para comer lá.
Tipo: PUDIM!

Fotos: Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Rua Silvania, 177A, Vila Nova Conceição – tel. 2309-2030 – e-mail: contato@formadepudim.com.br (até rola chegar lá sem encomendar e levar um pudim para casa, mas pode ser que você não encontre o sabor ou o tamanho específico que deseja).

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Piselli

Outro dia, fomos a uma ópera pela primeira vez na vida! Assistimos a estreia d’O Rouxinol, de Igor Stravinsky, no Teatro Municipal de São Paulo.
Confesso que escolhi esta ópera em detrimento de outras pela duração – apenas 1h de espetáculo. Explico: primeira ópera na vida, vai que eu detesto?!! 
Não detestei... mas tampouco amei. Foi uma boa experiência, de forma geral, e devo até repetir, mas precisarei de um plus a mais adicional para me motivar. Talvez alguma peça mais famosa, alguma coisa com que me identifique.

Saindo de lá, fomos jantar no Piselli, restaurante que ganhou o posto de Melhor Espaguete a Carbonara de São Paulo, pelo caderno Paladar.
Casa cheia, fomos acomodados em cadeirinhas na rua, garçom simpaticíssimo veio recolher pedidos de bebida e oferecer mix de castanhas, de cortesia. Aceitando sua sugestão, pedimos uma porção de bresaola feita na casa, para comer com torradinha (R$ 34). Rapidinho, ela chegou. Finíssima, parece um carpaccio curado. Deliciosa!! Bom tamanho de porção para 2 pessoas – nem é unha de fome, nem tira o apetite do jantar.
Tempinho depois, nossa mesa, na varanda, ficou pronta. Se possível, tente ficar no salão interno – primeiro porque a rua Padre João Manuel tem muito trânsito, segundo porque, pertinho do restaurante, há o Brasserie des Arts, que fica ABARROTADO de gente BARRAQUEIRA!! Nada mais charmoso eromântico do que jantar ao som de bêbado berrando, não é?!

O cardápio começa com um breve texto do dono do restaurante, falando um pouco sobre a sua vida e sobre o nome do restaurante. Daquelas histórias de superação e muita garra que eu amo – tentou a vida como agricultor, veio para São Paulo, começou a trabalhar em um restaurante no cargo mais baixo e foi subindo. Fiquei comovida, de verdade.
Olhei o cardápio de curiosa, porque é óbvio que eu ia pedir o spaghetti alla carbonara (R$ 47)! As massas ficam por volta de R$ 45 – R$ 50, enquanto os risotos, os peixes e as carnes custam em torno de R$ 67 (claro, há exceções para cima e para baixo). Também há opção de menus fechados especiais da temporada de trufas brancas. O preço é obviamente astronômico.
O espaguete, em ponto correto e porção suficiente, feito com pancetta, gemas, parmesão e pecorino romano, é sedoso e cremoso. Ainda não consegue competir com o do Roscioli, infelizmente, mas, pelo menos, não fere italiano nenhum com creme de leite e outros artifícios. Bem gostoso e tradicional. 
Se é o melhor de São Paulo? Não sei dizer porque estou longe de comer todos os carbonaras de São Paulo, mas, se não houver algum perdido por aí ainda melhor, posso dar-me por satisfeitÍSSIMA: verdade seja dita (e isso posso dizer sem modéstia alguma, porque não sou eu quem faz), o spaghetti alla carbonara do HK não deixa a desejar em NADA para o do Piselli!! ;o)

Continha (2 águas, bresaola e 2 espaguetes a carbonara) ficou R$ 156,80 para o casal.

Voltarei? Possivelmente, não. A comida é boa (porém, não extraordinária) e o atendimento é educado e correto, mas a vizinhança é absurdamente desagradável.
Para ir: em casal, com outros casais...
Tipo: italiano.

Fotos: Helio Kwon.

Serviço de utilidade pública: Rua Pe. João Manuel, 1.253, Jardins – tel. 3081-6043

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

NYC - post 2

"Agora, além de todas as dicas gastronômicas que passei ao longo do último post, aqui vão mais algumas:

Katz’s Deli- Este é mega famoso e turistão. Qualquer blog que fale da NYC menciona este lugar por causa do sanduíche de pastrami. Não consegui ir... mas até o Anthony Bourdain (vocês vêem o programa dele? É um chef nova iorquino, que tem um programa de viagem que passa no TLC. Ele é muito legal!) disse que o pastrami é demais mesmo. Então, deve valer a pena!
205 East Houston St (x Ludlow St)

- The Breslin- Melhor burger ever, conforme o Gastrolândia. A Ailin havia ido a NYC há pouco tempo e deu dicas excelentes, como sempre! 
(neste post, ela fala do Bouchon, uma doceria que parece muito boa; e de uma barraquinha de pretzel, que afff! Hahaha!)
16 W29th St- entre Broadway e 5th Ave (dentro do hotel Ace)

- Pommes Frittes- é uma portinha, pra comer... batata frita!
123 2nd Ave 

- Pastis- é um francês de um carinha famoso, que tem outros restaurantes famosos (todos falam de um tal Balthazar) na cidade. É recomendado em vários lugares (que não me lembro agora), mas foi uma amiga que recomendou. Acho que é um pouco carinho, mas NYC não é uma cidade barata para se comer, né? (mas não tão cara quanto SP...). Precisa fazer reserva, by the way.
9 9th Ave

- Tem que provar a pizza novaiorquina. Além da tal Lombardi’s, tem vááários lugares indicados, por exemplo:
- Chinatown (para comer os soup dumplings - sim, o caldo fica dentro do dumpling. Por isso, cuidado para não se queimarem!):
  • Shanghai Cafe Deluxe- 100 Mott Street (fui neste. Recomendado pelo Seriouseats.)
  • Joe’s Shanghai- 9 Pell st. (provar de carne e de siri. Recomendado pelo mesmo blog)
  • Ping´s- 22 Mott street (recomendado pelo Mario L.)
- Opção thai: SEA- Super estiloso, em Chelsea. O Pad Thai é ótimo. Não peçam o peixe com molho de tamarindo. Muita espinha, pouca luz, pouco espaço: acidente na certa! Hahaha!
835 Washington St. 


- Doces que parecem (não sei bem. Não sou de doces) valer a pena: 
Dois restaurantes-lugares comuns-americanos demais, que eu amei! Ficam em plena Times Square, sempre tem fila, e valem a pena! Cada centavo! Bubba Gump Schrimps & Co (meus pais compraram até camisetas de presente para o genro!!! Na idade deles, eles podem fazer o que quiserem! Esse foi meu lema!); e Red Lobster!




"
 Post por Patrícia I.

Apesar de sermos suuuuuper diferentes e termos vozes completamente distintas (...), aposto que, agora, não resta dúvidas de que somos irmãs, não é mesmo?
Até a preguiça para escrever no final... repararam como ela dá uma acelerada... mal descreve as refeições no Bubba Gump e no Red Lobster! Hahahaha! Nem contou, por exemplo, como acertou todos os quizz sobre o filme Forrest Gump!

Pronto!
Agora, só ficam pendentes as dicas de Washington!! 
Hahahahaha!

Fotos: Patrícia I.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

NYC - post 1

"Demorou, mas veio...

Preparem-se pois o post é longo! Mas reúne minhas principais dicas de NYC (incluindo o que fiz e o que deixei de fazer mas que estava nos planos...). Adoro me programar pra viagem, pesquisar restaurantes, comida de rua, boa e barata, junkie food (principalmente, no caso desta viagem), lojas (apesar de não ser uma grande compradora), tudo... Nesta viagem, me preocupei um pouco mais com essas coisas pois viajei com meus pais e uma tia, e gostaria que eles aproveitassem ao máximo, mas que não fosse tão estressante. Por isso, acabei anotando várias dicas para termos opções que, na hora, agradassem aos 4! Estou tomando a liberdade de citar vários posts de alguns blogs que me ajudaram bastante (assim como as dicas do Mario L., também contribuidor deste blog).  Espero que, da mesma forma, em algum momento, alguém possa aproveitar essas dicas e amar NYC tanto quanto a gente!

OBS: O post foi adaptado de um e-mail que enviei para duas amigas! 

Grand Central Station- é linda, perto de tudo, e um símbolo dos EUA. Aparece em tudo que é filme, série, vcs sabem. Lá dentro, tem várias lojas bacanas e restaurantes tb. Uma das lojas mais novas da Apple fica no mezzanino. Existe um restaurante super famoso chamado Grand Central Oyster Bar, que serve... ostras, claro! Parece que é bom mesmo. Li ótimas críticas, mas acho que é meio caro. Não tenho certeza, pois a gente acabou não indo. Infelizmente, ainda não consigo almoçar e jantar duas vezes por dia... Ai, lá também, tem um minimercado chique, com uns chás, temperos, pães, doces (em que minha mãe comprou uma tortinha de damasco, huummmm, daqui ó! E eu comprei uns temperos , que na hora, pareceram o máximo, mas como eu sou perdida na cozinha, não sei o que fazer com eles agora....). Ah é, e lá tb fica a Junior’s Cheesecake, “with the most fabulous cheesecake”... Não sou tanto assim de doce... Não comi... O ruim tb é que não achei. O lugar é bem grande!

Perto da Grand Central Station, na 1st Ave x 42nd St, fica a sede da ONU. É legal ir até lá pra conhecer, tirar umas fotos. Há tours guiados também em horário comercial, bem como nos finais de semana. Eu teria feito, mas vai ficar pra próxima.

Peças da Broadway- a TKTS é uma instituição que vende ingressos mais baratos para várias peças em cartaz. Eles vendem para a matinê do dia seguinte ou para a noite do mesmo dia. A TKTS tem alguns booths pela cidade. Sem dúvida, o mais visado, cheio, procurado e famoso é o que fica na Times Square, embaixo daquela escada vermelha que fica bem no meio da praça, sabe? A dica é deixar pra comprar no booth instalado entre a região da Wall Street e a South Street Seaport (fica em Front St x John St). A fila é menor, a disponibilidade é a mesma.

Roteiro para 1 dos dias...: Aliás, teve um dia muito bem aproveitado, acordamos cedo e fomos até Battery Park, pegar a balsa para Ellis Island/ Statue of Liberty (são a mesma coisa). Se o dia estiver friozinho, se preparem que lá vai estar um absurdo, porque o vento é de lascar, então, tratem de se agasalhar. A fila para a balsa vai estar de lascar tb. Eu acho que deve ter algum modo de comprar antecipadamente e cortar a fila, pois havia uns espertinhos fazendo isso licitamente, mas eu não sei qual era a jogada... Mas calma, a fila vai mais ou menos rápido... (não comprem o pretzel! Ruim demais!)... 
A primeira parada é a Estátua da Liberdade. Caso tenham a pretensão de subir, tem que comprar o ingresso com um tempão de antecedência! Planejem-se. A segunda é Ellis Island, que é aquele lugar em que os imigrantes chegavam (que aparece naquele filme O Poderoso Chefão e tantos outros, quando a italianada toda chega a “America”... rsrs). Eu gostei bastante desta segunda parte, porque adoro história contemporânea. Há relatos de imigrantes de tudo que é lugar do mundo, como eles viviam, como era o processo de entrada, de aceitação ou não etc etc. Acho que minha tia e minha mãe gostaram mesmo foi do banco confortável que tinha lá embaixo...
Quando voltamos, continuamos a caminhada ao “Financial District”, que fica ao lado. Passamos por aquele touro, pela Bolsa de Valores, Wall Street (que não achei nada de mais...), e continuamos para a região portuária, a South Street Seaport. No Pier 17, ficam lojinhas, um shoppingzinho, restaurantes. Deve ser uma região bem prazerosa no verão! Antes de chegar no Pier 17, passamos no booth da TKTS (mencionado acima) e compramos ingressos pro Mamma Mia daquele mesmo dia! Deu tempo de voltar pro apê, sair correndo pra peça e nem dormimos na agitação! ;o)

Chelsea- um dos lugares que mais gostei em NY foi este bairro! Só de andar por lá já é legal, mas uma das atrações bacanas é o High Line Park. Trata-se de um “parque elevado” construído sobre os trilhos de trem de uma linha desativada. É um jeito diferente de se ver a cidade. O parque se eleva mais ou menos sobre a 10th e 11th Ave e se estende desde a Gansevoort St. até a W30th, mais ou menos. Existem vários acessos. 
A gente entrou/subiu pela W30th e andamos (sentido Sul, portanto) até o acesso da 16th st, pois este dá direto a outra atração imperdível de NYC, o Chelsea MKT! Meu, este é O local (antiga fábrica da Nabisco) para quem gosta de comer e pra quem gosta de cozinhar. Tem uma loja de utensílios que é uma graça; tem outra que é só de azeite (pode-se provar e engarrafar na hora); outra, de queijo; tem outra que é de baskets! Tem um restaurante de frutos do mar frescos, uma padaria cuja cozinha se pode ver completamente, uma loja de cupcakes, uma loja de cookies. Enfim, perdição! Voltei lá umas 2 vezes, pelo menos!
Dá uma olhada neste post do VnV que vale a pena. 





Top of the Rock- Não consegui subir nem no Empire State Building, nem neste daqui (que é o Rockefeller Center). Quando tentamos, a visibilidade era zero - e eles já avisaram antes que comprássemos ingressos. Dizem que este chega a ser mais legal que o Empire, justamente porque é possível ver o Empire! Meu primo recomendou que fôssemos nos dois... No Empire, durante o dia. E neste, à noite. Parece que as filas do Empire são bem piores. Mas no Top of the Rock, as coisas me pareceram bem civilizadas, e se não quiserem arriscar, podem comprar online e não pegar fila nenhuma!

Soho- pra mim, é o que NYC tem de melhor (juntando com todo resto... Hahaha! Desculpa, eu era uma “européia blasé”, mas NYC é bom demais!). Pelo que entendi, começa na Washington Square (onde tem aquele “Arco do Triunfo” que aparece na abertura do Friends). Aí, vc desce qualquer rua, e invariavelmente vai cair na Prince St. Ao longo da Prince até a Elizabeth St, são várias ruas bacanas, com várias lojas, restaurantes, bares legais. Acho que a mais agitada é a Broadway (onde fica a Dean & Deluca, aquele mercadinho gourmet da perdição). Fica por lá o Little Italy tb (entre Canal e Spring St.; e Mott e Mulberry St).

Na Spring St., fica a Lombardi´s, a pizza mais antiga e mais famosa de NYC. Deve valer a pena, mas, nesse dia, preferimos comer em outro bairro que fica colado - Chinatown
Não sei muito bem onde começa e onde termina Chinatown, mas os limites visuais substituem eventuais limites geográficos. Fica pior que Liberdade aos domingos! Rsrsrs! Mas os dim sums, os famosos soup dumplings de siri (“Xiao Long Bao”) são de matar! Comemos muito e saiu muito barato (tipo uns 10 dólares por pessoa). Logo mais, passo os endereços do restaurante a que fui (recomendado pelo blog “Serious eats”- que aliás, é muito legal) e outros indicados.
Este é outro post do VnV que vale a pena dar uma olhada.



Brooklyn Bridge- o dia em que fomos atravessar a ponte estava chuvoso! Uma pena. Mesmo assim, valeu! A vista de Manhattan é super bacana! Mas meus planos (o que recomendo) eram os seguintes: escolham um fim de semana; passem de Manhattan para o Brooklyn pelo metrô e desçam na estação High Street. Vocês estarão numa área do Brooklyn chamada DUMBO (Down under Manhattan and Brooklyn Bridges). Parece que, agora, é uma das áreas mais “hype” (como diz minha irmã) de NYC. Dêem umas voltinhas por lá, tomem um belo brunch americano (parece que tá na moda tomar brunch no DUMBO tb! ;o)) antes de cruzar a ponte a pé de volta pra Manhattan. É super tranquilo! Acreditem em mim! De lá, é uma boa seguir a pé pro Ground Zero, se tiverem interesse (e aproveitarem para checar a quantas anda a construção do novo WTC. Já estava super avançada quando fui, em abril deste ano, mas não sei qual era a previsão para o término das obras).
Por lá, fica também um outlet que fica dentro de Manhattan (acho que único): o tal Century 21 (não me perguntem. Eu não fui. Sem paciência.)

Harbor Lights Cruise- Não sou muito a favor desses “Hop on, Hop off”, tours de navio etc (sempre acabo dormindo nos “bateau mouche” da vida), mas acho que este deve valer a pena, caso não esteja muito frio (razão pela qual nós não fomos). Ele sai ao anoitecer. Então, você acaba vendo a Estátua da Liberdade à noite, iluminada,  o skyline e as luzes da ilha! Deve ser lindo. Dura cerca de 2 horas, e sai do píer da Circle Line, na 42nd st. Peguei esta dica do meu querido Viaje na Viagem, que é tudo!

Museus- bom, vocês sabem: os mais famosos de NYC são o de História Natural, o Metropolitan, o Guggenheim (que ficam no Central Park) e o MoMA. Fui ao primeiro e ao último. Gostei bastante do de História Natural pois eu nunca havia ido a um assim. 
Mas gostei mesmo de outro chamado LES (Lower East Side) Tenement Museum. Trata-se de um museu em um prédio que foi, no começo do século XX, uma espécie de cortiço em que viveram muitas famílias de imigrantes. As visitas são guiadas e cada andar do prédio recria a vida de uma família (que realmente existiu e viveu lá), representando as várias levas de imigração que NYC recebeu em cada época. Tem de uma família irlandesa, alemã, italiana. O trabalho de pesquisa, de dados das famílias e de conservação (ou da falta dela) do prédio são impressionantes. Acho que relacionar a história à vida de pessoas de carne e osso é o que mais emociona! Eu gostei muito mesmo, e recomendaria a quem se interessa mais por história. 

Union Square- Ficava perto do apartamento que alugamos. Vários dias por semana ocorre uma feira mesmo de produtores locais. As coisas são muito gostosas. A praça é rodeada por restaurantes, inclusive um em que comemos umas costelinhas à Memphis style que estavam ótimas! Aliás vi o mesmo Heartland em outros locais da cidade e talvez seja uma rede, sei lá. É gostoso e despretensioso para tomar uma cerveja e comer as tais costelinhas com fritas! 

Nesta mesma região em que ficamos (Gramercy), está localizado um dos primeiros arranha-céus de NYC, o Flatiron Building. Ainda hoje, com tantos outros, é muito bonito e diferente. Quase na frente dele, existe um pequeno parque, o Madison Square Park, com parquinho e tudo, uma graça. 

E dentro dele, um dos melhores burgers ever!! A lanchonete se chama Shake Shack e eu não me arrependo da fila que enfrentei (tudo bem que já era o dia da volta, e a última oportunidade para encher a pancinha de gostosuras americanas! Rsrs!). O sanduíche não é aquela ignorância americana. Por isso, se estiverem com muita fome, considerem pedir um extra pois entrar na fila de novo não vai rolar! A batata frita é onduladinha, que delícia!



A um quarteirão de lá, mais ou menos, na 23rd mesmo com a 5th Ave, fica o maravilhoso Eataly! O Eataly é um mercado gourmet, quitanda, padaria, pizzaria, restaurante de peixes, de carne, birreria, doceria, gelateria, cafeteria... e muito mais! Tudo isso num único lugar, só com produtos da melhor qualidade! Meus pais e minha tia quiseram sentar. A pizzaria é muito concorrida e o restaurante que fica no térreo, também. Por isso, optamos pelo restaurante do mezzanino. Não gostei muito, para ser sincera. Assim a pedida, na minha opinião, é comer a tábua de frios, queijos com pães e vinho na piazza mesmo. Fiquei salivando. Também acho que vale a pena esperar mais um pouco para provar a pizza ou ir para a birreria. Enfim, mesmo que não vá pra comer (o que, convenhamos, é impossível), só o passeio em si já vale a pena!



Upper East Side- Este é O bairro dos ricos, chiques e bem nascidos de NYC! Dos Gossip Girls & Boys da vida! A Bloomingdale’s ocupa um quarteirão inteiro, entre as ruas 59th e 60th, e a Lexington e 3rd Aves. As roupas de lá são maravilhosas mesmo. Não façam a besteira de ir lá antes de passar nos outlets. Vc perde a vontade de comprar as coisas baratinhas dos outlets, e não tem dindin para comprar os lindinhos vestidos de renda da Bloomies (como dizia a Rachel do Friends... lembram? Rsrs!). Na frente da loja, tem uma loja maravilhosa de doces. Chama-se Dylan’s Candy Bar. Mesmo que não comprem nada como eu – estava tão cheio que não encarei a fila- vale entrar só pelo encantamento! Na própria 3rd Avenue e na Lexington, tb existem várias outras lojas bacanas.


Outra rua com comércio incrível é a 34th. É bem legal: andando em direção ao lado leste da ilha, você olha pra frente e dá de cara com o Empire State Building! Tem todo tipo de loja. A B&H, loja especializada em equipamento para fotos, fica nesta rua. Cuidado com o horário, pois, se não me engano, os donos são judeus ortodoxos e não abrem aos sábados! 
A famosa Macy’s também fica na 34th, na altura da 7th Ave. Quando eu fui, estava apinhadíssima de gente (a maioria, brasileiros ensandecidos)! Credo, foi uma vez pra nunca mais entrar. Mas minha mãe e tia gostaram e voltaram. Parece que tem desconto para turistas. Se tiverem interesse, procurem a central de atendimento a clientes da loja (e boa sorte!).

Central Park- Bom, vocês já sabem! É enorme! Não consegui andar quase nada (uma das restrição de viagem com “velhinhos”. Às vezes, simplesmente sobra vontade, mas falta perna!); e, certamente, não recomendo contratar os coitados que puxam a charrete com as bicicletas. Fizemos o desejo da minha tia, e pagamos 75 doletas por meia hora!! O homem quase morreu sem ar, mas minha tia e mãe até bateram palmas de alegria. Tem coisas que o dinheiro realmente não compra. 
Não deixem de ir na área conhecida como Strawberry Fields, onde fica aquele mosaico “Imagine”, em homenagem ao John Lennon. Fica muito próxima à saída correspondente ao Dakota Building, prédio onde ele morava e na frente do qual foi assassinado... Também me disseram que vale a pena apreciar a vista do parque do Castelo Belvedere.

5th avenue- Recomendo que andem a parte mais chique da avenida, onde se concentram aquelas lojas mais chiques, a Trump Tower, a Tiffany’s, a Cartier etc etc etc. Acho que de baixo pra cima, vale a pena começar pela Saint Patrick’s Cathedral (entre a 50th e 51st), e ir até o final, onde está a loja da Apple (todinha de vidro, linda!) e ao lado, a FAO Schwarz, a loja de brinquedos mais fofa do planeta (a do piano daquele filme “Quero ser grande”!). Vale a pena entrar mesmo se você não tiver nenhum interesse especial. Aliás, é até melhor não ter nenhuma criança para presentear (tipo filho ou sobrinho) porque senão, é fácil pirar completamente! Rsrs!

Bronx- Se der tempo, parece que vale muito a pena visitar o mercado italiano Arthur Avenue Retail Market (Crescent Avenue x 186th St.)- Fecha aos domingos.
A Arthur Avenue e Crescent Avenue concentram também as cantinas, que parecem ser imperdíveis!

Missa dos negões (isso talvez não seja muito politicamente correto, mas é meu jeito carinhoso e ponto final!)- mor-ro de vontade!! Quando eu for pra New Orleans (está na lista!), vou me enfiar em uma, mesmo que eles queiram me expulsar no final. Mas as missas, com as cantorias e tudo mais, ocorrem aos domingos de manhã, dia que separamos para ir ao outlet. Desta forma, vai ficar pra próxima. Se estiverem a fim, nem precisam ir até o Harlem pra isso. Parece que há uma na própria Times Square, mas acho que as melhores devem ser no Harlem mesmo, né? 

Outlet- Vou ser sincera: Fui com preconceito, e só fui porque era um dos principais objetivos da minha tia e minha mãe. Voltei sem preconceito, mas não é a minha, não adianta! O bom é que fomos de carro, e, no dia seguinte, fomos de carro também para Washington. Então, foi uma ótima forma do meu pai se sentir confortável no volante (ele ama dirigir, eu não tinha a menor dúvida de que ele ia gostar...); e eu me entender com o GPS! 
Antes de ir ao tal Jersey Gardens, passamos na Wal Mart, que eu AMEI!!!!! Comprei várias besteiras, vários cosméticos, vários prêmios para Theodoro!!!! Aliás, todos fizemos a festa na Wal Mart (e compramos bem pouco no outlet)! Me disseram que o Woodbury’s é melhor, mas enquanto o Jersey Gardens fica a meia hora de Manhattan, o outro leva cerca de duas... 
Aqui, você encontra mais informações sobre os outlets próximos a NYC e como ir.

Estacionamento em NYC- Caso considerem alugar carro e precisem estacioná-lo de um dia pro outro em Manhattan (como nós tivemos que fazer. O apê alugado não tinha garagem, claro!), recomendo fortemente que procurem os estacionamentos mais próximos neste site e imprimam cupons de desconto! Foi assim que pagamos somente 10 dólares pela noite!

Bate-e-volta- Nós adoramos Washington; e ficamos por lá uma noite apenas. Caso queiram fazer um bate-e-volta no mesmo dia, tentem Filadélfia. Parece que é plenamente possível e vale a pena!
  
P.S.1: Tinham me dito que o metrô de NYC era fácil de entender. Eu achei mega confuso (e olha que já tinha dado umas estudadas antes) e me perdi algumas vezes, pegando expressos, sem saber que eles existiam (cuidado! Os expressos não param em todas as estações), tentando fazer baldeações por me confundir nas bolinhas existentes no mapinha do metrô. Mas, enfim, vivendo e aprendendo, né? Tem esse post do Viaje na Viagem que tenta elucidar esta questão tão complexa! Se ajudar... 

P.S.2: Em compensação, NYC é uma cidade super simples de entender (quero dizer, Manhattan, pelo menos)... Fácil, fácil, você se sente em casa!

P.S.3: A 7th Avenue também é conhecida como Fashion Avenue.

P.S.4: A 6th Ave é conhecida também como Avenue of the Americas."

Post por Patrícia I.

Fotos: Patrícia I.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

In the jungle, the mighty jungle...


Eu acho engraçado escrever sobre a “selva” porque, falando desse jeito, parece uma coisa “selvagem” de verdade... mas não foi nada selvagem a experiência que tive. Duas pré-adolescentes, também hóspedes, até usavam vestidinhos curtos e colantes com paetês (sic!) no jantar... Quão selvagem é isso?!?!
Concrete jungle!
Concrete jungle!

Foi por indicação de um amigo do trabalho, o Leandro, que comecei a ter ideias estapafúrdias de ir a um jungle lodge. Antes, nunca havia pensado com seriedade sobre o assunto e, quando passava pela cabeça, concluía que era coisa para gringo e marajá e nem ia atrás de informação alguma.
Fechei o pacote de 3d/2n no Anavilhanas Lodge por R$ 1.319 por pessoa, com todas as refeições e passeios + traslados de ida e volta para Manaus inclusos. Fora, ficavam somente as bebidas (os  preços são decentes – refris e sucos @ R$ 4,50, água @ R$ 3, cerveja @ R$ 6). Como base de comparação, o Ariaú Towers me cotou diretamente R$ 1.367 + 10%, e o Juma Lodge, R$ 1.298.

Sobre as instalações –
Infelizmente, os bangalôs estavam todos ocupados quando fiz a reserva.
Apesar de não ter TV no chalé (e eu sinto muita falta...), o quarto era bem confortável, com ar condicionado, rede numa varanda privativa, de cara com a mata. A decoração é muito charmosinha, com itens de artesanato local. O banheiro talvez carecesse de um tapa... Gosto muito de banheiros charmosos.
A recepção/lobby e o restaurante são abertos, no estilo tropical-chic do Aprazível - muita madeira de demolição e chita, entende?

A piscina é ridícula de legal! Numa área cercada de verde, com vista direta para o Rio Negro... meu lugar preferido no hotel!!! Linda!!!! Para melhorar – ela é 24h!!! Ok, não nadei de madrugada, mas sempre dávamos umas braçadas logo antes do jantar, quando estava vaziazinha! Uma delícia!

*como disse no outro post, a acidez do Rio Negro inibe a reprodução de mosquitos e só tive que usar repelente num passeio em que entramos mata adentro.

Sobre o serviço –
Todos os funcionários são simpaticíssimos e estão sempre dispostos a ajudar, com um sorriso no rosto.
Os guias também são muito bons, todos bi ou até trilíngues (ou, ao menos, passam o recado! Rs!). A grande maioria dos passeios, fiz com o Everaldo, guia há mais de 19 anos, um colombiano total abrasileirado, muito engraçado, que passou mais de 10 anos da sua infância num barco, subindo e descendo o Rio Amazonas com seus pais, vendendo mercadorias e combustível para as comunidades ribeirinhas. Uma figura, com muita história pra contar!
O Christian, outro guia com quem turistei, filho de pais indianos, nascido na Guiana (que foi colônia britânica), tinha um inglês muito bom. Depois de passar 41 dias atravessando a Selva (essa, sim, sem aspas e com letra maiúscula) entre a Guiana e o Brasil, ele também tem muuuuita história para contar. Só tem que aguentar um pouco o egocentrismo do homem...

Sobre os passeios –
No dia 1, chegamos pouco antes das 12h, após cerca de 3h na estrada (de asfalto, em situações relativamente boas). À tarde, nos embrenhamos numa trilha na mata. A atividade não é cansativa, pode ser feita por pessoas de todas as idades. Aprendemos sobre várias espécies de plantas, algumas ervas medicinais e alguns métodos de sobrevivência na selva.
Igapós

Gostei médio, porque 1) não vimos nenhum animal porque uma menininha do grupo não parou de falar desde que saiu da barriga da mãe pousada... e 2) no final, meu repelente estava perdendo efeito e fui exaustivamente perseguida por um bicho lá... o besouro/ vespa/ whatever me rondou e me seguiu até metade do caminho de volta, já às margens do rio!! Afe! Everaldo ainda ficou rindo da minha cara, disse que sempre há uma pessoa que atrai os bichos! Humpf!
Às 20h, encontramo-nos para uma focagem noturna, a bordo de um barco motorizado – um desastre...! O maior bicho que vimos de perto foi este besouro:

Hahahahaha!
Mentira... até vimos umas lagartixas uns jacarés, uma preguiça, uma sucuri e uma minhoca uma jiboia nadando no meio do rio... mas foi isso.

No dia 2, saímos de barco às 8h30 para ver os botos cor-de-rosa. Eu achei que não fosse gostar, mas adorei!
Fomos até a casa flutuante de uma família (curiosamente, **só de mulheres**) que praticamente cria os bichinhos. Eles estão soltos e podem ir e vir a seu bel prazer, mas, como há comida fácil 8x por dia, acabam voltando sempre. Hoje em dia, a alimentação é controlada e autorizada pelo Ibama, mas, na verdade, os botos começaram a “frequentar” o lugar há muito tempo, quando a família jogava os restos da comida do restaurante que administravam (inadvertidamente) no rio.


Não é permitido nadar com os botos, porque entende-se que os cosméticos, repelentes e protetores solares que usamos podem ser prejudiciais a eles e porque eles não deixam de ser animais silvestres, mas podemos tocar o seu pescoço enquanto as moças os alimentam. A pele é lisinha, lisinha!
Li nuns relatos que é possível nadar com os animais nos passeios do Ariaú. Apesar de parecer muito mais emocionante, não sei se sou muito favorável... não gosto da ideia de domesticação de animais silvestres.

Além de botos, o Rio Negro também é residência de tucuxis – muito parecidos com golfinhos. Não vimos nenhum de perto, mas eles estão sempre presentes – basta observar a água para ver suas nadadeiras saindo da água, como cavalgando!

Também passamos em uma ONG que recicla materiais para transformar em artesanato (papel em álbuns lindos, pedaços de madeira em animaizinhos e pratos decorativos etc.). Gostei do trabalho sustentável e, especialmente, da transparência da entidade – um balancete mensal é exibido para que todos possam acompanhar as contas:

À tarde, alimentamos pescamos piranhas! Fomos de barco até uma área autorizada pelo Ibama e... varas nas mãos, carne no anzol e dá-lhe paciência!!!
De japonesa, só tenho a cara mesmo, minha gente... porque não consegui pescar NENHUM peixinho que o valha! Mas vai ver que elas estavam bem alimentadas... porque, de 10 turistas, somente 3 foram bem sucedidas!! :o/

No dia 3, madrugamos às 5h para ver o nascer do sol entre as ilhas do arquipélago. Meu passeio favorito, sem sombra de dúvidas. Olha o visual:

Para melhorar, na volta, vimos vários jacarés às margens do rio, bem maiores que os que vimos na focagem noturna!

Não sei se é por causa da nacionalidade da maioria dos hóspedes (europeus), mas pontualidade é assunto sério no Anavilhanas! Desde o horário dos traslados até a saída dos passeios, passando pelo início das refeições... tudo acontece às badaladas do relógio!
É possível que você não curta isso... a Anna Bárbara do ótimo blog Nós no Mundo meteu bronca: “Me senti numa excursão! Nossa ideia de acordar tarde e tomar café da manhã com calma lendo um jornal foi por água abaixo.”, mas prefiro pensar que 1) os horários são necessários como forma de respeito a outros turistas, 2) os passeios, muitas vezes, precisam seguir os horários que a natureza impõe , 3) você pode escolher não fazer os passeios, se preferir dormir um pouco mais ou descansar à tarde... Se há um momento que não reclamo de acordar cedo, é durante as minhas férias!

Os passeios duram entre 1h30 e 2h30, com grupos de aproximadamente 6 pessoas e o tempo entre os passeios é suficiente para tirar aquela siestamerecida ou brincar um pouco na piscina ou nadar no rio (só recomendam não nadar à noite, quando há maior atividade animal). O cronograma das atividades é passado no momento do seu check-in.

Sobre a comida –
A comida foi a maior decepção da viagem. A questão não foi o gosto, que era bom (não extraordinário, mas suficientemente bom), mas, sim, a variedade. Pensei que, como a Alice no País das Guloseimas, comeríamos muito mais produtos locais, como tambaqui e pirarucu ao invés de... escalope de carne ao molho de vinho tinto (sic!)!!!! Tirando o tucumã (uma frutinha/ coquinho típico), com que recheava minha tapioca no café da manhã, praticamente não comi frutas (o abacaxi não estava suculento, e o melão estava sem gosto!)...
Uma pena.

Sobre a estação do ano –
Agora (nov/ dez), estamos no auge da seca no Norte. Agora, começando o inverno (sic!), as chuvas torrenciais vem e o nível do rio volta a aumentar (chegando a inacreditáveis 15m este ano).
Se tiver a oportunidade de escolher a época da sua viagem, escolha a cheia (jun/jul), quando é época de frutas e os macaquinhos se aproximam do hotel; os igapós (floresta inundada) se formam e a paisagem fica mais característica da Floresta Amazônica.
Imagine que Anavilhanas é o maior arquipélago de água doce do mundo, com cerca de 400 ilhas, e elas praticamente ficam completamente inundadas nesta época!
Deve ser muito mais bonito!!

Voltarei? Não sei... recomendo fortemente, mas acho que é um passeio que se faz uma vez na vida.
Para ir: com quem bem entender! Vi desde famílias grandes (com tio, primo, enteado etc.) a casais de namorados. Também vi desde criancinhas de 3 ou 4 anos a pessoas com bem mais de 65! E das mais diferentes nacionalidades - desde manauaras até noruegueses!
Tipojungle lodge de bem com a vida.

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dicas FAMINTAS de Manaus

Depois de falar bastante sobre a cidade, vamos ao que realmente interessa: a COMIDA!

Depois de ir duas vezes ao Banzeiro, não posso negar: gostamos muito do lugar!
O ambiente não tem nada daquele ar tropical-chic que eu esperava (estilo Aprazível, sabe). Poderia estar, muito bem, em São Paulo. Gostei disso porque percebe-se que não é um restaurante para turistas (tanto que a maioria das mesas estava ocupada por moradores) e, sendo frequentado pornativos, muito menos provável de ser uma armadilha, né!
O atendimento é louvável – desde antes da visita, havia trocado uns e-mails com a Fabiane perguntando sobre a necessidade de reserva. Acabei não reservando porque não sabia se o voo atrasaria etc. mas ela se dispôs a reservar uma mesa tão logo eu ligasse do aeroporto avisando que havia pousado! Uma fofa!
Não bastasse ela (que veio me cumprimentar na mesa), o maître Sidney, o garçom Francisley e a hostess são todos simpaticíssimos e muito prestativos, sem serem intrometidos (odeio restaurante em que me sinto pressionada). O Sidney, inclusive, ofereceu-nos uma visita à cozinha para que víssemos “a cara” de um tambaqui. Olha a cara (e todo o resto do corpo) aí:

De boas vindas, o restaurante oferece um caldinho de peixe delicioso. Pode mandar bala na pimenta, que é saborosa e não muito forte.

Depois, comemos bolinhos de peixe (gostosos, mas meio pesados... podiam ser mais sequinhos). De principal, as Costelas de Tambaqui Parrilla(costelinhas grelhadas com flor de sal, acompanhadas de farofa de ovo com farinha do uarini e baião de dois) (R$ 108,90, para duas pessoas esfomeadas e ogras). DELICIOSO!!!! Esqueça seu trauma de peixe de rio, com gosto de barro!! O tambaqui, apesar de gordo, não tem aquele sabor marcante de gordura de peixe, tem carne mais firme, lembra bastante carne de porco. Fantástico!! Os acompanhamentos também estavam memoráveis – farofa deliciosa, com uma textura bem interessante, e um baião diferente dos usuais, sem perder a identidade.


Continha saiu R$ 180 para 2 pessoas, que mais parece preço paulistano... mas, considerando que era uma viagem e que a comida estava realmente boa, achei justo.

Na nossa segunda visita, pedimos o Pirarucu Amazônico (filé de pirarucu grelhado coberto com banana pacovã e queijo coalho, acompanhado de arroz com brócolis e batatas sauté) (R$ 76,90, para duas pessoas). MUITO bom!!! Outro peixe aprovado!! O pirarucu tem carne bem firme e magra, parece um pouco carne de frango. A combinação com a banana ficou ótima (acho que peixe + banana é uma das melhores), mas dispensaria o queijo coalho, que deixou o prato meio pesado. O arroz com brócolis também foi dispensado por mim... trocaria fácil por uma porção daquele baião do primeiro prato!!
Dessa vez, pedimos sobremesa – sorvete de tapioca e de açaí. Ambos não merecem muitos comentários e, tivesse mais tempo, teria ido atrás de uma Sorveteria Glacial.
A conta foi mais modesta (R$ 110 para 2 pessoas).

Acho que minha maior queixa contra o Banzeiro é o tamanho das suas porções – como todos os pratos servem 2 pessoas, não pude experimentar outros pratos e só fiquei na vontade de comer o risoto de pato a tucupi... :o(

Também ouvi falar bem do restaurante Choupana, mas, como não fui, não posso falar.

De comidinhas, provei o tacacá da Gisela (R$ 12), cujo quiosque no Largo São Sebastião, na frente do Teatro Amazonas, abre todos os dias, das 15 às 22h.

Para quem não sabe, tacacá = tucupi temperado (sal, cebola, alho, coentro e cebolinha), com goma de tapioca, camarão seco e jambu.
Para quem sabe menos ainda, tucupi = caldo de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida. Depois de extraído, o molho "descansa" para que o amido (tapioca) se separe do líquido (tucupi). Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líquido é cozido (processo que elimina o veneno), por horas, podendo, então, ser usado como molho na culinária.
O tacacá é servido quente, em cuias, com uma cestinha charmosa de vime, para impedir que você queime os dedos. O gosto é diferente de tudo que já tomei na vida, e as folhas de jambu dão uma sensação muito estranha na boca... é um misto de dormência e salivação intensa... Ainda não sei dizer se gostei, mas continuo intrigada pelo prato!
Também comemos bolinhos de bacalhau e sanduíche de pernil do Bar do Armando. Depois de tanto ler sobre este tradicional bar, fiquei muito decepcionada... o pernil estava seco que só (sou muito mais o Bar Estadão) e os bolinhos não eram nada de mais (sou muito mais a Ofner).  
 
De regionalidades, tomei o sorvete Glacial (sabor tapioca – super cremoso, nada doce e bem bom) e o guaraná Baré (igualzinho a Tubaína). Não custa experimentar, mas não vai mudar sua vida.

O HK tomou açaí num quiosque da Ponta Negra – vem um copão de açaí, bem menos doce do que o que comemos por aqui, com direito a 2 coberturas: das mais usuais, como banana e granola, até as mais exóticas, como leite condensado (levando a ferro e a fogo a nossa crença de que TUDO fica melhor com leite condensado) e chocolate!! Bem diferente...

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

Serviço de utilidade pública:
Banzeiro – Rua Libertador, 102, Manaus – tel. (92) 3234-1621
Bar do Armando – Rua 10 de Julho, 593, Manaus – tel. (92) 3232-1195