quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dicionário de comida turca

Segue um pequeno índice das comidas turcas, do que encontrei em outros sites antes de viajar:
  • Balık Ekmek = sanduíche de peixe grelhado, servido principalmente perto da Ponte de Gálata. É pão, tomate, alface, cebola cortada fininha e peixe. Simples assim. Não se esqueça de temperar com suco de limão e adicionar picles. Salivo só de lembrar...
 
  • Beyaz Peynir = queijo feta... uma das maravilhas de viajar à Turquia... tem queijo feta em qualquer lugar! ADORO! (peynir é queijo)
  • Börek = acho que é a "nossa" bureka - massa folhada crocante recheada de queijo feta, espinafre ou carne moída. 
  • Dolma = charutinho de uva.
  • Işkembe (ishkembe) = sopa feita de tripa, manteiga, vinagre e alho. Não experimentei, infelizmente...
  • Kebap
    • Adana = bem apimentada, feita com carnes bovina e de cordeiro moídas.
    • Döner = o bom e velho churrasquinho grego. 
    • Şiş (shish) = pedaços de cordeiro marinados e grelhados.
    • Urfa = parecido com Adana, mas menos apimentado.
  • Köfte = almôndegas de carne.
  • Kokoreç (kokoretch) = sanduíche feito de pequenos pedaços de intestinos de cordeiro ou ovelha fritos.
  • Lahmacun = esfiha aberta grande, com massa fininha.
  • Lokum = Delícia Turca, aquela gelatininha coberta de açúcar de confeiteiro/ cristal.
  • Mantı = espécie de ravioli.
  • Meze = “Rodízio” de aperitivos/ porçõezinhas de comidinhas para happy hour. Pode incluir haydari (tipo coalhada seca com alho e dill), köpoğlu (berinjela frita com iogurte), lakerda (peixe bonito), gavurdağı (salada com tomate, menta, xarope de romã, pimenta verde e nozes picadas), peyniri e pide (pão pita), közlenmiş patlıcan (berinjela grelhada), ciğer (fígado frito), humus, fava, pickles etc. "Amostras" são colocadas em uma bandeja para te mostrar o que está disponível, você escolhe e, em seguida, um garçom traz suas porçõezinhas na mesa:
  • Midye Dolması = Mexilhões recheados de arroz bem temperado. São vendidos na rua, assim com um mocinho e custam super barato, tipo TL2 por 3 mexilhões. É bem aquela coisa de risco/retorno - o risco de você passar a noite no banheiro pode ser alto, mas o retorno é ótimo! Foi uma das comidinhas preferidas na viagem!
  • Pilav = arroz. Ele pode ser vendido com ervilhas (tavuklu pilav) em carrinhos na rua! Especialmente à noite.
  • Simit = bagel (mas são macios e mais gostosos que bagel americano). São vendidos na rua, em carrinhos superbonitinhos! Bem típicos. Os tiozinhos abrem os simits na hora e recheiam de requeijão. À noite, os mesmos carrinhos que vendiam simit de manhã, vendem castanhas portuguesas assadas!
 
  • Islak Hamburger/ Wet Burger = é o que a gente comeu no primeiro dia de Istambul. é um hamburgão simples, molhado de molho de tomate apimentado. É estranho, mas é bom. Pequenininho, dá para comer mais de um fácil.
Outras coisas que só encontrei lá foram:
- sorvete "que não cai" - em vários lugares da cidade, você vai encontrar um carrinho, com sininhos pendurados no alto e sorveteiros vestidos tipicamente, fazendo o maior escarcéu! Eles gritam e brincam com os clientes, e o sorvete não cai NUNCA no chão.
Claro que coisa assim não pode ser boa nunca. O sorvete é ruim de um jeito que tive que jogar o meu fora antes da metade... e o negócio ainda é caro (TL 10)... e você nem consegue escolher o sabor que quer (tanto faz, também, porque todos os sabores tem o mesmo sabor de nada)... mas é bem aquelas coisas de turista que você acaba fazendo pelo menos uma vez durante a viagem...
 
- Como em Israel, romã aqui também é uma fruta bem apreciada/ comum! Espremem suco de romã na hora em quase qualquer esquina de Istambul.
 
 
- doces árabes turcos, dá para encontrar em vários outros lugares (incl. no Brasil), mas vitrines CHEIAS e LINDAS desse jeito... difícil!
 
 
- os pães, também, são um capítulo a parte... os lindos pães pita, nos restaurantes, vem a mesa inchadões de ar ainda... lindos, lindos... parecem balões quentinhos.
E olha essa vitrine, que linda: 
 

 - também recomendo comer as amêndoas cruas, servidas geladinhas (literalmente, com gelo), por vendedores ambulantes, perto dos barzinhos. Comprei as minhas na Nevizade Sokak. A verdade é que nem amei, nem desgostei. Mas são diferentes... e ainda é barato.
 
- por último, não deixe de explorar as belezuras dos mercados de comidas, como as feiras do bairro asiático, o Bazar Egípcio e todas as lojinhas da região (super abarrotadas de gente).
Uma coisa que me impressionou bastante é a quantidade de tipos de azeitonas!!! LINDAS, de todos os tamanhos e cores:
 

 
Fotos: Fernanda I.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ístanbul, hoşçakal!!

No nosso último dia de Istambul, já sem o GS para separar nossas brigas, minha irmã e eu descemos novamente a Istiklal Caddesi (a pé, dessa vez), vendo com mais calma as lojinhas e as galerias lindas.
Aproveitamos para tomar outro café da manhã turco no Saray Mulhabbebicisi (darei mais detalhes no post sobre restaurantes de Istambul, em breve).

Depois, passeamos pelos bairros de Tünnel e Asmali Mescit, que ficam logo abaixo da Istiklal, na região da Torre de Gálata. Muitas lojinhas bacanas com ares de Vila Madalena!! Recomendo!

Então, pegamos um táxi para a Ortaköy Meydane (praça), que fica de frente para o Golden Horn e é cercada de barzinhos/ restaurantes bem bonitinhos, lojinhas de bijoux e tem até uma parte com food trucks!

Comida de rua turca

Olha o horizonte, com Sultanahmet ao fundo... que lindo!
O lugar é lindo, mas vá só para apreciar a vista: Apesar dos barzinhos parecem bacanas, fui lá que comi o PIOR bolinho de peixe DA MINHA VIDA! Sério... não sei nem como tiveram a pachorra de servir uma coisa tão ruim... Para vocês terem ideia, dei um pedacinho para um gatinho que veio pedir comida - e ATÉ ELE se negou a comer! Ficou brincando, jogando a bolinha de um lado para o outro e depois foi embora, entediado!

Nós, gatos, já nascemos pobres! Porém, já nascemos livres chiques!

Por causa disso, minha irmã e eu pegamos um táxi na congestionadérrima Çiragan Caddesi até a Praça Taksim e jantamos no justíssimo Murat Kelle Paça, numa travessinha da Istiklal (sim, esta região é A região para passar as noites).

O kebab estava bem gostoso e é absurdamente bem servido (acho que deixei mais da metade do prato intacto...), mas também saí meio decepcionada de lá... culpa da Ailin Aleixo, que fez tanta publicidade do lugar, que cheguei achando que ia redescobrir a Turquia na minha última noite...

No dia seguinte, pegamos um táxi cedinho para o aeroporto Atatürk (combinamos a corrida previamente por TL 60), vimos uma briga de sair na porrada no meio do saguão do aeroporto (uma aglomeração tão grande de gente indo para Medina não podia dar em resultado diferente) e pegamos nosso vôo para a Alemanha!
Hoşçakal, Ístanbul!!!
De forma geral, o que posso dizer da cidade...
1) gostei muito de ter ficado hospedada na região da Praça Taksim e recomendo para quem vai ficar mais que 3d na cidade. Menos tempo do que isso, provavelmente você só terá tempo para ver as principais atrações de Sultanahmet, então, é melhor ficar por lá mesmo.
2) achei os 4d inteiros mais que fiquei suficientes para conhecer as atrações e regiões principais da cidade, mas ficaria mais tempo certamente. Mais 1, 2 dias, para comer mais balik ekmek (o sanduíche de peixe de Eminönü), mais midyie (mexilhão vendido na rua!), visitar outros bairros asiáticos com mais calma... talvez até entrar em mais uma ou outra mesquita.
3) táxis são bem baratos e bem disponíveis na maior parte do tempo. Nos horários de rush, es-que-ce! Os taxistas são os mais loucos que já conheci na vida (os cariocas iriam morrer de inveja)... xingam outros motoristas, andam na contramão, andam de ré em quarteirões inteiros, fazem conversões proibidas e correm feito loucos em ruelas estreitas e cheias de curva. Uma montanha-russa... quase literalmente!
4) não tive desprendimento financeiro oportunidade de ir a um Hamam (não sei se me arrependo ainda... acho EUR 60 dinheiro demais para um banho...), mas acho que deve ser uma lifetime experience...
5) lifetime experience mesmo é usar um banheiro turco - quando se está de calça! Hahahahaha! Para quem desconhece, é aquele banheiro que é um buraco no chão. Para quem está de saia, é uma coisa muito prática. Talvez até mais prática que banheiro ocidental. Achei higiênico e ecologicamente sustentável. Especialmente em caso de banheiro público.
6) estive lá na última semana de agosto, e o clima estava agradabilíssimo. Durante o dia, calor e sol (mas nada insuportável. Venta bastante na cidade); à noite, dá uma esfriada e dá até para usar uma camisa de manga longa. Muito bom.
7) um FANTÁSTICO site para te ajudar a viajar desempacotado para a Turquia é o Turkey Travel Planner, que tem TODAS as informações possíveis e imagináveis que se precisa saber sobre a Turquia inteira (não só Istambul). Recomendo muitíssimo. (além, óbvio, das sempre ótimas dicas do pessoal do VnV).

Fotos: Fernanda I.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dia 3 em Istambul

O terceiro dia de Istambul foi bastante corrido... era o último dia do GS conosco e precisávamos conhecer todo o centro histórico (Sultanahmet)!
Pegamos o funicular da Praça Taksim para Kabatas, depois o tram para Sultanahmet para começar pelo Palácio Topkaki - quero dizer, a gente e uma multidão... olha essa foto (foca naquela filona de gente lá atrás):



O palácio é superbonito, bem o que se espera de Turquia, com aqueles azulejos maravilhosos, cores vivas, aquele ar oriental misterioso...
Sala de onde o sultão assistia os jogos esportivos que aconteciam nos jardins

Infelizmente, não tivemos auxílio de nenhum guia (e a gente odeia os audioguides...). O palácio é meio confuso... além de estar lotadaço (ponto turístico mais cheio de Istambul, definitivamente), são muitas edificações diferentes e separadas e você fica meio perdido - será que já vi tudo? Aonde ainda não passei? Meio desorganizado... podiam dar ao menos um mapinha com informações básicas ao visitante.
Fomos ao Harém, também, obviamente (também estava lotado, apesar do ingresso ser a parte). Está mais acabadinho que as outras áreas do palácio... mas bastante interessante pensar como as coisas lá funcionavam... a hierarquia entre as mulheres, as intrigas, os segredinhos pelos pátios e corredores... viver lá não devia ser fácil, não!!!

Depois, fomos à Aya Sofya, que já foi igreja católica, já foi mesquita e, agora, é museu (foi o Atatürk que a transformou em museu):

Nossa Senhora com Islamismo!
Depois, fomos à Cisterna da Basílica, que é um sopro de frescura naquele calorzão que ainda é Istambul em setembro (ela foi construída para abastecer todo um palácio e seu complexo, no subterrâneo...)! É simples e fácil, mas foi um dos programas que mais gostamos de Sultanahmet!

Depois, (finalmente) fomos almoçar no Khorasaní, que fica lá pertinho, numa rua superbonitinha com cara de pega-turista. Apesar da região turística, o adana kebab não me decepcionou! Estava BEM gostoso! E o arroz (se há uma coisa que turco faz bem, além de negociar, é arroz! Todo arroz que comi lá era bom!! Hahahaha)... e os tomates assados docinhos... 
Uma delícia!!

Daí, pegamos o tram novamente para o Grand Bazaar, onde, quando você conta que é brasileiro, todo o mundo sempre tem uma foto para te mostrar com a Cláudia Raia ou com o Toni Ramos! Hahahaha!
O Grand Bazaar é bem mais organizado e vazio do que eu esperava... e sei lá se eu tenho cara de pobre, mas não me senti demasiadamente assediada enquanto andava pelos seus corredores. Claro que eles chamavam e perguntavam de onde éramos, mas bastava não dar bola. Achei que os turcos tem muito a aprender com as criancinhas peruanas neste quesito! 
Óbvio - compramos pashminas!! Disse o tiozinho da loja que eram 100% cashmere. Se são mesmo, não sei se saberei algum dia... mas são absurdamente leves, quentes e macias de verdade.
Passe de tram vendido em maquininhas nas paradas

Depois, pegamos o tram de novo para Eminönü.

E, aqui, vou parar rapidamente para falar do tram: acho que falei que adoro trams depois de ir a Roma, mas, se não, falo de novo: ADORO trams! São fantásticos, rápidos, não enfeiam a cidade... devem ser baratos e fáceis de instalar... Por que não colocamos um na Faria Lima?? E outros na Rebouças e na Av. Brasil?????? 
Sério...

O Spice Bazaar/ Mercado Egípcio, ao contrário do Grand Bazaar, é um ABSURDO de lotado!!! Sério, dá vontade de morrer (ou de matar). Mas não dá para não ir... foi uma das coisas que mais gostei em Istambul, sem sombra de dúvidas. É tanto tempero, tanto chá, tantos doces turcos, tantas sementes... dá vontade de trazer tudo para o Brasil!!





Depois de lá, fomos para casa descansar. Para jantar, descemos a Istiklal Caddesi (que é mais cheia e interessante à noite que durante o dia) até a Nevizade Sokak, uma rua CHEIA de barzinhos e restaurantes com as mesas na rua. Não nos arrependemos! A rua é MUITO legal, e as porções estavam supergostosas!
Istiklal Cad. à noite
Meze na Nevizade Sokak
Fotos: Fernanda I.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Post das comidas de Israel - finalmente!!

"Bom, vou pular pra parte da comida, antes que minha irmã me mate. O que se vê nas ruas de Israel lembra muito o que nós conhecemos como comida árabe: kebab, shawarma, as baklavas de pistache, e os doces com tâmaras. Ah, pra mim, a cara de Israel é uma fruta: Romã!!! Em qualquer esquina, você encontra suco de romã, que eles espremem na hora. É doce e azedinho, ao mesmo tempo. E dizem fazer bem para tudo! ;o) Eu gostei muito (principalmente porque naquele calor, você TEM que se hidratar SEMPRE!). Ah, e hummus! Os caras amam hummus! E falafel!


Vou listar as coisas (e lugares em) que mais gostei de comer em Israel:

Vegetariano “all-you-can-eat” de Jerusalém: durante o tour “Holy City”, tivemos que parar para almoçar já perto da Via Dolorosa, e todos topamos com a sugestão de um vegetariano all-you-can-eat do guia. Não nos arrependemos mesmo. Além de mega barato, foram os melhores falafel e hummus da viagem, na minha opinião... O problema, agora, vai ser o nome... Ahhhaaaannn! Achei uma foto! Eu acho que o nome do lugar é Abushukri, mas só para garantir, segue a foto do letreiro:



Peixe grelhado: o peixe estava bom, sim, mas nada demais (uma curiosidade: a guia disse que o nome do peixe era Saint-Peter, pois era o tipo de peixe que São Pedro pescava naquelas águas... Achei engraçado, acho que nosso Saint-Peter/ Tilápia não é a mesma coisa...), mas vá lá, comer um peixe pescado (vou crer nisso. É o que me resta!), e à beira do Mar da Galiléia tinha que entrar para a lista, vai!


Armenian Tavern: a cidade antiga de Jerusalém é dividida em 4 bairros (o judeu, o árabe, o cristão e o armênio). E deles, o armênio é o mais fechado, recluso. Turistas e pessoas não-armênias não têm acesso à vida, ao cotidiano deles... Assim, jantar neste restaurante é uma oportunidade de ter um pouco de contato com essa cultura através do ambiente e da comida! A decoração, os objetos, tudo é sui generis, de uma maneira encantadora (para mim, pelo menos, foi como estar num daqueles contos árabes, sabe?); e a comida estava muito saborosa. Eu pedi um mix de várias entradinhas, e o Roger, um prato que ele definiu como “moqueca árabe”, mas que ele adorou!




Machne Yehuda - o mercado mais famoso de Jerusalém tem bares e restaurantes próprios, mas o simples fato de andar por lá e sentir os cheiros e cores diferentes já faz o passeio valer a pena!




Burgers Bar - Ok, pode parecer estranho mas depois de um tempo, você pode sentir vontade de comer um hamburger, ué? Fazer o quê? Mas em vez de ir a um McDonald’s ou equivalente da vida, prove este que não vai se arrepender! Peça o pequeno, que já é enorme. O tempero da carne é ótimo e deixe que o atendente escolha os molhos para você. Ele vai fazer uma mistureba, que no final, funcionará perfeitamente! ;o) A lanchonete é pequena e fica bem na Jaffa Road (uma das principais, fora da cidade antiga). Lá perto, ficam as ruas mais badaladinhas!

Já em Tel Aviv...

Tailor Made - é um bar/ balada/ restaurante perto do bairro de Florentin, um dos bairros “trendy” de Tel Aviv. Fomos junto com alguns amigos que fizemos no albergue de Jerusalém, e com um casal de locais, que escolheu o lugar. Para jantar, não foi a melhor a opção (meu prato era muito pequeno... snif snif), mas o lugar (tem um jardim delicioso!) e o astral eram tão bacanas (e ao mesmo tempo, fica tão escondido. Fica nos fundos de uma loja que aparentemente está fechada...) que eu precisava indicar!

Shawarma Bino - este vai ser difícil de explicar onde fica, porque a única coisa que eu sei é que fica em Jaffa (a antiga cidade de Jaffa, onde Tel Aviv começou) . A dica quem nos deu foi uma moça que encontramos por acaso, e ela ficou toda contente, porque o mapa que estávamos segurando tinha sido elaborado por uma equipe da qual ela fazia parte! Então, ela tinha altas dicas da cidade, como por exemplo, onde encontrar o melhor shawarma da cidade, que ficava num botequinho escondidinho perto de onde estávamos. Se não me engano, fica perto do Relógio de Jaffa, sai perguntando, e com sorte, você acha. Foi mais ou menos assim que nós encontramos! Eu adorei! Peça o pequeno (não existe médio! E o grande é gigante!). Sei lá se é o melhor da cidade, mas para mim, já está de bom tamanho...


Jaffa Port - já que estamos falando de Jaffa, após fazer mais um daqueles “free tours” (que não foi tão excelente quanto os de Jerusalém, para ser criteriosa), não dá para perder esse tipo “mercado gourmet”, com restaurantes e bares que foi remodelado e agora integra a nova cena do Porto de Jaffa, um dos mais antigos do mundo! Tem de tudo: cerveja gourmet, um sanduíche de pastrami imperdível, pizza, até wurst! Eu só não recomendo o tal suco de laranja de Jaffa (aff, muito ácido!)...



Tel Aviv Port- outro “must go”! É uma concentração de restaurantes, bares, lojas etc. no novo porto de Tel Aviv (que fica na parte norte da cidade). Na verdade, a gente foi pra lá com a intenção de conhecer a área, claro, mas com o firme propósito de provar o famoso Shipudei Hatikva, que não só havia sido indicado pelo casal de locais já citados acima, mas também pela guia encontrada ao acaso. Achei a idéia do porto bacana, mas não encontramos o raio do Hatikva!


Mas de qualquer maneira, provamos o famoso Shipudei! Não lembro o nome do restaurante, mas encontra-se em um monte deles. O shipudei nada mais é do que um espetão de carne (eu acho que pode ser de várias coisas, nós provamos o de cordeiro, um que era tipo uma kafta, e o de frango. Todos ótimos, mas ponto para o cordeiro!), mas ele vem sempre acompanhado de uma porção de entradinhas, para comer com um pão delicioso! Dá uma olhada na foto para entender do que estou falando...



Meat Bar - Essa é mais uma opção para quando vc estiver cansado de comer tanto falafel, hummus e afins. Esse é aquele lugar para comer um belo corte de carne! E por isso mesmo, é caro. A indicação foi da Anat, a nossa nova amiga de Tel Aviv! Para nós, brasileiros, tão próximos da Argentina, Uruguai e com as nossas próprias picanhas maturadas etc. e tal, talvez não seja uma coisa tão diferente, mas eu nunca dispenso um bom pedaço de carne mal passada, e uma boa taça de vinho!


"

Se tiver mais dicas de Israel, deixa um comentário aí, por favor!!

Fotos: Patrícia I. 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Post de Israel

Dando uma trégua nos posts de Istambul, seguem dicas de roteiro e comidinha da minha irmã durante sua jornada por Israel:

"Minha vontade de conhecer Israel sempre foi enigmática, para meus amigos e para mim mesma. Passo longe de ser religiosa (e por isso mesmo, não tenho preconceito contra nenhuma religião e respeito todas, desde que não me venham encher o saco...), tenho pouquíssimas ligações com o povo judaico (na verdade, acabo achando os judeus meio fechados mesmo, para quem não é da comunidade. Isso pode ter razões históricas, e eu posso compreender, mas vivendo no Brasil, hoje, isso, para mim, fica parecendo gostar de ir em “balada japa”, sabe?). Ok, mas enfim, vontade, graças a Deus, não se explica, e casou perfeitamente com minha vontade eterna de ir pra Turquia, apesar da novela...

Como não tínhamos tantos dias e o país é pequeno, foi fácil definir o roteiro: Jerusalém e Tel Aviv, sendo que de Jerusalém, teríamos a oportunidade fazer vários “day-trips”. Foram dois dias inteiros em Jerusalém, e três nos tais “day-trips”: um envolvendo Nazaré, Cafernaum, Mar da Galiléia e Rio Jordão (onde a galera pode fazer um “rebatismo” se estiver a fim), outro tour mais alternativo com um guia palestino, em que fomos para uma parte do território palestino da Cisjordânia (Belém e Hebron); e o último, para o nascer do sol em Masada (pensei que fosse morrer subindo aquele negócio naquele calor dos infernos - detalhe: ainda eram umas 5 da manhã. Foi mais difícil que Machu Picchu, juro! Tá bom, acho que isso é exagero da minha parte...), a reserva natural de Ein Gedi e um mergulho no Mar Negro.



Os dias foram mais do que intensos. Em Jerusalém, é muitas informação, é muita coisa acontecendo no mesmo lugar, é muito “pode isso, não pode aquilo” por razões milenares que vc vai ouvir mas já vai esquecer, é tanto lugar onde “Maria nasceu”, “Jesus chorou”,  “Jesus supostamente teve a última ceia”, “Jesus teve o rosto limpo por uma moça cujo nome não era, na verdade mesmo, Verônica”, “Jesus foi entregue aos soldados romanos”, “Jesus foi enterrado”, “Jesus foi crucificado”, “Maomé ascendeu aos céus”, é tanto lugar sagrado para todas religiões... Além disso, eu já tava preparada para essa discórdia árabe e judaica. E aí, você se depara com uns conflitos entre os cristãos (etíopes, ortodoxos russos, ortodoxos sírios, ortodoxos gregos, católico romanos - esses são só os que eu consigo me lembrar), que resultaram, inclusive, na divisão física de um lugar sagrado à milésima potência, que é a Igreja do Santo Sepulcro, que hoje, tem suas “salas” divididas entre essas religiões e ai de quem se atrever a varrer a área alheia...


Jerusalém é surreal. Não tem outra palavra para descrevê-la. Em qual outro lugar do mundo você vê meninos e meninas de 18 e poucos anos, empunhando a arma e aproveitando para tomar um solzinho (e depois de um tempo, passa a achar isso normal); vê pessoas discutindo com um guarda mega armado, para provar que é muçulmano para pode passar por um portão “X” e entrar numa área “Y”; e ao mesmo tempo, precisa abandonar todos sinais religiosos (Bíblia, cruz, estrela de Davi, Torá etc etc) para entrar nessa área “Y” e ver a coisa mais linda do mundo (o “Dome of the Rock”) com hora pra entrar e hora pra sair; e o melhor de todos, no bairro árabe, vc vê estrelas de Davi sendo vendidas ao lado de miniaturas do Corão, sem o menor pudor... Onde mais você vê isso? ;o)


Ao mesmo tempo, fora dos muros da cidade antiga, você tem uma cidade com pessoas jovens saindo à meia noite, pubs com ótimas cervejas locais, restaurantes, barzinhos, um sistema de transporte com trams modernos, uma das mais reconhecidas universidades do mundo, uma feira super bacana (a Machne Yehuda), comércio vivo (e que toca “Gustavo Lima e você” para chamar os clientes)...



Eu aproveitei aquela mesma companhia que oferece free tours em várias cidades europeias (a New Europe) para conhecer melhor Jerusalém. Fiz os três passeios oferecidos por eles: o free mesmo, que dá uma geral na cidade antiga, e outros dois que são pagos, e valem muito a pena: o Monte das Oliveiras e o Holy City Tour. Te prepara, que todos eles duram ao redor de umas 3 – 4 horas, vc anda muito e o sol é ESCALDANTE (aliás, única MEGA E CONSTANTE reclamação minha: calor!!!!)!!! E depois, me senti à vontade para me perder sozinha na cidade (apesar de quase não ter sobrado tempo, nem fôlego).

Dos tours para outras cidades, gostei muito dos três, mas tenho de destacar o que fiz com a Green Olive Tours para Belem e Hebron, cidades do território palestino da Cisjordânia. Eu já havia fechado este tour desde aqui do Brasil, depois de algumas pesquisas no Lonely Planet e no Trip Advisor, porque para mim, seria inconcebível ir para Israel e não ter uma ideiazinha do que era ser um palestino, do que envolvia a questão do outro ponto de vista, do por que alguém quer ficar num lugar em que tem direitos tão restritos. Amei o tour, estranhei o fato de um campo de refugiados se parecer com uma favela brasileira (em alguns sentidos), amei almoçar com uma família palestina, gostei do fato de que eles não se fizeram de coitadinhos, de que entendem que nem todo israelense é seu inimigo. Também entendo que eles não são a maioria, que os palestinos com quem conversei tinham muitos senões com seus líderes, e eles já eram diferenciados pelo simples fato de falar inglês (bem, diga-se de passagem). Mas eu achei que o cara disse uma coisa que nós, brasileiros, deveríamos entender bem: it is not just about peace, it is about justice.

Muro em Belém 
Grafite em campo de refugiados
Hebron
Por isso, eu não sei se os dois lados vão encontrar tal solução. Acho que um dia, possam viver em paz, mas nenhum dos lados vai achar a solução justa, sabe? Tive a sorte de conversar, de modo relativamente aberto, com jovens palestinos e israelenses, e acho que ambos estão cansadíssimos desta história toda, e de viverem sempre atentos, e sempre à beira de algo acontecer, mas ninguém é ingênuo em pensar que a solução é “basta querer”, não é fácil assim... A questão é, sim, religiosa, política, territorial, mas é totalmente econômica também. A diferença entre territórios palestinos e israelenses, do ponto de vista econômico, é gritante, e eu não sei como seria criar um país único com tanta diferença, ou dividir o país (e depois a Palestina viveria do quê? Das “doações” dos países árabes vizinhos...? Ahan, sei...)

De qualquer modo, eu, que não queria nem deveria me esticar neste aspecto, já me alonguei pra caramba, né? Mas é que a questão é tão latente que eu até achei estranho estar em Israel e não ver quase nenhuma referência ao Holocausto, por exemplo. Sei que há museus dedicados ao tema, mas não é como na Europa (Alemanha, principalmente) em que você tropeça (literalmente, já ouviu falar das stolpersteine?) em memórias. Não tinha pensado nisso, mas pensando bem, foi muito bom assim, Israel já tem coisa demais e eu não conseguiria lidar com mais informações e pensamentos (apesar de me interessar pelo assunto, e de haver visitado alguns museus e bairros judeus em outros lugares, estar em Auschwitz foi tão impactante para mim que deve ter esgotado a capacidade que tenho de encarar e digerir certos fatos da nossa história... de verdade... e pro resto da vida).

Tel Aviv parece outro país, não tem nada a ver com Jerusalém. Eu achei que Tel Aviv é a cara e o jeito da Zona Sul do Rio de Janeiro. As praias, os calçadões, as lojas de sucos, as pessoas andando de havaianas (há várias lojas de havaianas espelhadas pela cidade! Super sucesso!). Dizengoff poderia estar em Ipanema, e ninguém ia achar estranho. Rsrs! Mas tem algumas diferenças, claro: Tel Aviv é primeiro mundo, com todos privilégios que isso oferece (segurança, sistema de transporte eficiente e educação de primeira - Estou falando primeiramente do quesito formal: todo mundo fala inglês. Por isso, apesar das coisas estarem escritas em hebraico, é muito fácil se virar por lá, pois qualquer um - ou quase - falará um inglês de bom nível).



Além disso, tenho de falar: o povo israelense é MUITO educado, gentil e receptivo. Comigo, pelo menos. Fui muito bem tratada (menos pelo carinha com jeito de Mossad que encasquetou com meu amigo, e segurou nossos passaportes na entrada do país - mas eu também não fui muito gentil com ele... imagina meu nível de humor e educação às 3 da madruga, depois de voar de SP a Tel Aviv, com conexão em Istambul...), e não só por pessoas de quem eu naturalmente já esperaria isso (do hostel, prestadores de serviço, vendedores de loja etc), mas de qualquer um na rua para quem volta e meia eu pedia informações (ou até não. Havia aqueles que simplesmente percebiam a cara de perdida e vinham ajudar). Eu não fui pedir ajuda para aqueles judeus ortodoxos, é claro, pois não sei como seria recebida, mas achei legal quando a esposa de um deles parou para me ajudar!

E por fim, para não dizer que não falei delas...

A praia de que mais gostei foi a Gordon Beach (até parece que conheci tantas... mas é que elas são curtinhas mesmo). As praias são parecidas com as do Brasil, mas sem os ambulantes vendendo coisas. Então se preferir, pode ficar num dos bares, e tomar cervejinhas, e comer aperitivos, enquanto alterna alguns mergulhos no mar. O que eu mais gostei foi da infra! Ai, gente, eu sou fresca, adorei o fato dos banheiros serem limpinhos, de ter um monte de ducha, de ter um lugar para lavar o pé e tirar aquela areia grudenta pouco antes de sair no calçadão! Amei! ;o)


Ai, outra coisa muito engraçada são os salva-vidas: os caras não param de falar, mandam as pessoas saírem do mar (como se alguém fosse fazer isso efetivamente). E teve uma hora em que, na falta de alguma coisa para dizer, um deles simplesmente pegou o microfone e soltou: “Hey Jude, don’t make it bad. Take a sad song and make it better...” Hahahaha! Figuraça!!!

É isso. Quem quiser saber mais sobre como organizar a viagem para Israel e outras dicas, eu ainda não estou cobrando pelos serviços, e ajudarei com a maior boa vontade! É só falar!"

Fotos: Patrícia I.