segunda-feira, 30 de maio de 2016

Pequim - restaurantes!

Devo confessar que não fui muito aventureira na China... mas é que li tantas dicas interessantes que preenchi praticamente todas as minhas refeições!
Olha só:

- Din Tai Fung
É uma rede taiwanesa de dim sum (que minha amiga Fabiana F. me explicou que é basicamente tudo que vem em porções pequeninas), detentora de nada menos que 1 estrela Michelin!
Os dumplings são feitos com uma massa tão, tão fina que chega a ser translúcida, mas que não rompem, mantendo todo o caldinho lá dentro! Os recheios são muito saborosos e delicados! O sticky rice consegue ser melhor que o do meu querido Ping Pong.



Shumai
Mandjuzinho recheado de doce de feijão
É tudo muito gostoso!
A gente gostou tanto que foi duas vezes!
Cada vez saiu em torno de RMB 210 (BRL 110) por casal.

- Palms LA Kitchen
Este restaurantezinho, que fica convenientemente localizado em um hutong, foi dica do TripAdvisor. Meio que me dei conta que seguir o TA em Pequim não necessariamente te levará às melhores cozinhas da cidade, mas certamente às que os atendentes falam melhor inglês. Não que a comida deste restaurante seja ruim (não mesmo! É BEM boa!), mas todas as pessoas ao meu redor eram turistas, e a dona (que também atendia o salão) falava o melhor inglês que ouvi por lá.
Anyway, o Palms L.A. Kitchen serve comida fusion coreana e mexicana (existe coisa mais L.A. que esta???) num salão super charmosinho:


Burrito

Ótima pedida para quem quiser fugir um pouco dos temperos chineses. Os sabores são frescos, o tempero é muito gostoso, a combinação funciona super! Recomendo!
Acho que gastamos por volta de RMB 100 por pessoa (BRL 50).

- Hai Di Lao
Foi o lugar que escolhi para comer hot pot, um prato típico da região de Sichuan que eu nunca havia experimentado.
Os atendentes mal falam inglês, mas nem precisa - eles são tão simpáticos e fofinhos que vão te mostrando o que precisa ser feito/ como você deve comer.

Você deve:
1) escolher se quer o caldo branco, o vermelho ou ambos (pedimos ambos - o vermelho é tão, mas tão apimentado, que mal tocamos nele... experimentamos uma vez somente e deixamos de lado);
2) escolher quais acompanhamentos quer (pedimos carne bovina, cordeiro - nosso favorito!, camarão, peixe e verduras - você paga adicional por cada porção que pede) - não deixe de pedir o macarrão, porque um cozinheiro vem abrir a massa na frente da mesa, jogando e virando a massa pra cima e pra baixo! É um show!;
3) ir até o buffet para fazer seu próprio molho, como bem preferir (gostei da base de gergelim);
4) esperar caldo ferver (eles trazem os caldos em rechauds fundos e ligam o fogo da mesa);
5) escaldar as carnes, aos poucos, até cozinha-las, molha-las no seu molho e comer!;
6) ser feliz!;
7) pagar a conta e ir embora!

A conta saiu RMB 230 (cerca de R$ 120) para duas pessoas. Bem fair.

- Duck de Chine
Foi o lugar que escolhemos para comer o famoso Pato de Pequim!
Fiquei bem em dúvida entre este e o tradicional Da Dong, mas este review me ajudou a escolher pelo Chine (este artigo também é bem interessante para quem estiver na dúvida). Depois, "descobri" que o Chine tem um Q francês - utiliza algumas técnicas ocidentais e quer ser mais "sofisticado". Mesmo sendo purista-chata, não me arrependi da escolha.

O restaurante é super bonito (deve ficar especialmente romântico à noite) e fica no 1949 - The Hidden City, uma espécie de galeria a céu aberto, cheio de restaurantes e barzinhos charmosinhos.
Eles fazem o próprio molho hoisin (de lembrar pro resto da vida), cortam o pato na sua frente (muito ágil! Incrível!) e também servem dim sums maravilhosos!


O Pato, na hora do almoço (RMB 188), sai bem mais barato que no jantar (RMB 268). Com o dim sum e as bebidas (não alcóolicas), a refeição saiu RMB 340 (BRL 180) para duas pessoas.

- Black Sesame Kitchen
Este restaurante é um dos mais bem cotados no TripAdvisor. Imagina o tanto de turista que tem lá, né... hahahaha! Apesar de ser super tourist-trap, gostei muito da experiência e recomendo! É um menu degustação de 10 pratos típicos chineses, todos feitos lá mesmo, ao vivo, por tiazinhas chinesas que não falam um "the" em inglês. Os clientes (14, por noite) sentam-se em uma grande mesa comunitária e, incentivados pela cerveja chinesa e vinho australiano servidos à vontade, conversam animadamente sobre suas vidas, hábitos, culturas, passeios em Pequim etc.
Gostei muito das pessoas que nos fizeram companhia aquela noite - em especial, uma mocinha chinesa (morava em Pequim), engraçadíssima e super tagarela, que tirou todas as nossas dúvidas sobre a vida em Pequim e sobre a visão chinesa sobre vários temas.

"Pan fried dumplings"
"Fried shiitake mushrooms"
"Black pepper beef" - este estava ótimo!!
"Five-flavored eggplant" - este estava ótimo, também!
"Red braised pork" - este foi meu prato favorito!
"Sweet and sour lotus root" - bem sem gracinha este...
"Shrimp with carrot and cucumber"
"Asparagus with Goji berries"
Panelas no espelho pendurado no teto
"Kumg pao chicken", ou o famoso Frango Xadrez
"Candied bananas with homemade black sesame ice cream" - nossa famosa banana caramelizada!
A refeição, já com bebida inclusa, saiu RMB 300 por pessoa (BRL 160). BEM caro... especialmente para os padrões pequineses.

Com exceção da Wangfujing Snack Street, quase não vi barraquinhas de street food na rua. Perto das atrações turísticas, há "carrinhos", como os que a gente vê aqui no Brasil, vendendo besteirinhas e iogurte, que fica lá, faça chuva, faça sol, sem refrigeração... Não entendo como as pessoas não passam mal (ou passam?).
Compramos besteirinhas no 7-Eleven, também, que está presente em peso na Ásia inteira.

Para chegar aos restaurantes (e a todos os outros lugares da viagem inteira), usamos muito o app Pocket Earth (só disponível para iOS), que eu sempre uso nas minhas viagens. É um mapa offline de ruas, onde você pode previamente 'pin' lugares e atrações - e ainda dá para colocar comentários etc. Acho mais fácil de usar que o Google Maps. Não vivo sem!

Uma ótima fonte de inspiração e informações gastronômicas é o The Beijinger, uma espécie de Zagat pequinês. #ficaadica

Fotos: @autoindulgente.

sábado, 28 de maio de 2016

Atacama - post fresquinho da minha irmã!

O Atacama entrou para minha enorme “bucket list” há pouco menos de 10 anos, quando voltei da incrível viagem para o Peru e Bolívia. Como só fiz um “bate-e- volta” (entre aspas mesmo, cada perna dura uma noite inteira de muito sacolejo...) de La Paz para Uyuni, para conhecer o Salar, ficou a vontade de ir especificamente para o Atacama. Enfim, demorou mas chegou a hora!

Foi meio em cima da hora, estava cheia de trabalho, sem paciência para altas pesquisas. Então, o Atacama foi mesmo o destino ideal, pois o planejamento é tarefa relativamente fácil. A cidade-base é San Pedro do Atacama, que conta com uma infra invejável (conservando a aura e clima rústicos), com muitos hostals, restaurantes e muitas, muitas agências de turismo.
Talvez esta seja a parte mais difícil: escolher a agência... Vou começar minhas dicas por aqui, então.

Passeios
Ficamos 4 dias inteiros. Achei que foi o suficiente. Fiz os passeios para Valle de La Luna, Lagunas Altiplánicas + Salar do Atacama (algumas agências combinam as lagunas com as tais Piedras Rojas), Geysers del Tatio, e Salar de Tara. Com exceção do último, fiz todos com a agência Grado 10 (indicação de uma amiga e muito mencionada no Viaje na Viagem - talvez por isso, os brasucas dominem os passeios nesta agência. Os guias arriscam mesmo um portunhol bem falado! Rsrs).
Com mais um dia, faria o tal passeio para Piedras Rojas, do qual falaram muito bem. Outro que "deixei para uma segunda vez" foi tour astronômico (eu não fiz, justamente por ter ido em semana de lua cheia; mas parece ser imperdível).

No pacote fechado com a Grado 10 (por CLP 105 mil/ pessoa), estava incluso também o passeio para Laguna Cejar + Ojos del Salar. Mas havíamos acabado de voltar do passeio para Lagunas Altiplánicas (que sai às 6 AM!), e meu pai estava acabado. Cancelamos (um parêntese: eu tinha planejado ir sozinha, mas meu pai acabou indo junto! Foi super bom ter companhia! Mas vi muitos viajantes solitários se divertindo também. Então, fica a dica: Atacama é ótimo destino tanto para se viajar sozinho, quanto para levar os pais viejitos de guerra, mesmo que eles sejam frescos, mimados, reclamões e sedentários como o meu! Hahaha!). No dia seguinte, conversamos com alguns turistas que haviam ido, e apesar de terem gostado, reclamaram do preço da entrada da Laguna Cejar (CLP 17 mil!), mas quem teve coragem de entrar na laguna estará livre de problemas como bipolaridade pela próxima década (a laguna tá cheia de lítio!) ;o)!

É muito desaconselhável fazer os passeios de maior atitude logo de cara (Lagunas Altiplánicas, Geysers e Salar de Tara ficam a mais de 4000 metros!). Não precisa se assustar: eu e meu pai nos sentimos super bem, e não vi ninguém passando mal, mas vale seguir as recomendações e conselhos das agências!

Laguna Miscanti
Salar do Atacama
Os passeios incluem café da manhã (o do Salar de Tara inclui almoço também, pois se inicia por volta das 8 e volta umas 16:30). E o café da Grado 10 é um capítulo à parte! Como fazem os tours em um caminhão customizado (que aliás, é bem confortável), eles têm uma “chapa” para preparar na hora mistos quentes, panquecas com doce de leite, ovos mexidos... Uma delícia!

Café da manhã nos Geysers del Tatio

Fizemos o passeio para o Salar de Tara com a agência Latchir (foi uma “terceirização”, pois fechamos com outra agência, a Inca North, por CLP 35 mil/ pessoa. Essa prática é bem comum, e no nosso caso, não tivemos problemas. Pelo contrário: o guia, veículo, serviços etc foram ótimos!). Este passeio é bem longo, e uma boa parte off-road. Apesar do desconforto (e dos banheiros “al aire libre” hahaha!), vale a pena! A paisagem é linda!

Almoço
Salar de Tara
Salar de Tara
Recomendo muito as duas agências utilizadas: Grado 10 e Latchir. Fechei a Grado 10 daqui do Brasil, e a Latchir lá mesmo. Acho que o melhor é pagar em pesos chilenos, ou com cartão de crédito. O câmbio para dólar empregado pelas agência é muito ruim...

Ah, é super fácil alugar bikes em San Pedro e muito gostoso (exceto pro meu pai... hahaha!), percorrer os 3 km até Pukará de Quitor, ruínas de uma fortaleza indígena.

Hospedagem
Agora, vou fazer propaganda mesmo! Hahaha! Pesquisei bastante antes de fechar o hostal: queria o melhor custo x benefício, conforto (principalmente depois que meu pai decidiu ir junto), localização, limpeza etc etc. Depois de pesar prós e contras, ficamos no Hostal Haalar, e foi EXCELENTE!!!


A Verônica é um amor, muito atenciosa. O quarto, simples, confortável, limpo e cheiroso (só não gostei do chuveiro sem box... “Odio” aquelas cortinas! Hahahaha!), com ótima calefação, TV a cabo, frigobar, wifi... O café da manhã é uma delícia! Infelizmente, só desfrutamos do café uma única vez, por causa dos horários dos passeios, mas ela fazia questão de nos preparar um lanche e deixar na noite anterior!
Meu pai teve um probleminha de pressão em um dos dias, e ela fez de tudo a seu alcance para nos ajudar. Dava para ver a real preocupação dela (e isso foi reconfortante naquele momento)!

O quesito “prejudicado” é a localização, pois fica um pouco distante do centro (dá uns 15 minutos  andando do centro, mas super de boa, na minha opinião). Mas a Verônica dá um jeito nisso também! Das 13:30 às 22 horas, é só ligar (um celular é deixado com você no check in) e ela vai te buscar (ou te levar para o centro)!

Enfim, eu amei! Reserve direto com ela (veronicaescobarspa@gmail.com / tel: +56.9.81572722), pois sai mais barato do que pelo booking!

Como chegar
Fomos de Latam, com conexão em Santiago. Os traslados Aeroporto de Calama-San Pedro de Atacama, fechamos com a Licancabur. Não respondem e-mail, nem confirmam a reserva que você faz pelo site, mas o serviço é ótimo e dá tudo certo. CLP 20 mil, ida e volta.
Minha irmã e amigas já voaram de Sky, uma low cost chilena - deu tudo certo!

Roupas
Esquece ficar bonita! Hahaha! O tal conceito “vestir-se em camadas” realmente se aplica aqui, pois no início do passeio, o frio é demais (frio tipo para gorro, cachecol, umas 2-3 calças, 3-4 blusas/ casacos, luvas, aqueles negócios para cobrir boca e nariz etc). Algumas horas depois, o calor chega fácil a uns 30 graus! Então, sabedoria na hora de se vestir! ;o)
Quando estiver fazendo a mala, não esqueça de um protetor labial poderoso, um bom hidratante facial (levei bepantol e ajudou bastante) e para as mãos, protetor solar, chapéu (para proteger do sol) e óculos escuros! Também vale acrescentar um Rinosoro e um colírio na sua farmacinha.

Restaurantes
A rua principal, Caracoles, e as adjacentes estão repleta de restaurantes. Algumas sugestões:
- Las Delicias de Carmen: comida boa, barata, simples e farta. Um prato serve facilmente duas pessoas! Cerca de CLP 5000 a 8000 o prato (no jantar).

- La Estaka: foi meu preferido. É mais chiquezinho, com pratos mais sofisticados. Saiu cerca de CLP 12.500 (com la propina ;o)) por pessoa.

Vieiras com lentilhas - estavam ótimas! Acompanhando pisco sour!
- Baltinache (dica da Verônica, do Hostal): apesar de ter gostado mais da comida do La Estaka, a experiência neste restaurante foi mais interessante, por causa da origem dos chefs: a chef é mapuche, do Sul do Chile, e seu marido (e também chef) é indígena atacameño! Assim, há uma fusão dessas influências. Não há cardápio fixo: o menu do dia é recitado pelo garçom, com duas opções de entrada, prato principal e sobremesa. Com cerveja artesanal, a conta ficou em CLP 15.000 (já com os 10%). O restaurante é meio escondidinho e pequeno. Por isso, recomenda-se reservar!




O Atacama é uma experiência incrível, e nenhuma foto é capaz de transmitir a real beleza do que vemos. Tem que ir! ;o)

Fotos: Patrícia I.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Grande Muralha

Esta foi a principal razão porque incluí Pequim nesta viagem! Conhecer a Grande Muralha é tipo conhecer Machu Pichu ou as Pirâmides do Egito ou o Taj Mahal - você TEM QUE IR alguma vez na sua vida... você tem que ver com seus próprios olhos... porque não há foto suficientemente bem tirada que consiga transmitir aquele todo!

Com seus quase 2.500km de extensão, você vai precisar, sim, pensar e pesquisar um pouco antes de embarcar para Pequim - ou, pelo menos, recomendo fortemente. São vários trechos, com características diferentes, "visitáveis" de várias formas diferentes...!

Qual trecho? Depende de quanto tempo você tem disponível, de quanto você está disposto a gastar com transporte e de quanto esforço físico você quer fazer.
Li um monte de textos para tentar escolher, mas o que mais me ajudou foi este aqui do Wild Great Wall. Abaixo, transcrevo a parte que resume tudo:

"Half day options: Mutianyu, Juyongguan, Shuiguan and Badaling;
Full Day options: Jinshanling, Jiankou, Huanghuacheng and Gubeikou
Easiest winter walks: Mutianyu, Badaling, Juyongguan.
Most interesting: Jiankou, Jinshanling, Simatai.
More suitable for photographer: Simatai, Jinshanling and Jiankou are suitable for shooting sunset & sunrise photos. Mutianyu and Huanghuacheng are good for picture taking too."

Badaling já foi descartada logo de cara porque, do jeito que sou **sortuda**, ia dar de cara com 1/2 China na Muralha! Fiquei entre Mutianyu e Jinshanling, mas optei pela segunda porque parte dela é restaurada, mas ainda há outra parte que é "original" (coloquei entre aspas porque não dá para saber o que, de fato, é original na Muralha - ela é bem antiga e não havia registros dos reparos que eram feitos).

Como? Para Badaling, rola ir by yourself. A Drieverywhere explica direitinho como ela fez para ir neste post.
Também rola contratar um taxista/ motorista para te levar até outros trechos (mesmo Jinshanling tem uma estrutura bem boa para receber os visitantes), mas acho que eu teria problemas graves de comunicação com meu motorista...
Preferi seguir a sugestão da Mikix e fechar um tour com a Beijing Hikers, porque estava receosa de fechar um daqueles tours em que se passa mais tempo na tal das "lojinhas de jade" que na Muralha em si.
Jinshanling fica a aproximadamente 2h30 de Pequim - na tela do meu celular, dá para ver onde começou nossa caminhada (a linha pontilhada é a Muralha, a seta azul é onde eu estava)
E aí, como foi? Só tenho elogios pro pessoal da Beijing Hikers! Respondem e-mails muito rapidamente, com informações claras e diretas; são pontuais; os guias são fluentes em inglês, muito amigáveis e realmente "te deixam em paz" (ninguém fica te pressionando para você andar mais rápido), não há passadinhas estratégicas em lojinhas turísticas, e o almoço (no final do passeio, incluso no preço) é bem justo e honesto!
Dá um look nas escadas íngremes no meio da Muralha!!!
Fiz o hike "Hemp Village to Jinshanling Great Wall East", por RMB 480 (aprox. USD 75), com grau 3+ de dificuldade - é um nível que a grande maioria das pessoas conseguiria acompanhar sem grandes problemas. Eu nado 2x por semana e trabalho sentada o dia inteiro - fiquei com as pernas levemente doloridas no dia seguinte, mas foi só. Desistimos antes do trecho final (seria só mais 1-1,5km, aproximadamente) porque lembra daquela gripe do HK? Estava em seu estágio máximo bem neste dia!! :/ Além da gente, somente mais um senhor, que tinha transplante de um monte de órgãos, pegou o atalho conosco. Fomos de tênis de corrida e calça de moletom - não precisa levar sua mega-bota pesada de hiking na bagagem só para este passeio. E eles te emprestam um walking pole que vem a calhar.
Gostei MUITO de ter escolhido Jinshanling porque a Muralha era praticamente só do nosso grupo, de tão poucas pessoas que encontramos no caminho. Além disso, a parte não-restaurada tem um toque de autenticidade que deixa a área restaurada com cara fake.
E, sim, claro, eu AMEI a Muralha!!! É mágica!

Subidonas e descidonas - é assim a Muralha inteira!

Não perde um pouco do charme??
Fotos: @fernanda.i e @heliokwon

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pequim - passeios e outras dicas

Depois de UM ANO E ONZE MESES sem tirar férias, finalmente elas chegaram!!!!!!!!!! \o/
...
Mas já foram embora... :´(
Hahahaha!

Essa viagem, que já havia sido protelada por nada menos que 3 vezes, era tão esperada que HK ficou doente praticamente a viagem inteira. Aff... Pobre é assim, né! Não fica doente no trabalho, mas é só tirar férias que parece uma esponjinha de vírus!

Foi uma viagem de 22 dias, o itinerário foi este:
- chegamos num domingo à tardezinha em Pequim, onde passamos 4 dias;
- voamos de Air China numa sexta de manhãzinha para Seoul, onde ficamos 3 dias inteiros;
- na terça-feira de manhãzinha, seguimos de Peach Airlines para Osaka, mas seguimos direto para Kyoto, onde passamos 3 dias inteiros e 4 noites;
- então, fomos de carona com meu primo (carro) para Miyama, onde dormimos,
- seguindo, no dia seguinte, para Tsumago (ainda de carona com meu primo);
- por fim, na segunda-feira, pegamos um trem regional e o famoso shinkansen (trem bala) para Tokyo, onde ficamos 3 dias inteiros. Pegamos nosso voo de volta na sexta-feira à noite, chegando em SP no sábado (mágicas da rotação do planeta)!! Vou escrever um post para cada cidade, além dos posts de restaurantes.

Voamos de Emirates Airlines, com conexão em Dubai. Não passeamos por Dubai, mas se é sua pretensão, já fique sabendo logo de cara que brasileiro precisa de visto para entrar nos Emirados Árabes (acho que a própria Emirates providencia/ ajuda a providenciar).
Claro que um voo de 30h é o uó na classe executiva – que dirá na econômica, onde viajei!! Mas mesmo assim não posso reclamar. A comida não ganhou da da Turkish, mas não chega a ser uma United da vida. Também tem uma imensidão de filmes, séries e joguinhos disponíveis, além de wifi!! 10MB de graça ou 500MB por USD 1! Justo, justíssimo!
O aeroporto DXB realmente é show de bola. Enooooooooorme, super moderno e bonito. Todas as lojas funcionam 24h – e o duty free vende leite em pó! Sacões bem grandes de Ninho (que, lá, chama-se Nido)! Hahahaha!
Também tem hotel e um fitness center, para ajudar a passar o tempo. AED 90 para relaxar na piscina (é pequenininho, uns 7x5m), pegar uma sauninha e tomar um banho relaxante; AED 45 para só tomar um banho. Super recomendo, é renovador.
Para conexões acima de 4h, a Emirates emite um voucher de USD 15 por passageiro, para refeições no aeroporto. Infelizmente, ele só pode ser usado em alguns lugares e em combos prontos. Mesmo assim, super obrigada, tia Emirates! No Le Pain Quotidien, dava direito a uma garrafinha de água, um sanduíche e um scone (que estava superbom!).

Em Pequim, ficamos hospedados no Jingtailong International Hotel. O hotel é bem daqueles grandões, decadentes, com ar condicionado que seca até a mucosa do estômago. A pressão do chuveiro era de chorar, e a limpeza também deixou a desejar (como eram duas camas, o HK arrastou uma delas – o carpete embaixo da cama estava imundo – e assim permaneceu durante todos os dias da nossa estadia...). De pontos positivos: a cama era ok, o quarto era bem grande e eles davam garrafinha de água todos os dias. A tv tinha vários canais, dos quais 99% eram da CCTV, a emissora estatal. Capitalistas, pero no mucho!
Minha sugestão é ficar em algum hotel na região da Cidade Proibida (‘First Ring’), perto de alguma estação de metrô que dê acesso a duas linhas.

Dia 0 –
Chegamos a Pequim por volta das 16h. O aeroporto é bem moderno e bonito, também. Os agentes da imigração pediram mandaram que nos reportássemos à Quarentena (por causa do zika), onde fomos orientados a usar camisinha caso tivéssemos relações sexuais com chineses. Ok, combinado! :/

Pegamos o metrô para o Centro – primeiro a linha do Airport Express, depois o metrô propriamente dito.
*O metrô de Pequim não é lá muito prático porque respeita os ‘Aneis’ da cidade, sem muitas radiais; então, para ir para uma estação a uns 800m em linha reta do nosso hotel, precisávamos fazer nada menos do que 2 baldeações! Por isso, commuting em Pequim é relativamente demorado. Por outro lado, ele é absurdamente barato (a tarifa depende da km andada), facílimo de usar, com a malha super ampla e é bem moderno e novo, sempre com caracteres romanos e placas em inglês.
*Há um ‘bilhete único’ pequinês chamado ‘Smart Card’, que pode ser usado nos meios de transporte, parques, restaurantes e outros lugares. Dá um certo desconto nos ônibus, mas, como só andamos de metrô, preferimos comprar individualmente todos nossos bilhetes. Apesar da cidade ser bastante cheia, sempre tinha maquininha automática livre, com instruções em inglês, bem fácil de usar.
*Tem raio X em TODA entrada de metrô. É uma coisa meio freak, mas é muito rápido (não é minucioso como em aeroporto), nunca ficamos em fila.
*O metrô fecha às 23h - super cedo! Pequim é uma cidade de hábitos diurnos...
*O táxi também é bem barato e sempre usam o taxímetro. Uma única vez, perto de Wangfujing, tentaram ser espertinhos com a gente, querendo cobrar CNY 100 para uma corrida super curta, mas é só sair andando e deixar pra lá. A nossa corrida mais longa foi do 798 Art District até o Hotel - foram 21km por RMB 70 (menos de BRL 40)! Já a corrida até o aeroporto, às 4h30 da manhã, saiu RMB 230 (BRL 125) - não barato, mas ok...
Metrô de Pequim - limpo e moderno!
Como demoramos muito tempo entre filas, malas, metrô etc., acabamos não fazendo nada no dia em que chegamos. Comemos num Mr. Lee da vida e foi isso.
Fast food chinês!
Dia 1 - Yuyuantan Park, Summer Palace & Wangfujing Snack Street
Praticamente todos os nossos dias de Pequim, tomamos café da manhã em um buraquinho do lado do nosso hotel que abria muito, muito cedo (às 6h30, eles já estavam a todo vapor, literalmente!). Não faço a mínima ideia do nome das coisas que comi, mas era tudo gostosinho e, apesar de viv’alma falar inglês, todos se esforçavam para nos servir bem. Umas gracinhas!
Sopa de canjiquinha (??) e wonton soup
Panquequinha com ovo, nirá e spam (??)
Buns vegetarianos
Como era segunda-feira (quando a Cidade Proibida fecha), fomos ao Parque Yuyuantan. O parque não tem nada de mais e, se fosse em qualquer outra época do ano, eu não o visitaria, mas ele é famoso pelas cerejeiras – e elas estavam em full blossom na semana em que chegamos a Pequim!
São lindas! Não parava de tirar fotos! Elas estão para a Ásia assim como a Torre Eiffel está para Paris – durante a viagem inteira, eu não podia ver uma florzinha sequer que já botava a câmera em punho!


A ideia, então, era pegar um barco para o Palácio de Verão, mas não encontrei a doca do barco e as moças do posto de informações turísticas não falavam inglês... então, acabamos indo de metrô mesmo.
*na China, tivemos bastante dificuldade para encontrar pessoas que falassem inglês. Com raras exceções, nos restaurantes e lugares turísticos, todos falavam o mínimo para exercer suas funções – e olhe lá! Mesmo no hotel, não entendia direito o pessoal...

Quando chegamos ao Summer Palace, já passava das 10h30. Este horário é perigoso porque as excursões de turistas chineses INVADEM os lugares a partir das 10h (chegue cedo nas atrações de Pequim! #ficaadica). Nossa... era tanta gente, e o lugar é tão grande, que demorou um bom tempo para digerir aquele monte de informação!
O Summer Palace é, na verdade, um enorme parque com vários palácios (e outras atrações), onde o Imperador passava... adivinha?! Os verões! Dá para ficar um dia inteiro, de tanta coisa que tem para ver. Minha sugestão é que você dedique algum tempo, antes da viagem, para decidir o quê exatamente quer visitar, ou vai acabar meio perdido – que nem eu. Acabei perdendo alguns palácios importantes e ainda estou em dúvida quanto aos nomes dos lugares que realmente visitei (...), mas recomendo fortemente a Suzhou Market Street (bem na entrada, you can’t miss it! É o lugar onde realmente ficava o comércio na época do império! Ainda hoje, eles mantém muitas lojinhas de souvenir... muitas coisas bonitinhas!) e os jardins (tem várias partes de jardim e, para ajudar, eu não sei a parte específica a que me refiro, mas foram os jardins mais agradáveis da viagem).
Lindos jardins!
Suzhou Market Street
Alugamos o audioguide, mas achei meio vagabundo. Não achei as informações muito boas, e a ativação do áudio por GPS era meio confusa. Preferia que fosse manual, para repetir caso quisesse ouvir novamente. O melhor, na verdade, teria sido contratar um guia... (mas teria que contratar antecipadamente, via uma agência)

Como HK estava gripando desde a noite anterior, ficamos ‘só’ umas 4h lá e fomos para o hotel descansar. O fuso, obviamente, não ajuda... 11h para frente do horário brasileiro...!
Neste dia, almoçamos no hutong perto do hotel, num restaurante muito charmosinho. O almoço estava bom, mas sem grandes destaques.


*Hutongs são muito típicos de Pequim, não sei se há em outras cidades chinesas – ou em quaisquer outras do mundo. São ruelas todas emaranhadas, cheias de casinhas bem singelas, grudadas umas nas outras. Na época do império, era onde as pessoas ‘comuns’ moravam para servir ao palácio (eles sempre ficam perto de palácios). Li uma definição de ‘favelas’, mas não diria que são favelas no conceito brasileiro da palavra. Por exemplo, Reginald Johnston, professor de inglês do último imperador chinês, morava em um hutong – e ele era uma pessoa influente e não-pobre. Atualmente, os hutongs estão ‘na moda’, tem vários restaurantes e lojinhas descolados e vários estão sendo restaurados.

À noite, fomos a Wangfujing Snack Street, onde há aqueles espetinhos de escorpião, aranha e por aí vai. Sério... eu tinha ido resoluta a comer alguma dessas nojentices!! Mas, lá, cara a cara com o bicho, brochei! Hahahaha! #shameonme
Bom, seja como for, este é um lugar tem-que-ir! Além dos espetinhos à la Família Adams, há muitas barraquinhas de snacks ‘normais’, como tempurá de camarão, pork buns etc.
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A entrada da Wagfujing Snack Street fica na Wangfujing Street, que é um calçadão bem largo, cheio de lojas e shoppings. Os shoppings só tem lojas caras, de marca! Impressionante! E é também onde ficam muitos restaurantes bons.
Jantamos em um deles neste dia, no Din Tai Fung, que vai entrar no meu futuro post sobre restaurantes de Pequim. #staytuned

Dia 2 – Praça da Paz Celestial, Cidade Proibida, hutong, Estádios Olímpicos
Acordamos cedo e fomos a pé, pela Qianmen Street, para a Cidade Proibida. A Qianmen é um calçadão bem agradável, cheio de lojinhas turísticas (de chá, por exemplo). Não entrei em nenhuma e me arrependo.

A Praça da Paz Celestial, ou Tiananmen Square, palco de 9 entre 10 eventos políticos mais importantes da História da China, tem 880x500m de área! Está entre as 10 maiores praças de cidade do mundo e resume muito bem o que achei de Pequim: imponente, enorme, opressora. Ela é tão grande que, apesar de ter passado por toda ela, não sei exatamente onde começa... e só sei onde termina porque é nada mais, nada menos que na Cidade Proibida.
*um dos monumentos que ficam na Praça é o Mausoléu de Mao Tsé Tung, mas não fomos visitar. Acho que a gente vai aprendendo na vida o que gosta e o que não gosta de visitar - e mausoléu está na minha lista "passo".

Chegamos à Cidade Proibida cedo, mas não o suficiente para fugir das hordas de turistas chineses (óbvio). "Sozinho" é uma palavra que não deve existir em chinês!
Eu ADOREI este passeio!! É um dos palácios imperiais mais bacanas que já visitei na vida (incluindo Alhambra, Topkaki e até Versalhes). Foi onde o(s) Imperador(es), família e corte moraram durante as dinastias Ming e Qing, por mais de 500 anos, até 1924. O clássico "O Último Imperador", filmado lá mesmo, é uma ótima introdução à visita.
Os halls principais (no eixo central da Cidade) são interessantes, mas tão cheios de gente que acabam cansativos. Bem melhor é visitar as casas que ficam a leste e a oeste, onde as pessoas, de fato, viviam suas vidas. Quase dá para ter um momento "seu" nos labirintos dessas alas. Outro lugar lindo (mas tão cheio quanto o eixo principal) é o jardim! Não é verde como os europeus, mas é cheio de pavilhões super bonitos e árvores ultra retorcidas que parecem saídas de um conto!



É outro lugar onde dá para passar um dia inteiro, mas ficamos umas 2h30 (HK continuava mal da gripe).
O audioguide, ao contrário do do Summer Palace, é muito bom e traz informações bem interessantes. Recomendo! (se não rolar contratar um guia particular)
*a ideia era, então, subir o monte do Parque Jingshan, construído somente de terra retirada da Cidade Proibida para escavação de um fosso!!! Dizem que, do seu topo, tira-se a melhor foto possível da cidade imperial, mas o dia precisa estar claro - e isso é bem difícil na massa de poluição daquela cidade...!
*A poluição de ar em Pequim é coisa gravíssima. Abril nem é a época mais crítica (é Dezembro) mas mesmo assim podíamos sentir o ar pesado e ver a camada grossa de partículas ao nosso redor (a visibilidade baixíssima chega a fechar aeroportos!). HK, que já tem rinite das brabas, teve de usar máscara (blending in com a população local) durante todos os nossos dias por lá.

Saindo pela traseira da Cidade, pegamos um riquixá (completamente) maluco até a Drum Tower, andamos pelo hutong (com cafés e lojinhas legais - e caros) e almoçamos o Palms L.A. Kitchen (um fusion de mexicano com coreano! bem bom que também estará no post de restaurantes).
*o preço do riquixá deve ser combinado com o "motorista" antes da corrida. Não me lembro mais quanto paguei, mas achei tão barato que fiquei constrangida de pechinchar muito (para você ter uma noção).
*a corrida foi de uns... 800m, mas pareceu uma maratona! O "motorista" era com-ple-ta-men-te maluco! Fechava geral, cortava todo o mundo... eu não conseguia conter minha cara de susto e uns gritinhos de surpresa, e ele gargalhava e falava, afinando a voz, "Oh my God!!"! Hahahahaha!!
*pelo número de riquixás oferecidos, acredito que o hutong que fica ao sul da Drum Tower deva ser mais legal e bonitinho que o que visitamos. Uma pena...

Aproveitando que estávamos ao norte da cidade, fomos conhecer os estádios olímpicos, Water CubeBird's Nest, construídos para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 - e futuros palcos das Olimpíadas de Inverno de 2022 (o Water Cube terá curling!!!). Ambos estão abertos para visitação e são acesos à noite!
Não é um passeio "obrigatório", mas gostei.

Sim, tudo isso é poluição!!!
À noite, jantamos hot pot no Hai Di Lao, em outro shopping de Wangfujing. Também constará no meu futuro post!

Dia 3 – Muralha da China
Este foi o dia da Muralha da China! Mas vou escrever um post especial... simplesmente porque ela merece.

Dia 4 – Temple of Heaven, Reingwood Centre, CCTV, 798 Art District
No nosso último dia de Pequim, fomos conhecer o Temple of Heaven (que também é um parque bem grande, cheio de outras atrações dentro!).
Os templos-parques de Pequim são super bem aproveitados pela população - tem sempre uma galera dançando, praticando tai chi, jogando badminton (eles são craques!!)... dá gosto de ver. Este, em especial, é super bem cuidado e incrivelmente não-lotado de gente.
Lá, só visitamos o Hall of Prayer for Good Harvests, o prédio mais famoso do Templo. Como nos demais Halls que visitamos nos Templos-parques chineses, não dá para entrar neste.

*para este, também vale a pena gastar uns minutinhos antes da viagem para decidir exatamente o quê visitar. Ele não chega a ser enorme como o Summer Palace, mas cada ponto de interesse tem um preço, e o ingresso combinado (comprado na entrada) sai muito mais em conta se você for visitar mais do que uma "atração".
*literalmente ao lado deste Templo fica o Hongqiao Pearl Market, onde várias lojinhas vendem tudo quanto é coisa feita de pérolas. Pérolas são teoricamente baratas na China, mas, depois de ter meus dois colares de pérola roubados em janeiro, eu não quis nem visitá-lo.

Saindo de lá, queria muito ver a exposição Silk Road, do fotógrafo da NatGeo Michael Yamashita (a quem sigo no Instagram) - fomos ao Reignwood Centre, que, pelo que entendi, é um Centro Cultural ultra-mega-blaster chic de um megaconglomerado empresarial chamado Reignwood.
A experiência foi bizarra: chegamos e fomos falar com quem parecia ser um recepcionista, perguntamos sobre a exposição e ele, em inglês sofrível (mímica, na verdade), disse-nos que havia terminado. Pena, fazer o quê... vamos procurar um banheiro que estou apertada e vamos embora. Procurando o banheiro, entretanto... eis que dou de cara com o quê??? Com a exposição itself!!!! Comecei a ver as fotos com calma, lendo as legendas etc. quando, ao meu lado, surge o ex-monossilábico recepcionista, falando um inglês impecável e me falando que a exposição não estava aberta naquele momento, que eu deveria voltar à tarde! Ahn?!
Pelo menos, o banheiro não era squat!

Andamos pela região, cheia de prédios bem modernos e bonitos, passando pelo fantástico prédio da CCTV (a emissora estatal de TV), até chegar ao Duck de Chine, onde comemos (não poderia sair de lá sem isso) Pato de Pequim!


Então, pegamos um táxi para o 798 Art District - um bairro onde ficavam fábricas que foram desativadas, ficaram abandonadas e, a partir de 2002, foi revitalizado com cafezinhos, galerias de arte e lojinhas bacanas. Tem umas esculturas tão curiosas que me distraí e caí com tudo no chão!! Rasguei minha calça jeans, ralei meu joelho e por pouco que não quebro a câmera top Nikon da minha mãe!! Ai, se ela me ouve lê...
É a Vila Madalena de Pequim e super recomendo a visita! É um lado cool de Pequim que não se vê em nenhum outro lugar na cidade!

Neste dia, aceitamos a sugestão do TripAdvisor e fomos jantar no Black Sesame Kitchen.

E assim acabaram nossos dias em Pequim!!

Comentários importantes (e outros nem tanto):
- O câmbio do aeroporto, já tinha lido que era o melhor em Pequim (curiosamente). De fato, o câmbio que fechamos no Agricultural Bank of China foi campeão (era praticamente a taxa do dia!). Logo depois da saída do desembarque. Super-ultra-recomendo!
- Ainda falando em dinheiro, meu orçamento era USD 80 por pessoa, por dia, para passeios, transportes e refeições (ou seja, tirando hotel) - foi o suficiente para todos os nossos gastos, incl. hike da Muralha e jantar ultracaro no Black Sesame Kitchen.
- Na China, esqueça Facebook, Instagram e Google – nenhuma dessas ferramentas funciona. Deve ter um ‘submundo’ da internet, mas acho que não vale a pena o esforço para quem vai ficar 4d...
- Sendo a primeira cidade da viagem, foi onde sentimos o jetlag em sua potência total... Foi minha primeira viagem à Ásia e não sabia como meu corpo reagiria... Não senti sono absurdo durante o dia e ia dormir às 23h, 23h30, mas acordava às 4-4h30 e não conseguia mais dormir! Foi bem estranho. O que fizemos foi não dormir na segunda perna (Dubai-Pequim) - acho que ajudou, mas não tem como sair totalmente ileso...
- O trânsito é enlouquecedor! As ciclofaixas são usadas por bikes (sempre elétricas) e por motos (também sempre elétricas) indiscriminadamente, que atravessam no vermelho e são igualmente cortadas por carros passando no vermelho... Não sei como eles não tem mais acidentes de trânsito.
- Sim, é verdade que eles cospem (e outras coisas muito, muito piores) o TEMPO TODO... mas eles são profissas: fique tranquilo que você não levará uma cusparada.
- O site Travel China Guide (que na verdade é um agente de viagens) é uma ótima fonte de informações e dicas.
- Mulheres, preparem-se: a maioria dos banheiros disponíveis em Pequim ainda são squat - aqueles em que o vaso sanitário é um buraco no chão (como os turcos). Depois de um tempo, você se acostuma... e vou te falar que é um mega exercício para as coxas!
- Brasileiro precisa de visto para a China continental. É facinho de tirar, basta seguir as instruções no site do consulado e pagar uma taxa de R$160 (para uma entrada, por pessoa). Nem precisa estar presente pessoalmente, mas o consulado chinês em SP trabalha na maioria dos feriados brasileiros! O chatinho é que, após concedido, você tem 3 meses para entrar na China - ou perde seu visto.

Fotos: @auotindulgente, @fernanda.i e @heliokwon