sábado, 31 de dezembro de 2011


2011 está chegando ao fim. Foi um ano longo para mim... de felizes para sempre, de viagem dos sonhos, de tropeços profissionais (mas acredito que God works in misterious ways e, agora, ficará tudo bem), de muito trabalho, de algumas novas amizades, de muito planejamento e muito dinheiro esvaindo-se em material de construção e móveis (mas é para ser gasto que dinheiro serve)... De não muitos posts, eu admito.

2012 vai ter muito trabalho também... e nenhumas férias... mas irei provar para mim mesma que, ainda assim, pode ser bom. Bom, não: ÓTIMO!

Que 2012 seja como Paris para nós: que o ano que vem acabe com gostinho de “quero mais”, com a sensação de que foi o melhor ano da sua vida até agora.
Feliz 2012!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Firenze

Só tenho coisas boas para falar de Firenze...
...
Muito parcial?
Ok - uma coisa (bem) ruim: a cidade fica num vale e, por isso, é mais quente relativamente e quase sem vento.

Tá bom de coisa ruim?
Não?
Ok - outra coisa (bem) ruim: a cidade é cheia, mas lotadaça mesmo de turista. É turista saindo pelo ladrão!! Do tipo que irrita, sabe... é como se fosse aquela praça na frente da Sagrada Família, mas é a cidade inteira. Um horror.

Não está satisfeito de coisa ruim?
Hmmm...
Bom, sinto muito. É só isso mesmo.
Tirando essas duas coisas, Florença (e a Toscana inteira) é LINDA e inspiradora.

Ande bastante pela cidade. O Centro Histórico é pequenininho e dá para conhecer tudo em um dia. Comece pelo Duomo, que é a igreja mais bonita que já vi na vida; daí, vá andando pela Via dei Calzaiuoli até o museu a céu aberto da Piazza della Signoria, passando pela Piazza della Repubblica (e torça para estar rolando uma vendita diretta com os produtores rurais da região) e pelo Mercato del Porcellino, aonde você encontra lindos e retrôs artigos de couro. Logo depois da Piazza della Signoria, você encontra a Galleria degli Uffizi (a obra mais visitada é "O Nascimento de Vênus") e, em seguida, a Ponte Vecchio, aonde você pode comprar uma jóia, se estiver com um budget folgado. Seguindo adiante, passando por umas escadarias cruéis (estava calor praburro), você encontra a Piazzale Michelangelo, com a mais bela vista da cidade e o pôr do sol mais disputado!
Para o outro lado do Duomo, há a Galleria dell'Accademia, para a qual você deve reservar as entradas antecipadamente (assim como para a Uffizi) para ver David de Michelangelo (além de outras obras menos famosas, mas lindas), sem se estressar com as filas quilométricas. 
Pronto, é isso. Acabou o centro histórico de Florença!
Mas você não quer ficar só no lerê, né? (tô viciada em VNV) Fique mais uns dias para andar com calma pela cidade e aproveitar o clima toscano e todos os produtos frescos, saborosíssimos e que você até pode encontrar em SP, mas custando o quádruplo!!!

- O Mercato Centrale (perto da Accademia) é uma opção para fazer um piquenique. Vende embutidos, pães e doces, frutas e verduras frescas, azeite... Com EUR 8,21, fizemos a festa com pão, figos frescos, taleggio, salame e prosciutto! Hmmm... babo só de lembrar.
- Aproveite que aqui é mais quente que as outras cidades italianas para tomar muitos e muitos gelati. Além das cadeias Grom (do lado do Duomo e sempre com filas) e RivaReno, há também a (o??) Vestri, que, na verdade, é uma chocolateria e, não coincidentemente, todos os gelati são com chocolate. Coni piccoli @ EUR 2,00 cada (mais barato que em Milão).

- Outro lugar simpático para fazer uma boquinha entre um passeio e outro é o 'ino, do ladinho da Galleria degli Uffizi. Bons sanduíches com ingredientes gourmet, como azeite trufado, acompanhados de vinho! Dois sanduíches + 1 taça de vinho + 1 água @ EUR 17,50.
- Se você quer mais sustância no jantar, pode tentar um dos pratos mais típicos da região, a bistecca alla fiorentina - uma "chuletona" que vem mugindo à mesa, de tão mal passada.
A nossa, comemos na Trattoria Angiolino, na região de Oltrarno. Talvez haja melhores... difícil dizer... mas a nossa estava comparável aos bons argentinos de SP (e isso é um grande elogio, porque considero a nossa carne das melhores). Preço superjusto - 500g de carne, salada e batatas coradas por EUR 47,50 o casal (com uma taça de vinho e uma birra).
Você também pode tentar provar a do Yellow Bar, com localização mais central. Minha opinião não está formada (comi um espaguete à carbonara bom), mas o grupo de japoneses que estava na mesa ao lado sacou a câmera para tirar foto da bistecca deles, de tão apetitosa que parecia! (ok, não conta muito porque eles nunca devem ter visto tanta carne junta no mesmo prato)
O Yellow Bar é uma boa opção para qualquer tipo de prato, na verdade. Ambiente descontraído e frequentado por nativos (sim, eles existem!), o serviço é bom e os preços são decentes (2 massas e 2 cervejas @ EUR 27,55).
- Minha dica-mór, entretanto, é a Trattoria San Lorenzo. Eu sempre fico ressabiada com restaurantes em regiões muito turísticas... sempre acho que são meros pega-turistas... mas este caso é uma grande exceção - há uns 100m do Duomo, a comida é excelente, o serviço é muito simpático e assertivo (o Ali, "nosso" garçom, escolheu - e acertou - todos os pratos que comemos) e os preços estão dentro do "budget do turista independente"!
Sinceramente, não me lembro o nome dos pratos que comemos, mas estavam todos deliciosos, com destaque para um conchiglione de mussarela de búfala e pera com molho trufado, que estava de comer deitado (ajoelhado, não é suficiente!).
Para terem uma noção de como virei fã - eu nunca repito restaurantes em viagens, mas quebrei a tradição e fui duas noites lá!! Na primeira, a conta deu EUR 43,50 (2 primi piatti, 1 secondo e bebidas não alcoólicas); na segunda, EUR 37,50 (1 primo, 1 secondo e bebidas).

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

Serviço de utilidade pública:
Mercato Centrale: Piazza San Lorenzo
Grom: esquina da Via del Campanile com a Via delle Oche - tel. +39 055 216158
RivaReno: Via Borgo degle Albizi, 46r - tel. +39 055 118039
Vestri: Via Borgo degli Albizi, 11r - tel. +39 055 2340374 (sim, RivaReno e Vestri ficam na mesma rua - andar entre uma gelateria e outra é exatamente o tempo que te leva para tomar um cono piccolo!)
Trattoria Angiolino: Via Trento, 739 - tel. +39 055 8739438
'ino: Via dei Georgofili 3r-7r - tel. +39 055 219208 (fica pertinho da Galleria degli Uffizi e pode ser uma boa idéia comer um bocadinho lá depois de andar pelos corredores do museu)
Yellow Bar: Via del Proconsolo, 39r - tel. +39 055 211766
Trattoria San Lorenzo - Via Borgo San Lorenzo, 53r - tel. +39 055 2670414

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!

Queridos leitores,

FELIZ NATAL!
Que o Peru esteja delicioso na sua ceia e que você o reparta com as pessoas mais importantes (ou algumas delas) da sua vida.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uo Katsu

O Uo Katsu veio recomendado por várias fontes... todos diziam a mesma coisa: pouca frescura no atendimento, sushis fresquíssimos e preços justos. Fomos lá conferir!


Pouca frescura no atendimento - check! Mesas grandes e comunitárias, cadeiras pouco ergonômicas, cardápios plastificados. Atendimento simpático, rápido e eficiente, mas sem frescura. Chegou, explicou, tirou pedido e pronto!
Sushis fresquíssimos - check! O Uo Katsu era uma peixaria antes de se converter totalmente em sushi bar. Mantiveram a tradição de ingredientes fresquíssimos! De entrada, aceitamos o missoshirusunomono (pepininho agridoce) e gohan (arroz).
Depois, começou o banquete:
- sashimi de maguro (atum), marlin (bem parecido com atum - carne firme, escura e com gosto bem discreto) e carapau (parecido com sashimi de tilápia - ou saint peter, se você preferir este nome...) - servidos em porção de 100g - cerca de 10 fatias;

- 1 dúzia de ostras frescas, com limão e sal;
- 3 sushis de arenque e 1 de salmão skin;

- salmão grelhado no missô;
- meca grelhado (peixe bem branco, com carne firme);
- 1 porção de perninhas de lula grelhadas;

- 1 temaki califórnia;
- 1/2 porção (6 unidades) de sushi de maguro com ovas de arenque.


E chega!!!
(calma, estávamos em 4 pessoas)

O que posso dizer da comida?? Ingredientes muito frescos, boa variedade de peixes e estilos de sushi, sushigohan com bom tempero (o arroz do sushi - às vezes, parece que o restaurante só moldou o gohan. Não é o caso daqui!)... tudo o que se pode esperar de um japonês realmente bom!!

Preços justos - cheeeeeeeeeeck!!!!!!!
Depois de comer tudo isso, a conta saiu R$ 42 por pessoa!! É ou não é justíssimo???

Se tenho alguma reclamação do lugar??
Tenho!
Só funciona na hora do almoço... e não abre aos domingos... Pena!

Voltarei: certamente!!
Para ir: com grupos pequenos, cedo (às 13h, já está com filas grandes aos sábados), sem frescuras
Tipo: japonês fresco e do original!

Fotos: Patrícia I.

Serviço de utilidade pública: Rua Manoel da Nóbrega, 1.180, Paraíso - tel. 3051-5855

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Promoção e pramocinha


Hoje, fiquei sabendo de um site superbacana para frequentadores pobres de restaurantes caros, como moi – o Gourmeo. Após cadastro facinho no site, você reserva mesa em um dos restaurantes parceiros (e tem lugares bons, como Dui, Espírito Santo, Tordesilhas etc.) por R$ 10 e ganha 30% de desconto na sua conta.
Considerando uma conta de R$ 200 (que não é nada demais para um destes restaurantes), por exemplo, você economiza R$ 50! Bom, n’est pas??

Ainda não usei nenhuma vez, mas achei bem interessante.
Se alguém descobrir alguma pegadinha do malandro, por favor, grite.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Italy

Fui ao Italy atrás de 4 coisas: couvert grátis, água de torneira, massas recheadas na hora e preços justos. Não foi bem isso que encontrei... mas não deixou de ser uma boa experiência!!!
Vamos aos fatos...

Chegamos às 20h (fizemos reserva, o que é muito recomendável, porque as filas são estratosféricas) e fomos acomodados no andar de cima (para grupos maiores, há uma mesa redonda para 8 pessoas muito agradável).
Serviço educado, mas não muito atencioso. A carta de vinhos não foi entregue, o carrinho de antipasto só vem se você requisita (o que é um erro de marketing, porque as pessoas comem com os olhos) e, em vários momentos, fomos esquecidos e tínhamos que ficar fazendo OLA para sermos atendidos.
O couvert, que não é mais de graça (R$ 4,90 por pessoa), foi servido. Bom, mas não memorável.
O carrinho de antipasto, que, como já escrevi, só vem se requisitado, é servido em porções definidas - e grandes (você escolhe entre "conservas" ou "conservas e embutidos" ou "conservas, embutidos e queijos italianos", um preço para cada "classe" de antipasto). Porque as porções eram dantescas para 2 pessoas, acabamos não pedindo nada (muito mais esperto é o pessoal do Pasquale, que serve por peso e amplia sua gama de possíveis comensais). A cara estava de babar, de qualquer forma.

De prato principal, pedimos raviolone com ricota de búfala e gema de ovo com molho trufado e lasanha à bolonhesa ("autêntica", de acordo com o cardápio). A lasanha estava muito boa - ótimo tamanho de porção e nada daquelas versões montadas, ressecadas e duras - você corta e ela desmaaaaancha!!!
O raviolone estava daqueles pratos que me fazem ir em restaurantes - DELICIOSO, diferente e eu nunca conseguiria/ pensaria em fazer em casa (ou, no caso, minha mãe, que tem muito mais destreza na cozinha que moi). A gema do ovo vem mole, em cima de cada raviolone e, quando você o corta, a gema se mistura com o molho trufado... uma loucura!! Hahaha!
Mas olha o tamanho da porção, minha gente... isso não é prato principal... isso mais parece uma entradinha!
No final, fiquei feliz de ter aceito o couvert, porque mandei ver no pãozinho com molho e gema. Só assim para não sair de lá direto para o Mc...!
Depois, claro que pedi uma sobremesa "para complementar"! Hahaha! Que esfomeada!
Fui de merengata de pistache. Acho que, neste caso, uma imagem vale mais do que mil palavras:

Minha massa custou R$ 38 (nossa... pensar que paguei mais de R$ 12 por cada pastelzinho!), a lasanha do HK foi R$ 36, sobremesa por R$ 16. Conta com água (mineral e cobrada, sim, senhor) e refrigerante = R$ 120,10, já com serviço, para o casal.
Justo, se considerar a qualidade da comida, a região (Jardins) e os preços praticados nos restaurantes similares em São Paulo. Nada justo, se considerar que eles aumentaram os preços dos pratos em menos de 4 meses da abertura da casa!

Voltarei: provavelmente, ainda há vários pratos que me chamaram a atenção
Para ir: com reserva feita
Tipo: italiano!

Fotos: Fernanda I. Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Rua Oscar Freire, 450, Jardins - tel. 3167-7489/ 3168-0833

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sem novidades

Outro dia, estava morrendo de vontade de comer porcaria. A vontade era tanta, veja só, que eu sugeri ao HK irmos ao McDonald's. Ele não quis ser tão trash assim (...) e acabamos no News Lanchonete.
Ele pediu um cheeseburguer com maionese a parte e coca. Eu fui de hambúrguer de calabresa com vinagrete e maionese a parte e suco de morango com leite.
Gostoso.
Esses lanches são meio que commodity. São gostosos, mas são todos muito parecidos... News, Achapa, Ypê... qual é a diferença? Difícil dizer... mas é uma delícia, não? Adoro!!!

A conta ficou R$ 22,22 por pessoa, já com o serviço.
(continuo com vontade de comer Mc)

Voltarei: possivelmente
Para ir: com família - lá, o ambiente é super família!!
Tipo: JUNKIE total

Foto: Fernanda I.

Serviço de utilidade pública: Rua Joinville, 377, Paraíso - tel. 3884-2138 (fica pertinho da Quinta dos Pães - aproveite para comprar uma cuca para o café da manhã do dia seguinte)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Esquecidos

Eu nem acredito que ainda não escrevi sobre o Aska ou sobre o Lamen Kazu... Eu AMO esses lugares! Por mim, comeria uma vez por semana lá!
Mas é sempre assim... sempre que um lugar é muito comum para a gente, acabamos "taking it for granted". Nunca escrevi, por exemplo, sobre o ótimo Seo Gomes, botequinho na Vila Olímpia que tem fantásticos petiscos (não deixe de comer o escondidinho de bacalhau coberto com couve bem fininha, ou a polenta, que, além de tudo, tem ótima apresentação), ou sobre o galetinho aqui da frente de casa, cujo até o nome eu desconheço! Um horror da minha parte... um desserviço... porque esses lugares valem muito a visita.

Voltando ao Aska...
O Aska serve lamen. Lamen, sim; miojão, nunca! Lá, eles fazem a própria massa e servem da forma japonesa, com carne de porco, alga, verduras, completinho! É super comfort food, perfeito para aqueles dias mais friozinhos em que você precisa se sentir abraçado.
Há várias versões de lamen, como com caldo preparado com missô (a pasta de soja fermentada), com shoyu ou simples (shio = sal). Você também pode pedir com mais carne de porco (chasu), ou com mais yassai (verdura), por exemplo. Por último, você pode escolher no tamanho normal, mini (R$ 1,00 mais barato) ou grande (R$ 1,00 mais caro).
Também não saia de lá sem provar o guioza (aqueles pasteizinhos enrugados cozidos e fritos), o mais gostoso que já comi - massa bem fininha e ótimo recheio!

Mas coma tudo bem rápido, ou é capaz que os garçons te despejem! O Aska não é um lugar para ficar conversando horas e horas. É para ir, ficar 30 minutinhos na fila, sentar, pedir, comer, pagar a conta e sair. A conta, aliás, sempre vem antes de pedirmos... Até nisso eles são bem japoneses.

O shio chasu men sai R$ 14. Porção de 6 guioza sai R$ 9. Conta com refris saiu R$ 20,50 por pessoa. Super justo!

Voltarei: sempre
Para ir: em dias mais friozinhos
Tipo: comfort food japonês

Foto: Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade - tel. 3277-9682

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Essa é de verdade

Tem um monte de comida que tem um nome que remete a um país, mas que não tem nada a ver com o país em questão, né? Tipo pão francês... (eu tinha outros exemplos, mas esqueci. Hahaha!)
Este aqui não é um caso. A "french onion soup" (ou soupe a l'oignon ou sopa de cebola gratinada) é francesa DE VERDADE! Vá em qualquer bistrot em Paris e você encontrará este prato no cardápio!
Acredito que haja várias variações da receita, porque já tomei umas bem diferentes de outras, mas, sempre, o caldo é escuro (porque a cebola é bem refogada) e há torrada e queijo gratinado! Ai, delícia!

A do lado não é de nenhum restaurante - foi o Helio que fez!! Direto do site do Olivier Anquier! E receita aprovada! Já entrou pro caderninho de receitas!

Ingredientes para 4 porções:
- 50g de manteiga
- 1kg de cebolas cortadas em rodelas finas
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 500ml de caldo de frango
- 500ml de molho de frango (a verdade é que usamos caldo só - e pronto, daqueles de potinho da Knorr...)
- sal, pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto
- fatias grossas de pão fresco de casca grossa (usamos pão italiano, que também é genuinamente italiano)
- queijo gruyère ralado grosso

Modo de fazer
- Em uma panela grande, aqueça a manteiga, acrescente as cebolas e deixe dourar em fogo baixo;
- Acrescente a farinha e deixe mais 1 minuto;
- Adicione o caldo, o molho, a noz-moscada, o sal e a pimenta;
- Deixe cozinhar em fogo baixo por aproximadamente 20 minutos;
- Grelhe levemente as fatias de pão (ou toste no forno);
- Quando a sopa estiver pronta, distribua em tigelas refratárias individuais, cubra com uma fatia de pão e salpique com bastante queijo;
- Leve ao forno bem quente apenas para gratinar.

Há alguns restaurantes em SP aonde você pode provar sem ter o trabalho de fazer - o Paris 6 é um deles (mas com péssima relação custo-benefício), além do sempre ótimo Le Jazz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Venezia

Continuando minhas dicas sobre a Itália...

Saímos de Milano para Venezia.
Nosso hotel ficava na própria ilha, mas bem perto da estação de trem, o que é uma mão-na-roda para quem está viajando com bagagem grande/ pesada (você também pode considerar ficar no continente, onde há mais opções de hotéis menos caros e mais modernos).
Considerando a localização (a região próxima da estação de trem nunca é uma região "nobre" - em qualquer cidade do mundo que eu conheça, pelo menos) e o fato de custar EUR 133,24 a diária (que é uma tarifa bem em conta em Veneza), fiquei feliz de não ser a maior espelunca da Terra.
Sim, era bem simples, não tinha elevador, havia barulhos de encanamento durante a noite, café da manhã sem grandes surpresas (pelo menos, sem surpresas desagradáveis, também), mas justo. Recomendo o Stella Alpina!

Passeios que fizemos e recomendo:
- mais do que tudo: perder-se nas ruelas;
- ir ao menos uma vez à Piazza San Marco (confesso que não tive paciência para entrar na Basílica, tamanha era a fila);
- pegar o vaporetto (os barcos transporte-público) para uma ilha mais distante e voltar no entardecer, para ver o sol se pondo sobre a ilha (no nosso caso, fomos a Lido, para a Mostra Internacional de Cinema de Veneza. É supercharmosa, cheia de casarões e com um serviço muito eficiente de aluguel de bikes - e o bom é que realmente para andar, porque não tem aquela horda inesgotável de turista);
- visitar o Mercado de Frutas e Peixes (de manhã, hein! Não adianta chegar às 11h!), comprar morangos (os maiores, mais doces e mais tenros que comi na vida!) e pistaches para comer depois;
- visitar o Teatro La Fenice, a supertradicional casa de ópera de Veneza;
- ver o pôr do sol da Punta della Dogana;
- perder-se nas ruelas novamente.

Passeios que não recomendo:
- não fiz e não quero fazer: andar de gôndola. Além de ser demasiadamente caro (EUR 80), é demasiadamente curto (cerca de 30 min) e ainda precisa pagar extra se quiser cantoria! Não é romântico, não é prático, não é nada, só é tradicional!
- fazer o "secret itinerary tour"pelo Palazzo Ducale (a menos que você seja um grande aficionado por história veneziana, claro). O tour é chato, exaustivamente comprido e ainda não entendi quase uma palavra porque o sotaque da guia era fortíssimo! E vale lembrar que eu ADORO tours guiados normalmente!
- passar tempo demais em alguma atividade que não seja perdendo-se nas ruelas!!!

Fiquei 2 dias (3 noites) em Veneza e achei o tempo bom. Suficiente para fazer tudo o que eu queria, sem me entediar.
Se você é um turista padrão, acho que será o suficiente para você, também!

Agora... a parte importante: a COMIDA!!!!
Primeiro ponto de destaque é o tiramisù, sobremesa típica da cidade! O melhor que comemos foi este aqui:
Montado na hora, em uma casquinha fina de chocolate, dava para sentir os crocantinhos dos biscoitos no meio do creme. Superleve, doce na medida certa, de comer ajoelhado! Maravilhoso!! Esse é do Ristorante Da Mario Alla Fava, pertinho da Ponte Rialto.
O almoço com polenta de entrada (1x), spaghetti com frutos do mar (2x), taça de vinho branco, birra e tiramisù (1x) saiu EUR 88,70 + EUR 8,00 de gorjeta.
(aliás, alguém me explica: quando o restaurante cobra "coperto", a gorjeta já está inclusa ou não??)

Outra boa dica é o restaurante Riviera. Ele é parte de L'Associazione dei Ristoranti della Buona Accoglienza di Venezia, uma associação que reune 16 restaurantes que "brigam" contra a fama de Veneza só ter restaurantes pega-turista. Eles fazem questão de servir comida (muito) boa e ingredientes fresquíssimos.

Para comer todos os milhões de pratos da culinária italiana, resolvemos dividir todos! Pedimos vieiras de entrada (fantásticas), spaghetti negro com salmão defumado de primo (tinha um toque de limão... prato tipo nota 3, ES-TU-PEN-DO!!) e lula a su tinta de secondo (AMO nero di seppia!).
Mesmo dividindo tudo, não conseguimos comer a sobremesa!!
A conta saiu meio pesada... é para uma ocasião especial. EUR 100,00 para duas pessoas, com uma taça de vinho branco e água.

Apesar deste jantar fancy, acho que o que mais gostei foram os simples cichetti, "tapas" italianas servidas em tudo quanto é barzinho, com uma taça de vinho ou uma birra bem gelada ou spritz.
Sugiro dois lugares que encontrei meio que por acaso, ambos pertinho do Mercado de Frutas: o Al Mercá e o Osteria alla ciurma. No primeiro, servem sanduíches em tamanho bisnaguinha. No segundo, rodelas de pão com "coberturas" como sarde in saor (sardinhas em tempero agridoce, típicas de Veneza), mortadela, lula etc. Em ambos, para acompanhar, vinho em taça. De cristal, claro, porque pode ser um báccaro simples, mas italiano que é italiano sabe tratar um vinho com respeito!!!
Esta é uma boa forma de fazer um almoço/ jantar simples e leve gastando pouco! Os sanduichinhos do Al Mercá custavam cerca de EUR 2 cada (2 bastavam para satisfazer uma garota), e a conta do Ciurma saiu EUR 13 (6 chichetti + birra + taça de vinho branco).

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

Serviço de utilidade pública:
"Da Mario"Alla Fava - Calle Stagneri 5242 - tel. +39 041 528-5147
Riviera - Dorsoduro 1473, Zattere (este é um bom lugar para fazer uma caminhada tranquila, um longo calçadão sem tantos turistas) - tel. +39 041 522-7621
Al Mercá - Campo Bella Vienna (Erberia) 213, S. Polo - tel +393468340660 (cel)
Osteria alla Ciurma - Calle della Galeazza 406, S. Polo 0 tel. +39 340 686-3561

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Maracangalha

HK e eu temos uma listinha de restaurantes/ comidinhas que queremos provar à qual recorremos sempre que temos dúvida.
O último nome a ser riscado da listinha foi o Marakuthai, aquele da chef que abriu o primeiro restaurante com 5 anos de idade lá em Ilhabela! Claro que é brincadeira, mas ela era super novinha mesmo quando abriu a "matriz". Nós, infelizmente, fomos na filial de São Paulo, na região dos Jardins (o original deve ser bem mais charmoso, não é?).

Ambiente: ok. Bem estilo brechó chic que faz a cabeça de 75% dos chefs alternets da cidade.

Atendimento: muito bom. Garçons superatenciosos e bastante presentes.
Comida: bem gostosa. A intenção do restaurante é servir comida com influência/ um toque tailandês. Na minha ingênua opinião de comedora (ou seja: não cozinho e não sei os meandros de cada cozinha), isso significa que os pratos levam leite de coco, podem ter coentro e o arroz tem coco ralado! Mas vamos aos detalhes:
De entrada, pedimos o tak tak (porção de 6 bolinhos de cordeiro, com dois molhinhos para acompanhar). Muito gostoso. E ponto.

Depois, fomos de cumbucas thai - HK de filé mignon, eu de avestruz. Acompanhados de arroz jasmim e farofinha, o de filé tinha tempero adocicado, e o de avestruz tinha shimeji. Com muito caldinho, bem comfort food. O meu, "modéstia a parte", estava mais gostoso! Hahaha!
Uma porção, na realidade, é o suficiente para duas pessoas que não comem muito (o que é diferente de comer pouco).
Ainda dividimos uma sobremesa, o Praia Santa Teresa, que parece uma panacotta, bem cremosa. Muito gostosa, fiquei até com vontade de cozinhar!

Em geral, estava supergostoso e a experiência foi bem positiva.
Mas a conta saiu meio salgada: R$ 166,10 (a conta inteira, com uma água tônica e uma taça de vinho @ R$ 22) - e a gente fica com aquela impressão de, se se esforçasse um cadinho só, conseguiria fazer uma comida tão gostosa quanto, em casa.
Mas claro que isso é a opinião de uma comedora...

Voltarei: talvez. Comida thai sempre me dá essa impressão de ser fácil
Para ir: em casal ou com amigas
Tipo: comfort food com toque thai

Fotos: Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Al. Itu, 1.618, Cerqueira Cesar - tel. 3062-7556/ 3061-1015 (bem na esquina com a Rebouças)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Itália

Vocês já sabem que eu adoro viajar. Acho que tanto quanto viajar, gosto de fazer a pesquisinha prévia à viagem... adoro visitar sites e blogs e fazer uma lista completa de todos os lugares que quero visitar e restaurantes em que quero comer! Isso acaba rendendo boas viagens a mim mesma e a vários amigos meus, que se valem das minhas leituras.
Aliás, para quem ainda não conhece o blog DriEverywhere, já passou da hora de conhecer. Um dos blogs favoritos da minha irmã! Tem várias dicas dos trilhões de lugares pelos quais a "Dri" já passou!

Minhas últimas férias foram na Itália. Férias especiais: lua de mel.
Se você acha que foi light e só love por causa disso, está muito enganado, que Fernanda Iqueda não é mulher que tira férias para ficar mofando, não! Batemos MUITA perna por aí e (infelizmente -mas faz parte e eu não reclamo) dormimos em muito hotelzinho duas estrelas!
Pelo menos, algumas boas histórias e muitas boas dicas renderam!

Neste e nos próximos posts, seguem meu roteiro e minhas dicas principais. Só escreverei mais longamente sobre os restaurantes tem-que-ir, porque, se não, isso não vai ter fim (dá para imaginar quanto engordei nessa viagem, né..).
O roteiro principal foi: 1 dia em Milão, 2 dias em Veneza, 3 na Florença + 3 na Toscana, 6 em Roma e 2 em Otranto, antes de voltar para Milão e ter mais 1 dia lá.

Chegamos em Malpensa-Milão à noite, umas 22h. Pegamos o trem (EUR 11 por pessoa - não se esqueça de validar seu tíquete na maquininha amarela antes de descer a rampa para as plataformas) que leva diretamente à estação central (Milano Centrale) e fomos andando até nosso hotel.
A princípio, no dia seguinte, pegaríamos um trem de manhãzinha para Verona, aonde passaríamos o dia. Claro que não deu certo esse negócio de acordar supercedo logo no primeiro dia de viagem, mas a idéia de dormir a primeira noite num hotel pertinho da estação foi boa e eu recomendo, se você for pão-duro como a gente e não quiser pagar táxi!
O hotel foi honesto. Ele quer ser modernoso e futurista, mas continuo achando estranha essa história de banheiro com paredes de vidro. Hahahaha! Deve haver melhores e deve haver mais baratos, mas, o Mediolanum Hotel, @ EUR 89,10 a diária, "é o que temos para hoje".

No nosso primeiro dia em Milão, pegamos o ótimo metrô e fomos direto ao Duomo. LINDO! Visitamos o Duomo por dentro (watch out para os códigos de vestimenta - nada de ombros de fora, nem joelhos à mostra), nada demais, mas a fila não é tão longa e vale a pena.
Andamos pela Galleria Vittorio Emanuele II, um dos mais antigos shopping centers (ou o mais) do mundo! Ainda hoje, um prédio super imponente e cheio de boutiques chiquérrimas (incl. Prada, Louis Vouitton etc.). Não se assuste se vir umas pessoas malucas rodopiando o calcanhar no centro da galeria - a Itália é cheia dessas macumbinhas - diz-se que a pessoa que girar os calcanhares nas partes íntimas do touro que está lá no chão terá muita sorte! Mamma mia!!
Ainda passamos pelo Castello Sforzesco e por algumas ruelas lindas e fofas antes de ficarmos com fome, muita fome!!
Por indicação de uma moça do escritório de turismo, fomos ao Il Resentin. Fomos tradicionais (e turistas) e pedimos cotoletta alla milanese (bife de carne suína... à milanesa!) e risotto milanese (feito com açafrão e bem simples). Basicamente... O MELHOR RISOTTO DAS NOSSAS VIDAS!!!!!!!
Deve ser porque é simples que é tão surpreendente assim! Bem caldoso, super ao dente, sabor incrivelmente epifânico!
Uma pausa:
Tenho que discursar sobre a curiosa história dos milhões de pratos que compõem a mesa italiana. A princípio, uma refeição completa teria antipasto (entrada), primo piatto (normalmente, uma massa), secondo piatto (normalmente, uma carne) com contorno (acompanhamentos, como saladinha ou batatas) e dolci (sobremesa). Tá bom ou tá com fome ainda??
Gente... quem tem estômago para comer tanta coisa assim 2x ao dia (tirando o Adam Richman, claro)???
Pois é.
Eu me sentia mal, no começo da viagem, de não seguir a tradição italiana e sempre parar no primo, ou pular e ir direto para o secondo... mas, depois li num livro ITALIANO que ninguém nos dias atuais consegue comer tanta coisa assim. Então, turista querido, não se angustie com o fato de não ter um estômago colossal e não estrague sua viagem com tantos antiácidos.

Voltando:
A refeição, acompanhada de água Acqua Panna, que tudo na Itália é chic benhê, saiu EUR 16,50 por pessoa. Bem justo.

Se ainda estiver em busca da felicidade, ande alguns metros na mesma calçada e tome o seu primeiro gelatto tem-que-tomar no RivaReno. Por EUR 2,50 o cono piccolo com dois sabores (o preço varia de acordo com a cidade... em Florença, custava apenas EUR 2), dá de dez em 99% das sorveterias paulistanas.
Infelizmente.
E peça o cono (nada de copinho com pazinha, hein!)!!!!
O mango hera era o favorito do HK... eu amava todos. Sem exceção.

Acabamos nosso dia em Milão passeando pelas lojas da Corso Vittorio Emanuele II, que corre ao lado do Duomo - em sua maioria, bem mais modestas que as que fazem fama na Semana de Moda de Milão.
Observar as pessoas, total fashion victims, também é um programão. Nunca vi tanta gente trendy junta na minha vida... os homens estão no limiar do que seria "afetado" aqui no Brasil, as mulheres usam cabelos rosas e ficam lindas! É um desfile ao ar livre. E é muito interessante!

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

Serviço de utilidade pública:
Il Resentin - Via Mercato 24, Milano - tel +39 02 875-923
RivaReno - Via Mercato 20, Milano - tel. +39 02 8909-6631

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Boston... saudades


Em outubro fez um ano desde a minha primeira viagem pros EUA! Quanta saudade!

Tantos momentos deliciosos para relembrar, uma das melhores lembranças foi sem dúvida um jantar que tive no The Cheesecake Factory (o famoso conhecido pelos fãs de The Big Bang Theory).

Quem estiver indo aos EUA, com certeza tem que dar uma paradinha em um dos (quase) 150 restaurantes da rede e provar o tradicional doce/sobremesa estado-unidense e seus pratos MUITO bem servidos.

A princípio (quando não assistia tanto o seriado) achava que era uma espécie de padaria que só servia cheesecakes, estava totalmente enganada! Para efeito de comparação, o padrão do lugar e dos pratos é estilo Outback. Fora o fato do restaurante ser dividido em 3 ambientes: a "padaria" para as pessoas comerem cheesecakes ou levá-los para casa (de onde tirei essas fotos da vitrine com diversos sabores de cheesecakes), o bar e o restaurante em si.

Mesmo indo durante um dia da semana, o lugar estava bem cheio e esperamos por volta de 15 minutos por uma mesa. O atendimento foi ótimo e rápido, difícil foi escolher porque o cardápio era grande.


Não me lembro mais do nome do prato que escolhi, mas foi um com camarões grelhados que estavam MUITO bons (e grandes) além de 2 acompanhamentos, meu namorado pediu um hambúrguer que estava ótimo também e dividimos um Godiva Chocolate Cheesecake, saímos rolando de lá por uns USD 30,00 (mais ou menos) cada (eu tomei água de garrafa "for free" e ele Coca-Cola refil). Achei ótimo o custo-benefício.

Voltarei: com certeza!
Para ir: com fome!
Tipo: Americano

Fotos: Yummiest Photos e do site

Serviço de Utilidade Pública: 300 Boylston Street - Chestnut Hill, MA 02467 - (617) 964-3001 - e outros endereços

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

No rastro do Estadão

Vocês viram o último caderno Paladar do Estadão??
Nossa... quase morri...
A capa era a cuca, aquele bolo-pão de origem alemã com recheio de frutas e muita farofa doce em cima.

A primeira vez que comi cuca foi (claro) no Sul, em Piçarras, numa padaria bem mequetrefezinha na esquina do apartamento onde estávamos hospedados. Foi amor à primeira mordida! Cremosidade da fruta com farofinha crocante... delícia!
Voltei para São Paulo com dor no coração.
Agora, posso voltar a sorrir.

As cucas da Delixia, vendidas na Quinta dos Pães, não deixam em nada a desejar para as do Sul! Abundância de recheio e de farofa, em vários sabores diferentes!!
O pacotinho de 500g sai por cerca de R$ 10. Valem cada centavo!

"Ficaadica".

Voltarei: certamente!!!
Para ir: e se esbaldar
Tipo: para comer com o chá da tarde ou no café da manhã

Serviço de utilidade pública: Rua Pirapora, 197, Paraíso - tel. 3884-6944

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Post do casamento

Estava escrevendo um looooooooongo post sobre a organização do meu casamento... mas ele estava ficando tão grande e detalhista que eu desisti!
No lugar, vou deixar só a parte dos restaurantes e dos docinhos, que é o que realmente importa, no final! Hahahaha!

Como queríamos algo bem intimista e informal, resolvemos fazer um almoço em um restaurante, o que também nos pouparia a escolha de um buffet apartado.
Eu recomendo que escolha aquele restaurantezinho de estimação, aquele que vocês sempre jantam numa noite especial... isso é muito charmoso... pena que eu não tenha um restaurantezinho de estimação, porque tenho um blog de comida e estou sempre querendo
experimentar restaurantes novos!!!!
Neste caso, tive que pesquisar vários e fazer um trilhão de orçamentos... Há alguns que têm várias restrições para fechar totalmente ou uma parte do salão para um evento. É o caso do Quattrino, que só fecha para eventos de domingo à quinta-feira; o Quinta do Museu, que é super restrito com os dias e não pode receber cerimônias (mas deve valer a pena porque o espaço é LINDO, a comida é boa e o acervo do museu ainda pode ficar à disposição dos seus convidados!); o Prêt-no-MAM, que só está disponível depois das 18h (só fecha para eventos na hora do almoço às segundas-feiras) (mas oh! localização simpática... no coração do Parque do Ibirapuera!! Se estiver mesmo pensando num evento noturno, dá uma olhada nessas fotos inspiradoras do casamento da Dani Freitas, leitora do blog Vestida de Noiva.)...
Alguns me deram uma dorzinha de cabeça... No Ruella, por exemplo, o atendente marcou uma reunião comigo, faltou no dia, sem me avisar, não mandou mais notícias e, depois, quando EU escrevi novamente, se fez de desentendido e nem me pediu desculpas!!! A moça do Manioca também foi bem esnobe... ela trata os clientes como se fôssemos NÓS os privilegiados em sermos atendidos por ela... Depois, conversando com outros profissionais do ramo, descobri que não fui a única maltratada e não sou a única a ter esta impressão (na boa, pelo preço que eles cobram, deveriam nos tratar como reis).
Outros lugares pesquisados foram o Vicolo Nostro (supercharmoso, bom para casamentos pequenininhos - eles só fecham a sala que será usada para evento, o resto do restaurante permanece aberto ao público), o Casa da Fazenda (outro cenário campeão!!!), o LINDO restaurante da sede do Jockey Clube, com o buffet da Lia Tulmann (uma amiga foi a um casamento lá e disse que foi o máximo - chic & contemporâneo) e o fofíssimo (mas sem ar condicionado) Felix Bistrot.

Nossa escolha final foi o Cantaloup. Agora, posso assegurar que foi ótima escolha: Primeiro porque a Tatiana e a Ana Luísa (que são as pessoas responsáveis pelos eventos) são muito preparadas e super experientes, passam confiança e estão presentes sempre, de forma discreta e elegante.
Segundo porque o ambiente é lindo, com suas amplas janelas de vidro que deixam a luz natural entrar, o paredão de plantas ao fundo do primeiro salão, o pé direito alto... é superchic, mas não deixa ninguém constrangido.
Terceiro porque a comida estava ótima - o que é bem difícil quando se organiza eventos relativamente grandes (na verdade, Dona Rosa, minha mãe, achou que a comida estava mais gostosa no dia da degustação, mas não dá para comparar... no dia D, são tantos outros estímulos... você não está com a atenção e com a disposição 100% voltada para a comida!).

Olha o cardápio:

Coquetel: bruschetta de chèvre ao estilo siciliano, canapé de presunto cru e figo, escondidinho de carne seca, mini batata recheada aos quatro queijos, mini quiche de alho porró e vol-au-vent recheado com camarão.
Entrada: salada de alface romana com tomate cereja e bufalina ao pesto de manjericão


Massa: orecchiette com mozzarella di bufala, azeitonas pretas, tomate brunoise e lascas de parmesão
Prato principal: Coração de filet mignon com galette de mandioca, cogumelos e aspargos

Sobremesa: Mil-folhas de pistache com sorvete de creme (na foto, já parcialmente comido...).

A escolha dos docinhos também foi uma pequena jornada. Experimentamos os do La Passione, Pecadille, Mariza Doces e Jean et Marie, mas acabamos escolhendo o Kykah por ser, sem sombra de dúvida, o melhor custo/ benefício: era o mais GOSTOSO E o mais BARATO!!! Recomendo fortemente! Eles pensam muito na apresentação e diferenciação dos doces, além da variedade de sabores (em muitos, você só encontrará chocolate - em formatos diferentes, mas todos com o mesmo gosto)... e ainda foram super profissionais e me deram ZERO dor de cabeça!

A escolha foi dura, mas ficamos com o LINDO brigadeiro dourado, a uva camuflada, a cestinha grená (coisa mais delicada!), a trufa de maracujá, a casquinha de chocolate com ganache (que não está na foto, infelizmente) e a mini-tapioca de leite condensado. Na degustação, não deixe de provar o mini-pão de mel, também. Fantástico.

(ah - nós pedimos 4 docinhos por pessoa, porque era almoço, tinha sobremesa e entendemos que as pessoas se enjoariam só de pensar em comer doces depois de tudo isso. Os próprios doceiros E o pessoal do Cantaloup me sugeriram isso. Foram 100 brigadeiros + 60 doces de outros tipos. Faltou! Ou seja: se a sua família for faminta como a minha, peça 6 doces por pessoa...)

A degustação de bem-casados também me engordou - provei OITO ao todo!!! Foram eles: Emília, Mariza Doces, La Passione, a tradicionalíssima Conceição, Oficina do Açúcar, Kykah, Nectar Doces, além do escolhido Ana Cristina!
O pessoal da Ana Cristina manda a degustação em casa e responde e-mails com rapidez! Nada mais perfeito para noivas online como moi! Não bastasse isso, os bem-casados são maravilhosos como os da Conceição, por pouco mais da metade do preço!

Quanto ao bolo... bom, primeiro que quase não teve bolo! Quem tem pança para comer bolo depois de uma refeição de 3 pratos, sobremesa e docinhos???? Minha família. Claro!
Porque foi uma escolha meio a contragosto (porque minha mãe praticamente me forçou a comprar um bolo) e meio de última hora, acabei provando poucos. Somente o do Mangostim (molhadinhos e lindos! Além da Valéria ser tão doce quanto seus bolos!) e o da Mariza Doces, que foi o escolhido.
Eles têm lindos modelos lá, mas eu me apaixonei por essas borboletas da SugarRobot e queria todas para meu bolo! Ficou fofo, não?! (mas, caso queira pedir para o seu, peça 2 saquinhos - o pessoal da Mariza teve que preencher vazios com borboletas de pasta americana porque 1 saquinho não foi o suficiente para ficar cheio assim)

Não vou falar de valores aqui, porque é deselegante, mas, se você estiver planejando o seu e estiver curioso, fique à vontade para me escrever nos comentários. Deixe seu e-mail que eu abro todos! Hahaha!
Também posso dar dicas de fotógrafo, dj, além de várias outras coisinhas! Tendo dúvidas, estou à disposição!!

Voltarei: a casar?? NÃO!!!!!!!!! (mas posso pensar numa festa de bodas de prata já)
Para ir: uma vez na vida
Tipo: final feliz!

Fotos: Vanessa Lee

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Menos uma economista no planeta... para nosso bem!

Era uma vez uma menina chamada Luciana que estudava Economia em uma das melhores faculdades do país. Ela estagiava em uma renomada consultoria de macroeconomia e, nas horas vagas, fazia cookies para o pessoal do trabalho. O pessoal do trabalho devorava todos, e o chefe estava pensando até em efetivá-la mais cedo só para não perder os cookies. Mas eis que, um certo dia, ela chega e pede as contas - percebeu que gostava muito mais de fazer os cookies do que de projetar a taxa de inflação brasileira para os próximos mil anos...

Isso não é uma versão tupiniquim da mocinha do filme "Mais estranho que a ficção" - é a história (mais ou menos) verdadeira de como a Luciana tornou-se a Lu Bonometti e de como, agora, seus cookies não são mais exclusivos para o pessoal do trabalho, felizmente!
A Luciana, desde que saiu da consultoria, fez cursos na Itália, na França e na Argentina (mais algum lugar, Luciana?) e aperfeiçoou muitas das suas receitas. Ela refaz as receitas mil e uma vezes, alterando um pouquinho desta, juntando um tequinho da outra... até atingir a consistência perfeita, a coloração impecável (ela não usa colorantes, nem conservantes artificiais) e o sabor... in-de-fec-tí-vel!!!
Atualmente, foca na reforma da sua loja, que deve abrir ano que vem, sob muita expectativa (minha), e nos cookies, bolachinhas para acompanhar o chá e nas balinhas (só experimentei as de limão, mas todas devem ser fantásticas), que ainda só são vendidas sob encomenda, com contato via e-mail.


Os cookies da Luciana são os melhores que já comi na vida - ultraleves, doces na medida certa (nada enjoativos)... desmancham na boca. Há de chocolate, de massa branca com chip de chocolate, pistache, com goiabada... São todos feitos com matéria-prima da melhor qualidade (chocolate belga & so on), e você pode tanto pedir de um só sabor como variado.

Tenho que confessar que não sei o preço, porque sempre ganhei de presente e nunca comprei diretamente... mas manda um e-mail para ela, que ela certamente responderá com a maior boa vontade.

Voltarei: a comprar, claro!
Para ir: ao computador e pedir!
Tipo: cookies fantásticos! (Para vocês terem uma idéia, nem sinto mais falta dos Ben's cookies)

Fotos: Fernanda I.

domingo, 16 de outubro de 2011

Foi o André que fez!

Devo admitir que ando bem sumida do blog... meu último post foi em... JULHO! Nossa! Mais de 3 meses sem postar nada!
Para compensar, tenho vários posts na cabeça e, agora, vou escrever sobre um restaurante da categoria "super recomendo", o Vito. Estive lá já há bastante tempo e não posso prometer acuidade das informações, mas continuo com boas recordações de lá!!

Há restaurantes que são, independente do chef que comanda sua cozinha. O Vito não é desses - ele É (d)o André Mifano, ganhador do posto chef-revelação na edição 2009-2010 do Comer & Beber da Veja SP. Os garçons, ao explicarem os pratos, fazem questão de falar "a carne é feitaassim e assado pelo André" e "a geléia é feita aqui, pelo André", como se o André fosse um conhecido nosso. E é assim que a gente se sente, depois de algum tempo no restaurante (e você também vai se sentir, depois de ler este post).

Antes de qualquer coisa, um aviso: salão SUPER pequeno. Há somente 27 lugares e, se você quer ser um dos felizardos, faça reserva com antecedência razoável ou chegue cedo (diria um pouco antes das 20h).

Começamos com um salame feito pelo André, bem gostoso (mas eu sou suspeita porque amo salames sempre!).
Depois, pedi um risoto de polvo do qual não me recordo o nome, mas tinha a ver com "à moda das prostitutas de Roma" porque o André aprendeu esta receita com uma prostituta em Roma (!). Era a base de tomates e estava muito bom - caldoso e al dente, mas acabei trocando de prato com o HK, que havia pedido um risoto com carne de porco que estava absolutamente imbatível!! Em cima do prato, o André coloca uma pururuca que deve ser quebrada com seus dedinhos e espalhada pelo risoto - esta mistura de risoto molinho com pururuca crocante me dá água na boca só de lembrar.
Para os frescos de plantão, uma lavandinha é disponibilizada para lavar as pontinhas dos seus dedos.


Para finalizar, pedimos uma espécie de biscoito com geléia, também feita pelo André. Estava bom, mas certamente pediria uma outra sobremesa numa próxima oportunidade - a massa do biscoito é feita de nozes ou amêndoas ou qualquer coisa assim e é meio pesada para comer depois de um jantar que já foi bem farto...

Sem bebidas alcoólicas, a conta ficou R$ 119 para ambos. É um preço decente, comparando com outros restaurantes do mesmo nível gourmet.

Voltarei: sim, quero comer a carne de porco, superelogiada (e que deve ser ótima, a julgar pela habilidade que ele tem com a carne suína)
Para ir: em grupos bem pequenos ou em casal
Tipo: italiano bem artesanal, feito pelo André

Fotos: Fernanda I. e Helio Kwon

Serviço de utilidade pública: Rua Pascoal Vita, 329, Vila Beatriz - tel. 3032-1469

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ciao! Vino & Birra

"Aberto há poucos meses, no bairro do Paraíso, perto de casa, fazia tempos que passava na frente do Ciao! Vino & Birra e ficava com a curiosidade e apetite aguçados pela promessa de petiscos inspirados na culinária italiana! Finalmente, há algumas semanas, fui com um grupo de amigos.
O serviço foi super atencioso desde o começo, devo destacar! Liguei antes para reservar uma mesa, e eles me explicaram que, naquele dia, haveria um aniversário marcado com bastante antecedência, que tomaria quase o salão inteiro, mas que havia um espaço no andar superior que normalmente eles destinavam a eventos. Apesar de querer ficar no térreo, que tem uma espécie de deck, todo charmoso, aceitei a sugestão e não me arrependi. Afinal, como eu expliquei ao atencioso rapaz que me atendeu, o importante era comer e beber bem!

Para beber, ficamos na birra (cerveja). Existem várias opções, mas concentrei minhas atenções às nacionais mesmo. Vamos à parte a que este blog se destina: o cardápio de petiscos é de bom tamanho, na minha opinião, já que todas opções são super atraentes. Eles também servem pratos (massa), paninis (meus amigos experimentaram alguns deles) e saladas. Começamos pedindo o
Suppli di Riso e Prociutto (Bolinho de arroz e presunto cru), que me dá água na boca só de lembrar, e Polpettini (almôndegas de carne, recheadas com queijo parmesão, com molho ao sugo), que também estava excelente. Com tempero na medida certa, e super tenras, uma delícia! Ocorreu um probleminha: algumas almôndegas estavam frias por dentro; mas tudo foi prontamente resolvido.
Depois, atacamos as bruschettas. Pedimos uma tradicional, com muito tomate e pesto de manjericão; e duas mais “alternativas”: uma com alcachofra e gorgonzola; e outra, com figo, presunto cru, mel e mussarela de búfala. Todas, aprovadíssimas! E o melhor: você pode misturar dois tipos em uma só porção. É só pedir ao garçom. Um diferencial das bruschettas do Ciao!, que contou muito a seu favor (na minha opinião, pelo menos) é que elas não são feitas com pão italiano, mas sim, com focaccia, que é uma receita italiana que resulta em um pão bem macio, delicioso!

E, finalizando a petiscagem, o tradicional bolinho de mandioca e carne seca (apropriadamente denominado Suppli Brasiliano) e o Suppli di 4 Formaggi e Capelli d’angelo (Bolinho de 4 queijos e macarrãozinho cabelinho de anjo). Este último, bom demais! É uma coisinha de nada, sabe? Mas com um toque especial! Adoro essas coisas!
Algumas amigas pediram paninis, com opções de recheio interessantíssimas. Eu, infelizmente, estava impossibilitada de experimentar, pois já tinha comido demais (é feio dizer isso, eu acho, mas é a mais pura verdade...), mas todos gostaram muito das respectivas escolhas. O das duas primeiras fotos é de rosbife e alcachofra, que acabei não encontrando no cardápio do site...(olha a apresentação: que coisa fofa! Vem em uma marmitinha!). E o outro é o Funghi (shiitake - vai me desculpar, mas xitáque não, pelo amor de Deus!- e shimeji – “mê”, não “mé” - ao pesto e queijo de cabra).

Para fechar com chave de ouro, ainda ganhei (era mais uma pequena comemoração do meu aniversário) um Brigadeiro di Nocciola (brigadeiro de nutella, servido com cookies e sorvete de baunilha) com uma velinha! Super gentileza do Ciao! Olha, eu sou completamente imparcial, pois por não ser uma amante incondicional de chocolate, não nutro qualquer devoção pela Nutella, e posso dizer que esta sobremesa estava deliciosa!!! E a porção é generosa, tanto que reparti com todos presentes, com direito a várias rodadas!No cardápio, ainda sobraram muitos queijos, antepastos, molhos... que preciso provar no Ciao!; assim, meu retorno (muito em breve) é mais do que garantido! Mesmo porque a conta ficou bem razoável, na minha opinião: R$ 35,00 por pessoa.
Obs. ref. fotos: Este não é um fotolog (apesar das fotos postadas pelos demais colaboradores serem ótimas! Ai que ódio! Rsrs!). Portanto, não liguem muito para as fotos tiradas, ok? Como vocês podem ver, eu esqueço delas muitas vezes, e só resolvo tirar quando o prato ou a porção já estão pela metade... Vocês sabem, é a fome, ou melhor, a gula... E se vocês lêem este blog, é porque podem me compreender perfeitamente! ;o)

Voltarei: mal posso esperar!
Para ir: com amigos, família, a dois, de qualquer jeito!
Tipo: cozinha italiana, com destaque para os petiscos

Fotos: Patrícia Iqueda

Serviço de utilidade pública: Rua Tutóia, 451, Paraíso - tel. 2306-3561/ 3541"

Post por Patrícia I.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sushi Kiyo

"Nos últimos tempos, tenho preferido evitar restaurantes japoneses para comer sushi, sabe? A primeira razão é que tenho em casa uma excelente cortadora de sashimis (mas a verdade é que isso está ao alcance de todos, já que, em muitas feiras livres, pelo menos em Sampa, é só escolher o peixe e pedir para cortar o sashimi) e temperadora de gohan: minha mãe (imbatível)! Segundo porque ando descobrindo que os pratos quentes podem te deixar muito mais feliz (os lamens e a comida do Kidoairaku, por exemplo, são a tradução perfeita do “comfort food”, não acham?). E por último (e, definitivamente, não menos importante), porque os preços são muito altos (com raras exceções) ou a comida pode ser chamada de tudo, menos japonesa (incluem-se aqui um sem número de rodízios...)!
Calma, calma, o post não é para desabafar! E, sim, para contar que abri uma exceção - e foi uma excelente experiência! Pode-se dizer que o Sushi Kiyo enquadra-se na categoria “preços altos”, mas não sai tão caro se você fizer as escolhas certas do menu, e privilegiar qualidade à quantidade! Além disso, era uma ocasião especial: meu aniversário!
O couvert é simples: não sei bem o que era, mas tinha um kanten (gelatina japonesa, feita a partir de algas marinhas) de ovas (gosto de nada). Depois de muiiitas perguntas feitas ao paciente e simpático Carlos (que é o filho do fundador do restaurante, Sr. Kiyomi, que continua lá, firme e forte, atrás do balcão, preparando sashimis perfeitos há mais de 30 anos! Aliás, devo deixar registrado que simpatia, eficiência e amor pelo que fazem parecem ser características da família que toca o negócio, e de todos funcionários!), fizemos nossos pedidos: um combinado de sashimis, cavaquinha (crustáceo parecido com a lagosta), acompanhados por gohan, misoshiru e tsukemono!

A seleção de peixes é muito boa (vem sashimi de polvo, também, que meu pai comeu sozinho!). Para terem uma idéia, nós somos finos (Craro! Rsrs!), mas minha mãe comeu até a decoração, menos a arvorezinha (que era de prástico... Uma pena...). E a cavaquinha... hummm... Espero que as imagens falem por si só, mas para ajudar, a descrição do cardápio é a seguinte: Cavaquinha- Servido com molho à base de maionese. São temperadas com sal, sake, ajinomoto, salsinha japonesa.”
Para sobremesa, por uma abençoada recomendação do garçom, pedimos o tempurá de sorvete. Nossa! Muito gostoso mesmo! A casquinha é feita de corn flakes, estava bem crocante e quentinha, contrastando com o sorvete que derretiiiia lá dentro...
Bom, a conta ficou em uns R$75,00 por pessoa, e valeu muito a pena! Então, já sabem, quando quiserem comer sushis e sashimis (e outros pratos - dizem que o udon, yakisoba, sukiyaki etc. também são excelentes) de verdade, com atendimento diferenciado, o Sushi Kiyo é ótima pedida!

Voltarei: espero que sim!
Para ir: com família, namorado (a)
Tipo: cozinha japonesa tradicional

Fotos: Patrícia Iqueda

Serviço de utilidade pública: Rua Tutóia, 223, Paraíso - tel. 3887-9148"

Post por Patrícia I.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Kaá

"Eu e a Patrícia Ohuti, colaboradores deste blog, resolvemos escolher o famoso e bem recomendado Kaá para comemorar nosso 1º ano de namoro. A palavra "Kaá", na linguagem tupi, significa mata, e sua decoração interna impressiona com seu alto pé direito duplo, teto retrátil e um extenso jardim vertical de 7 mil espécies da Mata Atlântica (sinceramente não fiquei lá para contar se era verdade) realmente faz jus ao seu nome.
Não se desaponte caso passe na frente com o carro e note que a fachada externa é super low profile, com uma simples parede branca e uma porta, pois acho que a grande sacada deste lugar é que, ao abrir o portão de entrada, você se sente entrando no jardim do Éden.


Como de costume, as reservas feitas neste tipo de restaurante, não são válidas após as 21hs. Eis que chegamos ao estabelecimento as 21h45 e tivemos que esperar aprox. 30 minutos para sermos encaminhamos à mesa. Até aí nada incomum, não fosse pelo fato de que ao fazer a reserva por telefone, havia sido enfático de que chegaria por volta das 21h30, e a atendente havia confirmado a reserva mesmo assim.
O forte deste restaurante não é o preço, em linha dos restaurantes de alta gastronomia, mas um ponto positivo é que, particularmente, eu odeio a idéia de acharem que comer bem é pagar caro e comer pouco - e, no Kaá, os pratos são bem servidos e não deixam a desejar nem e
m tamanho, nem em paladar.
Pedimos o couvert (R$13,00 por pessoa), que podia muito bem ser pulado, pois não havia nada de especial – cesta com pães diversos, azeite, manteiga, sardella e coalhada seca com pimenta rosa.

Dividimos uma entrada com receio de ficarmos muito satisfeitos para o prato principal. Nossa escolha: Tartar de atum com guacamole e redução de beterraba (R$29,50). Como podem ver, a apresentação estava fantástica e o sabor bastante suave,
também. Entretanto, o guacamole devia ter sido preparado com mais limão, pois o seu sabor lembrava um pouco o gosto de maionese.

De prato principal, eu pedi um espaguete a carbonara com magret de pato defumado e ovo pochê (R$48,00), que estava maravilhoso! De longe, o melhor molho carbonara que eu já comi, tanto em cremosidade quanto em tempero. Eu também adoro ovo e, neste prato, achei a combinação mais que perfeita.

No entanto, o destaque vai realmente para o prato da Patrícia - lula recheada com lagostim, risoto negro e molho piperade de pimentão e tomate (R$58,00). Estava no tamanho ideal! A apresentação já era de dar água na boca, o sabor, então, estava espetacular. A lula estava divina, com textura e maciez incrível, de cortar com o garfo (lembro de como é difícil acertar o ponto ideal da lula sem deixá-la borrachuda)! O recheio de lagostim estava saboroso, bem suave e o risotto negro também estava no ponto certo. O molho piperade, apesar de ser feito de pimentão, não era nada enjoativo nem pesado, e combinava perfeitamente com o risotto e o lagostim super macio que fazia parte da finalização do prato.
Para acompanhamento, como não sou grande conhecedor de carta de vinhos (cerca de 250 rótulos), que, por sinal, era bem extensa e cara, pedimos um Valpolicella italiano para não errar na escolha (R$44,00 a meia garrafa).
Como havia comentado, os pratos eram bem servidos e portanto, não havia nem mais um milímetro de espaço para a sobremesa, que resolvemos (infelizmente) descartar. Resumindo, como era de se esperar, a conta beirou por volta dos R$230,00 com direito ao couvert duplo, uma entrada, dois pratos principais, meia garrafa de vinho, água e serviço. Uma bela pedida caso queiram impressionar alguém.

Voltarei: em datas especiais, para provar outros pratos
Para ir: a negócios ou a dois em um jantar romântico
Tipo: comida contemporânea

Fotos: Patrícia Ohuti e Mario Liao

Serviço de utilidade pública: Av. Juscelino Kubitschek, 279, Vila Olímpia - tel. 3045-0043"

Post por Mario Liao