segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pequim - passeios e outras dicas

Depois de UM ANO E ONZE MESES sem tirar férias, finalmente elas chegaram!!!!!!!!!! \o/
...
Mas já foram embora... :´(
Hahahaha!

Essa viagem, que já havia sido protelada por nada menos que 3 vezes, era tão esperada que HK ficou doente praticamente a viagem inteira. Aff... Pobre é assim, né! Não fica doente no trabalho, mas é só tirar férias que parece uma esponjinha de vírus!

Foi uma viagem de 22 dias, o itinerário foi este:
- chegamos num domingo à tardezinha em Pequim, onde passamos 4 dias;
- voamos de Air China numa sexta de manhãzinha para Seoul, onde ficamos 3 dias inteiros;
- na terça-feira de manhãzinha, seguimos de Peach Airlines para Osaka, mas seguimos direto para Kyoto, onde passamos 3 dias inteiros e 4 noites;
- então, fomos de carona com meu primo (carro) para Miyama, onde dormimos,
- seguindo, no dia seguinte, para Tsumago (ainda de carona com meu primo);
- por fim, na segunda-feira, pegamos um trem regional e o famoso shinkansen (trem bala) para Tokyo, onde ficamos 3 dias inteiros. Pegamos nosso voo de volta na sexta-feira à noite, chegando em SP no sábado (mágicas da rotação do planeta)!! Vou escrever um post para cada cidade, além dos posts de restaurantes.

Voamos de Emirates Airlines, com conexão em Dubai. Não passeamos por Dubai, mas se é sua pretensão, já fique sabendo logo de cara que brasileiro precisa de visto para entrar nos Emirados Árabes (acho que a própria Emirates providencia/ ajuda a providenciar).
Claro que um voo de 30h é o uó na classe executiva – que dirá na econômica, onde viajei!! Mas mesmo assim não posso reclamar. A comida não ganhou da da Turkish, mas não chega a ser uma United da vida. Também tem uma imensidão de filmes, séries e joguinhos disponíveis, além de wifi!! 10MB de graça ou 500MB por USD 1! Justo, justíssimo!
O aeroporto DXB realmente é show de bola. Enooooooooorme, super moderno e bonito. Todas as lojas funcionam 24h – e o duty free vende leite em pó! Sacões bem grandes de Ninho (que, lá, chama-se Nido)! Hahahaha!
Também tem hotel e um fitness center, para ajudar a passar o tempo. AED 90 para relaxar na piscina (é pequenininho, uns 7x5m), pegar uma sauninha e tomar um banho relaxante; AED 45 para só tomar um banho. Super recomendo, é renovador.
Para conexões acima de 4h, a Emirates emite um voucher de USD 15 por passageiro, para refeições no aeroporto. Infelizmente, ele só pode ser usado em alguns lugares e em combos prontos. Mesmo assim, super obrigada, tia Emirates! No Le Pain Quotidien, dava direito a uma garrafinha de água, um sanduíche e um scone (que estava superbom!).

Em Pequim, ficamos hospedados no Jingtailong International Hotel. O hotel é bem daqueles grandões, decadentes, com ar condicionado que seca até a mucosa do estômago. A pressão do chuveiro era de chorar, e a limpeza também deixou a desejar (como eram duas camas, o HK arrastou uma delas – o carpete embaixo da cama estava imundo – e assim permaneceu durante todos os dias da nossa estadia...). De pontos positivos: a cama era ok, o quarto era bem grande e eles davam garrafinha de água todos os dias. A tv tinha vários canais, dos quais 99% eram da CCTV, a emissora estatal. Capitalistas, pero no mucho!
Minha sugestão é ficar em algum hotel na região da Cidade Proibida (‘First Ring’), perto de alguma estação de metrô que dê acesso a duas linhas.

Dia 0 –
Chegamos a Pequim por volta das 16h. O aeroporto é bem moderno e bonito, também. Os agentes da imigração pediram mandaram que nos reportássemos à Quarentena (por causa do zika), onde fomos orientados a usar camisinha caso tivéssemos relações sexuais com chineses. Ok, combinado! :/

Pegamos o metrô para o Centro – primeiro a linha do Airport Express, depois o metrô propriamente dito.
*O metrô de Pequim não é lá muito prático porque respeita os ‘Aneis’ da cidade, sem muitas radiais; então, para ir para uma estação a uns 800m em linha reta do nosso hotel, precisávamos fazer nada menos do que 2 baldeações! Por isso, commuting em Pequim é relativamente demorado. Por outro lado, ele é absurdamente barato (a tarifa depende da km andada), facílimo de usar, com a malha super ampla e é bem moderno e novo, sempre com caracteres romanos e placas em inglês.
*Há um ‘bilhete único’ pequinês chamado ‘Smart Card’, que pode ser usado nos meios de transporte, parques, restaurantes e outros lugares. Dá um certo desconto nos ônibus, mas, como só andamos de metrô, preferimos comprar individualmente todos nossos bilhetes. Apesar da cidade ser bastante cheia, sempre tinha maquininha automática livre, com instruções em inglês, bem fácil de usar.
*Tem raio X em TODA entrada de metrô. É uma coisa meio freak, mas é muito rápido (não é minucioso como em aeroporto), nunca ficamos em fila.
*O metrô fecha às 23h - super cedo! Pequim é uma cidade de hábitos diurnos...
*O táxi também é bem barato e sempre usam o taxímetro. Uma única vez, perto de Wangfujing, tentaram ser espertinhos com a gente, querendo cobrar CNY 100 para uma corrida super curta, mas é só sair andando e deixar pra lá. A nossa corrida mais longa foi do 798 Art District até o Hotel - foram 21km por RMB 70 (menos de BRL 40)! Já a corrida até o aeroporto, às 4h30 da manhã, saiu RMB 230 (BRL 125) - não barato, mas ok...
Metrô de Pequim - limpo e moderno!
Como demoramos muito tempo entre filas, malas, metrô etc., acabamos não fazendo nada no dia em que chegamos. Comemos num Mr. Lee da vida e foi isso.
Fast food chinês!
Dia 1 - Yuyuantan Park, Summer Palace & Wangfujing Snack Street
Praticamente todos os nossos dias de Pequim, tomamos café da manhã em um buraquinho do lado do nosso hotel que abria muito, muito cedo (às 6h30, eles já estavam a todo vapor, literalmente!). Não faço a mínima ideia do nome das coisas que comi, mas era tudo gostosinho e, apesar de viv’alma falar inglês, todos se esforçavam para nos servir bem. Umas gracinhas!
Sopa de canjiquinha (??) e wonton soup
Panquequinha com ovo, nirá e spam (??)
Buns vegetarianos
Como era segunda-feira (quando a Cidade Proibida fecha), fomos ao Parque Yuyuantan. O parque não tem nada de mais e, se fosse em qualquer outra época do ano, eu não o visitaria, mas ele é famoso pelas cerejeiras – e elas estavam em full blossom na semana em que chegamos a Pequim!
São lindas! Não parava de tirar fotos! Elas estão para a Ásia assim como a Torre Eiffel está para Paris – durante a viagem inteira, eu não podia ver uma florzinha sequer que já botava a câmera em punho!


A ideia, então, era pegar um barco para o Palácio de Verão, mas não encontrei a doca do barco e as moças do posto de informações turísticas não falavam inglês... então, acabamos indo de metrô mesmo.
*na China, tivemos bastante dificuldade para encontrar pessoas que falassem inglês. Com raras exceções, nos restaurantes e lugares turísticos, todos falavam o mínimo para exercer suas funções – e olhe lá! Mesmo no hotel, não entendia direito o pessoal...

Quando chegamos ao Summer Palace, já passava das 10h30. Este horário é perigoso porque as excursões de turistas chineses INVADEM os lugares a partir das 10h (chegue cedo nas atrações de Pequim! #ficaadica). Nossa... era tanta gente, e o lugar é tão grande, que demorou um bom tempo para digerir aquele monte de informação!
O Summer Palace é, na verdade, um enorme parque com vários palácios (e outras atrações), onde o Imperador passava... adivinha?! Os verões! Dá para ficar um dia inteiro, de tanta coisa que tem para ver. Minha sugestão é que você dedique algum tempo, antes da viagem, para decidir o quê exatamente quer visitar, ou vai acabar meio perdido – que nem eu. Acabei perdendo alguns palácios importantes e ainda estou em dúvida quanto aos nomes dos lugares que realmente visitei (...), mas recomendo fortemente a Suzhou Market Street (bem na entrada, you can’t miss it! É o lugar onde realmente ficava o comércio na época do império! Ainda hoje, eles mantém muitas lojinhas de souvenir... muitas coisas bonitinhas!) e os jardins (tem várias partes de jardim e, para ajudar, eu não sei a parte específica a que me refiro, mas foram os jardins mais agradáveis da viagem).
Lindos jardins!
Suzhou Market Street
Alugamos o audioguide, mas achei meio vagabundo. Não achei as informações muito boas, e a ativação do áudio por GPS era meio confusa. Preferia que fosse manual, para repetir caso quisesse ouvir novamente. O melhor, na verdade, teria sido contratar um guia... (mas teria que contratar antecipadamente, via uma agência)

Como HK estava gripando desde a noite anterior, ficamos ‘só’ umas 4h lá e fomos para o hotel descansar. O fuso, obviamente, não ajuda... 11h para frente do horário brasileiro...!
Neste dia, almoçamos no hutong perto do hotel, num restaurante muito charmosinho. O almoço estava bom, mas sem grandes destaques.


*Hutongs são muito típicos de Pequim, não sei se há em outras cidades chinesas – ou em quaisquer outras do mundo. São ruelas todas emaranhadas, cheias de casinhas bem singelas, grudadas umas nas outras. Na época do império, era onde as pessoas ‘comuns’ moravam para servir ao palácio (eles sempre ficam perto de palácios). Li uma definição de ‘favelas’, mas não diria que são favelas no conceito brasileiro da palavra. Por exemplo, Reginald Johnston, professor de inglês do último imperador chinês, morava em um hutong – e ele era uma pessoa influente e não-pobre. Atualmente, os hutongs estão ‘na moda’, tem vários restaurantes e lojinhas descolados e vários estão sendo restaurados.

À noite, fomos a Wangfujing Snack Street, onde há aqueles espetinhos de escorpião, aranha e por aí vai. Sério... eu tinha ido resoluta a comer alguma dessas nojentices!! Mas, lá, cara a cara com o bicho, brochei! Hahahaha! #shameonme
Bom, seja como for, este é um lugar tem-que-ir! Além dos espetinhos à la Família Adams, há muitas barraquinhas de snacks ‘normais’, como tempurá de camarão, pork buns etc.
video

A entrada da Wagfujing Snack Street fica na Wangfujing Street, que é um calçadão bem largo, cheio de lojas e shoppings. Os shoppings só tem lojas caras, de marca! Impressionante! E é também onde ficam muitos restaurantes bons.
Jantamos em um deles neste dia, no Din Tai Fung, que vai entrar no meu futuro post sobre restaurantes de Pequim. #staytuned

Dia 2 – Praça da Paz Celestial, Cidade Proibida, hutong, Estádios Olímpicos
Acordamos cedo e fomos a pé, pela Qianmen Street, para a Cidade Proibida. A Qianmen é um calçadão bem agradável, cheio de lojinhas turísticas (de chá, por exemplo). Não entrei em nenhuma e me arrependo.

A Praça da Paz Celestial, ou Tiananmen Square, palco de 9 entre 10 eventos políticos mais importantes da História da China, tem 880x500m de área! Está entre as 10 maiores praças de cidade do mundo e resume muito bem o que achei de Pequim: imponente, enorme, opressora. Ela é tão grande que, apesar de ter passado por toda ela, não sei exatamente onde começa... e só sei onde termina porque é nada mais, nada menos que na Cidade Proibida.
*um dos monumentos que ficam na Praça é o Mausoléu de Mao Tsé Tung, mas não fomos visitar. Acho que a gente vai aprendendo na vida o que gosta e o que não gosta de visitar - e mausoléu está na minha lista "passo".

Chegamos à Cidade Proibida cedo, mas não o suficiente para fugir das hordas de turistas chineses (óbvio). "Sozinho" é uma palavra que não deve existir em chinês!
Eu ADOREI este passeio!! É um dos palácios imperiais mais bacanas que já visitei na vida (incluindo Alhambra, Topkaki e até Versalhes). Foi onde o(s) Imperador(es), família e corte moraram durante as dinastias Ming e Qing, por mais de 500 anos, até 1924. O clássico "O Último Imperador", filmado lá mesmo, é uma ótima introdução à visita.
Os halls principais (no eixo central da Cidade) são interessantes, mas tão cheios de gente que acabam cansativos. Bem melhor é visitar as casas que ficam a leste e a oeste, onde as pessoas, de fato, viviam suas vidas. Quase dá para ter um momento "seu" nos labirintos dessas alas. Outro lugar lindo (mas tão cheio quanto o eixo principal) é o jardim! Não é verde como os europeus, mas é cheio de pavilhões super bonitos e árvores ultra retorcidas que parecem saídas de um conto!



É outro lugar onde dá para passar um dia inteiro, mas ficamos umas 2h30 (HK continuava mal da gripe).
O audioguide, ao contrário do do Summer Palace, é muito bom e traz informações bem interessantes. Recomendo! (se não rolar contratar um guia particular)
*a ideia era, então, subir o monte do Parque Jingshan, construído somente de terra retirada da Cidade Proibida para escavação de um fosso!!! Dizem que, do seu topo, tira-se a melhor foto possível da cidade imperial, mas o dia precisa estar claro - e isso é bem difícil na massa de poluição daquela cidade...!
*A poluição de ar em Pequim é coisa gravíssima. Abril nem é a época mais crítica (é Dezembro) mas mesmo assim podíamos sentir o ar pesado e ver a camada grossa de partículas ao nosso redor (a visibilidade baixíssima chega a fechar aeroportos!). HK, que já tem rinite das brabas, teve de usar máscara (blending in com a população local) durante todos os nossos dias por lá.

Saindo pela traseira da Cidade, pegamos um riquixá (completamente) maluco até a Drum Tower, andamos pelo hutong (com cafés e lojinhas legais - e caros) e almoçamos o Palms L.A. Kitchen (um fusion de mexicano com coreano! bem bom que também estará no post de restaurantes).
*o preço do riquixá deve ser combinado com o "motorista" antes da corrida. Não me lembro mais quanto paguei, mas achei tão barato que fiquei constrangida de pechinchar muito (para você ter uma noção).
*a corrida foi de uns... 800m, mas pareceu uma maratona! O "motorista" era com-ple-ta-men-te maluco! Fechava geral, cortava todo o mundo... eu não conseguia conter minha cara de susto e uns gritinhos de surpresa, e ele gargalhava e falava, afinando a voz, "Oh my God!!"! Hahahahaha!!
*pelo número de riquixás oferecidos, acredito que o hutong que fica ao sul da Drum Tower deva ser mais legal e bonitinho que o que visitamos. Uma pena...

Aproveitando que estávamos ao norte da cidade, fomos conhecer os estádios olímpicos, Water CubeBird's Nest, construídos para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 - e futuros palcos das Olimpíadas de Inverno de 2022 (o Water Cube terá curling!!!). Ambos estão abertos para visitação e são acesos à noite!
Não é um passeio "obrigatório", mas gostei.

Sim, tudo isso é poluição!!!
À noite, jantamos hot pot no Hai Di Lao, em outro shopping de Wangfujing. Também constará no meu futuro post!

Dia 3 – Muralha da China
Este foi o dia da Muralha da China! Mas vou escrever um post especial... simplesmente porque ela merece.

Dia 4 – Temple of Heaven, Reingwood Centre, CCTV, 798 Art District
No nosso último dia de Pequim, fomos conhecer o Temple of Heaven (que também é um parque bem grande, cheio de outras atrações dentro!).
Os templos-parques de Pequim são super bem aproveitados pela população - tem sempre uma galera dançando, praticando tai chi, jogando badminton (eles são craques!!)... dá gosto de ver. Este, em especial, é super bem cuidado e incrivelmente não-lotado de gente.
Lá, só visitamos o Hall of Prayer for Good Harvests, o prédio mais famoso do Templo. Como nos demais Halls que visitamos nos Templos-parques chineses, não dá para entrar neste.

*para este, também vale a pena gastar uns minutinhos antes da viagem para decidir exatamente o quê visitar. Ele não chega a ser enorme como o Summer Palace, mas cada ponto de interesse tem um preço, e o ingresso combinado (comprado na entrada) sai muito mais em conta se você for visitar mais do que uma "atração".
*literalmente ao lado deste Templo fica o Hongqiao Pearl Market, onde várias lojinhas vendem tudo quanto é coisa feita de pérolas. Pérolas são teoricamente baratas na China, mas, depois de ter meus dois colares de pérola roubados em janeiro, eu não quis nem visitá-lo.

Saindo de lá, queria muito ver a exposição Silk Road, do fotógrafo da NatGeo Michael Yamashita (a quem sigo no Instagram) - fomos ao Reignwood Centre, que, pelo que entendi, é um Centro Cultural ultra-mega-blaster chic de um megaconglomerado empresarial chamado Reignwood.
A experiência foi bizarra: chegamos e fomos falar com quem parecia ser um recepcionista, perguntamos sobre a exposição e ele, em inglês sofrível (mímica, na verdade), disse-nos que havia terminado. Pena, fazer o quê... vamos procurar um banheiro que estou apertada e vamos embora. Procurando o banheiro, entretanto... eis que dou de cara com o quê??? Com a exposição itself!!!! Comecei a ver as fotos com calma, lendo as legendas etc. quando, ao meu lado, surge o ex-monossilábico recepcionista, falando um inglês impecável e me falando que a exposição não estava aberta naquele momento, que eu deveria voltar à tarde! Ahn?!
Pelo menos, o banheiro não era squat!

Andamos pela região, cheia de prédios bem modernos e bonitos, passando pelo fantástico prédio da CCTV (a emissora estatal de TV), até chegar ao Duck de Chine, onde comemos (não poderia sair de lá sem isso) Pato de Pequim!


Então, pegamos um táxi para o 798 Art District - um bairro onde ficavam fábricas que foram desativadas, ficaram abandonadas e, a partir de 2002, foi revitalizado com cafezinhos, galerias de arte e lojinhas bacanas. Tem umas esculturas tão curiosas que me distraí e caí com tudo no chão!! Rasguei minha calça jeans, ralei meu joelho e por pouco que não quebro a câmera top Nikon da minha mãe!! Ai, se ela me ouve lê...
É a Vila Madalena de Pequim e super recomendo a visita! É um lado cool de Pequim que não se vê em nenhum outro lugar na cidade!

Neste dia, aceitamos a sugestão do TripAdvisor e fomos jantar no Black Sesame Kitchen.

E assim acabaram nossos dias em Pequim!!

Comentários importantes (e outros nem tanto):
- O câmbio do aeroporto, já tinha lido que era o melhor em Pequim (curiosamente). De fato, o câmbio que fechamos no Agricultural Bank of China foi campeão (era praticamente a taxa do dia!). Logo depois da saída do desembarque. Super-ultra-recomendo!
- Ainda falando em dinheiro, meu orçamento era USD 80 por pessoa, por dia, para passeios, transportes e refeições (ou seja, tirando hotel) - foi o suficiente para todos os nossos gastos, incl. hike da Muralha e jantar ultracaro no Black Sesame Kitchen.
- Na China, esqueça Facebook, Instagram e Google – nenhuma dessas ferramentas funciona. Deve ter um ‘submundo’ da internet, mas acho que não vale a pena o esforço para quem vai ficar 4d...
- Sendo a primeira cidade da viagem, foi onde sentimos o jetlag em sua potência total... Foi minha primeira viagem à Ásia e não sabia como meu corpo reagiria... Não senti sono absurdo durante o dia e ia dormir às 23h, 23h30, mas acordava às 4-4h30 e não conseguia mais dormir! Foi bem estranho. O que fizemos foi não dormir na segunda perna (Dubai-Pequim) - acho que ajudou, mas não tem como sair totalmente ileso...
- O trânsito é enlouquecedor! As ciclofaixas são usadas por bikes (sempre elétricas) e por motos (também sempre elétricas) indiscriminadamente, que atravessam no vermelho e são igualmente cortadas por carros passando no vermelho... Não sei como eles não tem mais acidentes de trânsito.
- Sim, é verdade que eles cospem (e outras coisas muito, muito piores) o TEMPO TODO... mas eles são profissas: fique tranquilo que você não levará uma cusparada.
- O site Travel China Guide (que na verdade é um agente de viagens) é uma ótima fonte de informações e dicas.
- Mulheres, preparem-se: a maioria dos banheiros disponíveis em Pequim ainda são squat - aqueles em que o vaso sanitário é um buraco no chão (como os turcos). Depois de um tempo, você se acostuma... e vou te falar que é um mega exercício para as coxas!
- Brasileiro precisa de visto para a China continental. É facinho de tirar, basta seguir as instruções no site do consulado e pagar uma taxa de R$160 (para uma entrada, por pessoa). Nem precisa estar presente pessoalmente, mas o consulado chinês em SP trabalha na maioria dos feriados brasileiros! O chatinho é que, após concedido, você tem 3 meses para entrar na China - ou perde seu visto.

Fotos: @auotindulgente, @fernanda.i e @heliokwon

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