"Já aviso, desde logo, que meu relato de Maceió para este
blog não vai trazer grandes novidades, ou indicações diferentes das encontradas
nos principais guias de turismo, blogs ou reportagens sobre o destino...
Afinal, foram nelas que me baseei e 4 dias não são suficientes para explorar
muito e trazer muitos "achados", né?
Mas posso garantir que foram 4 dias muito bem aproveitados,
turística e gastronomicamente falando!
Vamos lá: as praias urbanas de Maceió são lindíssimas; de um
verde-água incrível, que eu nunca havia visto antes na vida. O problema é que o
trecho da orla "aproveitável" é meio estreito. Digo isso porque uma
parte fica tomada por algas, o que, queira ou não, prejudica o banho. Mas o pior
problema, sem dúvida, é o cheiro de esgoto que empesteia uma grande parte da
orla (na Jatiúca principalmente). Não dá pena, não! Dá ódio! Desses governantes que não sabem
cuidar da principal fonte de receita da cidade! Não estou nem falando das
questões ambientais, de saúde e qualidade de vida da população. Aí, já seria
pedir demais! Me dá ódio da torpeza e da pobreza de espírito, acima de tudo!
Dito isso, cumpre prosseguir dizendo que a melhor praia
urbana, na minha opinião, é a de Ponta Verde, mais próximo à Pajuçara.
Especificamente no trechinho entre duas famosas barracas de praia: a Lopana e a
Kanoa. Eu só estou repetindo a dica que vi em todo lugar, mas comprovei que é
mesmo verdade!
A farofada de praia de Maceió, como não poderia deixar de
ser, tem suas deliciosas particularidades! Saem bixcoitos Globo, mate, salgados
do "califa", picolés Rochinha, queijo coalho (pra ficar no litoral
carioca e Norte de SP), e entram os caldinhos de camarão, feijão, sururu,
acarajé, espetinhos de camarão e os alardeados "picolés e suvetes
Caicó"...
As atrações geladas foram provadas, mas não muito apreciadas...
As atrações geladas foram provadas, mas não muito apreciadas...
Já os caldinhos... Que delícia! Super no capricho! O de
camarão recebe, a critério do cliente, complementos como pimentinha da braba,
camarõezinhos, coentro, ovo de codorna... O de feijão recebia ainda uns
torreminhos e carne seca desfiada!
Nossa, mas deixa eu me concentrar nos restaurantes! Vou ser
sincera: demos uma de coroné e acho que fomos nos melhores da cidade! Afinal,
"quem gosta de pobreza é sociólogo"! Desculpem-me a crueza das
palavras e dos posicionamentos no post
mas a inspiração é Lampião, pois me parece que o cabra foi morto em Alagoas,
junto com a Maria Bonita, e tá espalhado nas lembrancinhas da cidade! Oxi!
Hahaha!
O melhor foi também o mais distante do centro da cidade, e
mais escondidinho! Fez toda busca valer a pena! Estou falando do Vila Chamusca,
localizado em Ipioca, uma das melhores praias do litoral norte da capital! Fica
em uma pequena vila, atrás da igreja, e conta com esta vista maravilhosa!
Começamos com uma meia porção de macarajés (acarajés com
massa de macaxeira) em dois recheios diferentes: siri e camarão! Fiquei com
muuuuiiiita vontade de pedir mais, mas havia o prato principal, né, gente?...
Fizemos bem em deixar lugar de honra reservado para o prato
principal pois este estava DIVINO! Foi bem difícil escolhê-lo, pois todas
opções do cardápio pareciam imperdíveis! Mas, enfim, optamos pelo Lagostim a
belle meunière! Escolha perfeita (mas o terrível hábito de bizoiar o prato das
mesas vizinhas me fez concluir que qualquer escolha teria mesmo sido
acertada!). Até agora, salivo ao lembrar do gosto dos camarões com a manteiga,
alcaparras e limões. Hummmm!
Eu dificilmente peço sobremesa mas desta vez, não teve
jeito! Pudim de queijo coalho com calda de rapadura... Fechamos com chave de
ouro!
Com caipirinha nevada, refrigerantes, água e cafés, a conta
ficou em R$ 76 para cada. Bem razoável para padrões paulistanos, considerando os
lagostins...
Neste mesmo dia,
horas mais tarde, jantamos no Divina Gula! Nome mais apropriado,
impossível! A especialidade do restaurante é comida mineira, mas misturada com
ingredientes típicos do Nordeste. O ambiente é aconchegante, e o atendimento,
excelente! Sem dúvida, uma das melhores refeições da viagem!
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Prato principal (vocês já sabem: tough decision!!! Rsrs), fomos de Desfiada confiada, que consistia em carne de sol desfiada sobre purê de inhame, abobrinhas frescas, queijo minas e banana da terra frita.
Sensacional! Isso, sim, que é comfort food! rsrs! Tiramos
duas fotos: a versão intocada, e a desconstruída! Dá só uma olhada:
Dei umas bicadas na sobremesa alheia: sorvete de tapioca com
pastel de banana! O pastel estava bom, mas sorvete de tapioca frustrou minhas
expectativas. Além disso, eu já tinha comido demais para apreciar qualquer
outra coisa... A avaliação da sobremesa, portanto, ficou prejudicada.
Com cerveja, café, total de R$110,00, mas todos os pratos
dariam, com sobra, para mais uma terceira pessoa.
Dia seguinte: pancinha pronta para muito mais! Rsrs! Mas
isso fica pro próximo post!"
Post por Patrícia I.
Fotos: Patrícia I.
Serviço de utilidade pública:
Post por Patrícia I.
Fotos: Patrícia I.
Serviço de utilidade pública:
Vila Chamusca: Rua Djamira Bezerra de Omena, 130, Alto de
Ipioca - Maceió/AL - tel. (82) 3355-1639 (sem site)
Divina Gula: Av. Eng. Paulo Brandão Nogueira, 85, Jatiúca -
Maceió/AL - tel. (82) 3235-1016/1262
Babei nos caldinhos... hmmm!
ResponderExcluirSim, os caldinhos são de babar, já o "suveti" caicó deixou a desejar!!! Agora que eu estou lendo os relatos da Sa, fiquei com água na boca ao me lembrar dos restaurantes!!!
ResponderExcluirBy Gordinho Suado
Ola,
ResponderExcluirMuito obrigada pela visita e pelos elogios. Estamos sinalizando melhor nosso lugar pois realmente é bem escondidinho, mas faz a diferença. Na ocasião que esteve aqui estávamos se placas pois estavam sendo renovadas. Ainda bem que valeu a pena. A equipe do Vila Chamusca agradece.
Silvana Chamusca
Chef e restauranteur