Olha só:
- Din Tai Fung
É uma rede taiwanesa de dim sum (que minha amiga Fabiana F. me explicou que é basicamente tudo que vem em porções pequeninas), detentora de nada menos que 1 estrela Michelin!
Os dumplings são feitos com uma massa tão, tão fina que chega a ser translúcida, mas que não rompem, mantendo todo o caldinho lá dentro! Os recheios são muito saborosos e delicados! O sticky rice consegue ser melhor que o do meu querido Ping Pong.
Shumai |
Mandjuzinho recheado de doce de feijão |
A gente gostou tanto que foi duas vezes!
Cada vez saiu em torno de RMB 210 (BRL 110) por casal.
- Palms LA Kitchen
Este restaurantezinho, que fica convenientemente localizado em um hutong, foi dica do TripAdvisor. Meio que me dei conta que seguir o TA em Pequim não necessariamente te levará às melhores cozinhas da cidade, mas certamente às que os atendentes falam melhor inglês. Não que a comida deste restaurante seja ruim (não mesmo! É BEM boa!), mas todas as pessoas ao meu redor eram turistas, e a dona (que também atendia o salão) falava o melhor inglês que ouvi por lá.
Anyway, o Palms L.A. Kitchen serve comida fusion coreana e mexicana (existe coisa mais L.A. que esta???) num salão super charmosinho:
Burrito |
Ótima pedida para quem quiser fugir um pouco dos temperos chineses. Os sabores são frescos, o tempero é muito gostoso, a combinação funciona super! Recomendo!
Acho que gastamos por volta de RMB 100 por pessoa (BRL 50).
- Hai Di Lao
Foi o lugar que escolhi para comer hot pot, um prato típico da região de Sichuan que eu nunca havia experimentado.
Os atendentes mal falam inglês, mas nem precisa - eles são tão simpáticos e fofinhos que vão te mostrando o que precisa ser feito/ como você deve comer.
Você deve:
1) escolher se quer o caldo branco, o vermelho ou ambos (pedimos ambos - o vermelho é tão, mas tão apimentado, que mal tocamos nele... experimentamos uma vez somente e deixamos de lado);
2) escolher quais acompanhamentos quer (pedimos carne bovina, cordeiro - nosso favorito!, camarão, peixe e verduras - você paga adicional por cada porção que pede) - não deixe de pedir o macarrão, porque um cozinheiro vem abrir a massa na frente da mesa, jogando e virando a massa pra cima e pra baixo! É um show!;
3) ir até o buffet para fazer seu próprio molho, como bem preferir (gostei da base de gergelim);
4) esperar caldo ferver (eles trazem os caldos em rechauds fundos e ligam o fogo da mesa);
5) escaldar as carnes, aos poucos, até cozinha-las, molha-las no seu molho e comer!;
6) ser feliz!;
7) pagar a conta e ir embora!
A conta saiu RMB 230 (cerca de R$ 120) para duas pessoas. Bem fair.
- Duck de Chine
Foi o lugar que escolhemos para comer o famoso Pato de Pequim!
Fiquei bem em dúvida entre este e o tradicional Da Dong, mas este review me ajudou a escolher pelo Chine (este artigo também é bem interessante para quem estiver na dúvida). Depois, "descobri" que o Chine tem um Q francês - utiliza algumas técnicas ocidentais e quer ser mais "sofisticado". Mesmo sendo purista-chata, não me arrependi da escolha.
O restaurante é super bonito (deve ficar especialmente romântico à noite) e fica no 1949 - The Hidden City, uma espécie de galeria a céu aberto, cheio de restaurantes e barzinhos charmosinhos.
Eles fazem o próprio molho hoisin (de lembrar pro resto da vida), cortam o pato na sua frente (muito ágil! Incrível!) e também servem dim sums maravilhosos!
O Pato, na hora do almoço (RMB 188), sai bem mais barato que no jantar (RMB 268). Com o dim sum e as bebidas (não alcóolicas), a refeição saiu RMB 340 (BRL 180) para duas pessoas.
- Black Sesame Kitchen
Este restaurante é um dos mais bem cotados no TripAdvisor. Imagina o tanto de turista que tem lá, né... hahahaha! Apesar de ser super tourist-trap, gostei muito da experiência e recomendo! É um menu degustação de 10 pratos típicos chineses, todos feitos lá mesmo, ao vivo, por tiazinhas chinesas que não falam um "the" em inglês. Os clientes (14, por noite) sentam-se em uma grande mesa comunitária e, incentivados pela cerveja chinesa e vinho australiano servidos à vontade, conversam animadamente sobre suas vidas, hábitos, culturas, passeios em Pequim etc.
Gostei muito das pessoas que nos fizeram companhia aquela noite - em especial, uma mocinha chinesa (morava em Pequim), engraçadíssima e super tagarela, que tirou todas as nossas dúvidas sobre a vida em Pequim e sobre a visão chinesa sobre vários temas.
"Pan fried dumplings" |
"Fried shiitake mushrooms" |
"Black pepper beef" - este estava ótimo!! |
"Five-flavored eggplant" - este estava ótimo, também! |
"Red braised pork" - este foi meu prato favorito! |
"Sweet and sour lotus root" - bem sem gracinha este... |
"Shrimp with carrot and cucumber" |
"Asparagus with Goji berries" |
Panelas no espelho pendurado no teto |
"Kumg pao chicken", ou o famoso Frango Xadrez |
"Candied bananas with homemade black sesame ice cream" - nossa famosa banana caramelizada! |
Compramos besteirinhas no 7-Eleven, também, que está presente em peso na Ásia inteira.
Para chegar aos restaurantes (e a todos os outros lugares da viagem inteira), usamos muito o app Pocket Earth (só disponível para iOS), que eu sempre uso nas minhas viagens. É um mapa offline de ruas, onde você pode previamente 'pin' lugares e atrações - e ainda dá para colocar comentários etc. Acho mais fácil de usar que o Google Maps. Não vivo sem!
Uma ótima fonte de inspiração e informações gastronômicas é o The Beijinger, uma espécie de Zagat pequinês. #ficaadica
Fotos: @autoindulgente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário